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Campeonatos Estaduais precisam acabar para o Brasileirão melhorar?

No início de julho, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, deu a solução mais prática para os campeonatos estaduais deixarem de atrapalhar o calendário do futebol brasileiro. Em resumo, ele defende a ampliação do Brasileirão e os estaduais serem disputados pelos grandes por seus jovens e aspirantes — acrescentaria reservas que precisam de ritmo de jogo, como o segundo goleiro. Essa e outras ponderações estão no comentário do vídeo abaixo.

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Foto: Felipe Oliveira/Divulgação EC Bahia

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Noroeste

O aviso de Estevan: Noroeste em modo de espera

A palavra é stand by, mas fiquemos com a língua portuguesa. Mais uma vez, o momento noroestino é de roer as unhas, de indefinição. O presidente Estevan Pegoraro, com mandato até 14 de julho, não renovou contrato com a comissão técnica capitaneada por Betão Alcântara para não deixar uma “herança” à próxima gestão — mesmo que seja dele mesmo.

Sim, Estevan deixou no ar que pode sair de cena, mas igualmente sua permanência é possível. O comunicado do clube é bem claro sobre essa condicional, reforçando que é permitida sua reeleição, que “pode entregar o cargo, caso um interessado queira assumir a gestão (…) desde que reúnam condições para isso”. A nota oficial também fala sobre antecipar as eleições, já que é preciso montar o time para a Copa Paulista. Ou não. Estevan fala que, “se o eventual novo gestor quiser cancelar a participação do time na Copinha, cabe a ele comunicar a Federação.”

Aquele momento conhecido — e compreensível — de sensibilizar a cidade. E de pressionar a prefeitura, cuja cobrança de dívidas de tributos inviabilizaria a sobrevivência alvirrubra.

Enfim, em breve o Conselho Deliberativo removerá a poeira para receber alguns votantes.

Que as unhas sobrevivam até lá.


Fernando Beagá

 

 

Foto: Bruno Freitas/ECN

 

 

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Noroeste

Confira principais pontos da entrevista do presidente do Noroeste à Auri-Verde

retranca-ECNNa noite dessa terça-feira, 30/ago, o novo presidente do Noroeste, Estevan Pegoraro (no cargo há 45 dias), concedeu relevante entrevista à rádio Auri-Verde, no programa Jornada Esportiva. Em conversa com Rafa Antonio, Lucas Rocha e Luiz Lanzoni, o mandatário alvirrubro respondeu aos principais pontos que afligem os torcedores no momento. A seguir, transcrevo os principais trechos da conversa. Sou ouvinte assíduo dos colegas e tomei a liberdade dessa reprodução para levar ao conhecimento daqueles que não puderam ouvir, além de deixar registrado esse bom trabalho nesse mundão que é a internet.

Início do mandato
Não é fácil, já assumi já sabendo das dificuldades. Passei um tempo como tesoureiro para entender e não cair de paraquedas. Mas as surpresas continuam surgindo. As dívidas com governos federal, municipal e as trabalhistas são as mais significativas. Fizemos uma audiência na Justiça Trabalhista com todos os credores e chegou-se a quase 15 acordos, falta apenas chegar a um acordo com os clientes dos advogados Filipe e Thiago Rino. Não é por causa deles, mas pelo grande volume. Estamos dialogando e acredito que vamos chegar a um denominador comum com eles. O débito federal estamos acertando via Profut.

Importância da base
O projeto da Tel [Telecomunicações, que investe R$ 60 mil mensais no clube via incentivo fiscal] é destinado via prefeitura e específico para a base. Hoje, atende mais de 500 crianças, é bom que as pessoas tenham consciência disso. O trabalho com a base, tocado pelo Emerson Carvalho, tem ainda o apoio dos irmãos Mandaliti. É um trabalho muito importante. Eu vejo como futuro do Noroeste o fortalecimento na base. Hoje, não temos como disputar a A-3 com a base. Mas o Noroeste tem condições de dar estrutura a escolinhas da cidade e da região. Há jogadores de Bauru espalhados pelo Brasil e pelo mundo que nunca jogaram no Noroeste. Num curto espaço de tempo, a médio prazo, poderemos disputar competições com frutos da base.

A polêmica saída do zagueiro Foguinho
O Foguinho, como todos os jogadores da base, não tem contrato. Estão apenas inscritos. Porque o Noroeste ainda não tem o selo de clube formador, regularizado na Federação. A única forma de vincular os jogadores com o clube é fazer contrato profissional de no mínimo três anos, o que é totalmente inviável. Assim, é claro que ficamos expostos ao interesse de clubes grandes. O Foguinho foi esse caso. Ainda bem que o Palmeiras teve uma atitude louvável. E fizemos um acordo de que o Noroeste tem direito a 30% numa negociação que ocorrer nos próximos dois anos, além de R$ 300 mil pelos 70% do Palmeiras. Se o Palmeiras não tivesse essa decência, teríamos saído de mãos abanando nesse negócio.

