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Bauru pode perder o basquete pela segunda vez

O aviso foi dado por Guerrinha, em entrevista a Samuel Ferro na TV Preve

O Novo Basquete Brasil 3 termina em junho. Essa mesma data também pode marcar o fim das atividades do Bauru Basketball Team. O aviso, em leve tom de ameaça, foi dado pelo técnico Guerrinha, em entrevista ao jornalista Samuel Ferro, no programa Enfoque Regional da TV Preve transmitido dia 12/10. Midiático, o treinador deu o recado no lugar certo, um canal assistido por formadores de opinião.

Ao contrário do Noroeste, um clube social cujo espólio não pertence a Damião Garcia – portanto não pode se mudar de cidade como fez o Grêmio Prudente (ex-Barueri) e pretende o Guaratinguetá (para Americana) – o time de basquete pode, sim, trocar de CEP. O NBB trabalha com franquias e Guerrinha pode se mudar com diretoria, elenco e patrocinadores para onde quiser.

Muito bem conduzida, a entrevista trouxe colocações pertinentes de Jorge Guerra sobre o atual momento do basquete brasileiro e como o Itabom/Bauru está inserido nele; confirmou que Júlio Toledo e Eddy estão de saída, como o Canhota 10 deduziu na última semana; e alertou novamente sobre o déficit financeiro (20%), buraco que segundo ele tem sido coberto com dinheiro do próprio bolso de Pedro Poli, presidente do time e dono da Itabom.

Guerrinha contou que a adesão de empresas amigas do basquete (cotas de R$ 1 mil e R$ 2 mil) foi baixíssima, na casa dos R$ 10 mil – esperava R$ 30 mil; reforçou os espaços ainda disponíveis no uniforme; lamentou que a ajuda da Prefeitura, apesar da boa vontade de Rodrigo Agostinho, é nula, sobretudo por não viabilizar um aporte via lei de incentivo, prática comum em outros times profissionais de basquete. Por fim, lamentou o Itabom/Bauru não ter um ginásio com maior capacidade de público à disposição, o que certamente geraria mais renda, pois a adesão dos torcedores tem sido maravilhosa.

Dito tudo isso, as conclusões do Canhota 10: o alerta é válido, mas a princípio parece mais uma pressão do que uma possibilidade real – ou pelo menos essa é a torcida… Não chega a ser um apelo ao estilo chororô de Damião Garcia, mas é bom Guerrinha ter o mandatário noroestino como exemplo para ter noção de que o empresariado não se comove muito. No Interior, poucos se arriscam a gastar montantes de dinheiro com patrocínio, mal acostumados que estão com a famosa permuta. Sobre a Prefeitura de Bauru, considero obrigação uma ajuda ao basquete. Guerrinha diz precisar de pouco mais de R$ 20 mil mensais para arcar com taxas de arbitragem. O que é esse valor no orçamento municipal (R$ 240 mil por ano)? Esse time leva o nome da cidade por onde joga, está na TV fechada (Sportv e ESPN, audiência qualificada) e disputa em alto nível com as melhores equipes do Brasil.

A torcida é para que Rodrigo Agostinho abrace a causa do esporte, apoie o Bauru Basket e consiga reverter o imbróglio com o Noroeste. Não pode esquecer dos outros esportes, dos Regionais, dos Jogos Abertos, do lazer da população, claro. Mas se outras prefeituras conseguem apostar nesses verdadeiros cartões de visitas, por que não a cidade que não tem limites?

Imagem na homepage: montagem sobre foto reproduzida do site da Liga Nacional de Basquete

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Noroeste

Aí, sim! Norusca segue com chances

Direto de Bauru
(ligado no Jornada Esportiva, o único veículo bauruense em Franca)

O Noroeste foi buscar, fora de casa, os pontos que perdeu no empate no Alfredão com a Francana. Sem passar muitos sustos no estádio Lancha Filho, o Alvirrubro conquistou sua primeira vitória (1 a 0) na segunda fase da Copa Paulista e chegou a quatro pontos, deixando a Veterana com apenas dois. Por ter confrontos diretos com XV de Piracicaba (seis pontos) e Barueri (oito), o Trem-Bala só depende de si para passar à terceira fase. Na próxima quarta (13/10), recebe o XV, às 19h30.

O que uma vitória não faz? De laboratório duvidoso, o time voltou a sonhar com o título da Copinha – sempre contando com o apoio dos torcedores, que cobram, como tem que ser, mas não viram as costas.

O JOGO

1º tempo
A Francana vai a campo com um trio ofensivo veloz e começa a partida pressionando o Noroeste. O time bauruense, entretanto, logo se reorganiza e reage, conseguindo uma sequência de escanteios antes dos dez minutos de jogo.

Aos 13, a Veterana quase abre o placar. Cris chuta cruzado e Gabriel, na pequena área, não alcança de carrinho. Dois minutos depois, o mesmo camisa 9 tenta, de bico, mas Yuri defende tranquilo. O Trem-Bala chega com perigo aos 20, em cobrança de falta de Tales que Rodrigo Calchi espalma antes de a bola tocar o travessão.

A partida fica amarrada, com muita correria entre as intermediárias, mas nenhuma chance efetiva de gol até o Noroeste abrir o placar, aos 39. Em troca de passes no meio, a bola chega até Gustavo Henrique. Em ultrapassagem pela esquerda, o lateral arrisca de longe e acerta o ângulo direito de Calchi. O chute venenoso e cheio de curva vai parar nas redes! Norusca 1 a o.

Já nos acréscimos, a Francana chega forte com Gabriel. Lançado, ele fica mano a mano com Yuri, que toma a bola dos pés do atacante, de forma arrojada. Os alviverdes pedem pênalti, sem razão.

Intervalo
Ao microfone de Chico José, repórter convidado do Jornada Esportiva, o atacante Diego comemora a vitória parcial, mas alerta que a bola não chegou até ele, o que é confirmado por Luciano Dias: “Não estamos conseguindo sair jogando”.

2º tempo
Ao contrário do que aconteceu no Alfredão, quando o Noroeste também reiniciou a partida na frente, mas a Francana sufocou de cara, o Alvirrubro se impõe desta vez. E sempre com o brigador Diego lá na frente.

A Veterana só incomoda aos oito, em cabeçada de Júnior Preto que Yuri vai buscar. A partir daí, Diego toma conta. Aos 14, ele cabeceia com perigo e Rodrigo Calchi põe para escateio. Seis minutos depois, o camisa 9 perde gol incrível, cara a cara, chutando por cima.

Aos 24, mudança tática: Roque entra no lugar de Tales e Gustavo Henrique vai atuar na meia. Com o meio-campo mais leve, o Noroeste começa a ceder espaços para a Francana e chega menos ao gol de Calchi. Aos 34, Júnior Preto entra com perigo na área, mas é desarmado por Gustavo na hora exata. A insistência da Francana não é suficiente para chegar ao empate e Yuri tem pouco trabalho até o fim da partida.

Fim de jogo
Chico José, do Jornada, falou com os protagonistas da partida. “Conseguimos segurar bem, agora dependemos só da gente”, comemorou Yuri. “Faltava essa vitória sobre um time aguerrido. Estamos orgulhosos”, disse Aidar, que relatou ter sentido uma fisgada na coxa e pediu