O sonho da elite
Falando com muita sinceridade ao torcedor, não sei se o patamar do Noroeste hoje é a primeira divisão. Não é a nossa realidade. A meta tem que existir, mas se disputar segunda do paulista e pensar numa Série D do Brasileiro, o calendário é muito mais interessante. A gente sabe que a gestão do futebol, por mais que demande profissionalismo, não dá pra desvincular da paixão. Meu sonho é daqui três anos entregar o Noroeste a um novo presidente na primeira divisão paulista e sem dívidas. Vou trabalhar pra isso, mas vai ser difícil.

O imbróglio do aluguel da Panela de Pressão
Falta a grana [para resolver o assunto]. Estamos negociando. A Semel [Secretaria de Esportes e Lazer] já fez uma avaliação, mas com retração do valor do aluguel. A Panela estava alugada por quase R$ 20 mil e a proposta foi de R$ 15 mil, que considero insuficiente, pois está abaixo do valor de mercado, não há outro ginásio desse porte na cidade e porque não ajuda o Noroeste a pagar as contas.

Noroeste e Prefeitura
Não há impasse algum entre Estevan e Rodrigo Agostinho. A conversa está no mais alto nível, o Rodrigo tem se mostrado um grande noroestino. Mas o prefeito não pode pagar mais do que a avaliacão da Seplan [Secretaria de Planejamento] diz. Quando o torcedor do Noroeste me cobra que tem que fechar a Panela, gostaria de dizer que isso só não foi feito em respeito aos torcedores do basquete e do vôlei, porque muitos deles são noroestinos também. Vamos tentar esgotar todas as possibilidades nesse assunto para fazer dar certo.

Cessão do Complexo Damião Garcia
Existem mecanismos para tentar viabilizar um acordo com a Prefeitura. Alguns noroestinos rechaçam, mas não podemos desconsiderar. Até porque, por conta das ações trabalhistas, se um juiz decidir penhorar a Panela, ela pode cair nas mãos de uma construtora… É isso que estamos tentando evitar. Se o Noroeste tiver que dispor do seu patrimônio para quitar dívidas, que seja para as mãos da Prefeitura, que vai priorizar o esporte. Muito melhor do que cair nas mãos da iniciativa privada.

Parceria com o Talentos 10
Nós alugamos o Alfredo de Castilho para o Talentos 10 mandar seus jogos em Bauru. É um time da cidade e entendo que podemos proporcionar esse lazer para os torcedores locais. O aluguel tem uma taxa simbólica de R$ 1 mil e eles bancam as despesas dos jogos. E o Talentos 10 pode ser um celeiro para o próprio Noroeste. O torcedor não precisa se preocupar, nem comparar. Nem nos próximos duzentos anos, com todo o receito, o Talentos 10 vai ter a grandeza do Noroeste. Tem espaço e estendemos a mão para um clube da cidade. Foi feito com o mesmo princípio que cedemos hoje para o basquete e o vôlei.

Projeto para a Série A-3
Eu tenho sido persistente na questão dos patrocínios. Não tenho nada para oferecer no momento. Não existe pedir ajuda. O investimento exige retorno, que hoje é zero porque o Noroeste não disputa nada. Somente a partir de janeiro. A gente tem conversado com muitas empresas, mas nada de concreto. Há boas perspectivas, mas não há nada de concreto para a Série A-3 ainda. O que mais recebo é ligação de jogador, treinador e empresário se oferecendo… Mas empresa oferecendo dinheiro, nada…

Formação do time
Temos conversas com profissionais da área, não descartamos parcerias com grandes clubes, foi falado do Alecsandro, que é meu amigo pessoal e conhece muita gente no mundo da bola, posso ouvi-lo também… Vai ser feito o trabalho, mas estou deixando mais pra frente. Estou pensando primeiro em colocar a casa em ordem.

Marketing e sócio-torcedor
Vamos ter um trabalho de sócio-torcedor. Minha função é proporcionar ao bauruense, ao noroestino, a possibilidade de ajudar. Vamos soltar o programa de sócio-torcedor, além do projeto ‘Trave de Ouro’, uma trave que sobrou da época do incêndio do estádio [em 1958, no antigo estádio na rua Quintino Bocaiúva]. Ela está lá em Alfredo de Castilho, queremos fazer um memorial em homenagem a quem apagou aquele incêndio e buscar empresas que colaborem com R$ 1 mil por mês para colocar essa trave na entrada do estádio.

Parceria com Associação Avante, Rubro!
Eu não tive tempo de adentrar na situação da parceria com a Associação. No dia 3, vamos ter uma oportunidade, a exposição das camisas, iniciativa dos torcedores.Temos que ter sim um elo de proximidade. Concordo que a família Garcia errou nessa relação. Seo Damião merece um busto, pelo grande noroestino que foi, mas ficou essa rusga de ele ter se isolado. Temos que nos aproximar dos bauruenses para fatiar a receita, porque não vamos conseguir R$ 200 mil de nenhuma empresa. Mas podemos conseguir 200 apoios de R$ 1 mil.

 

Foto topo: Bruno Freitas/EC Noroeste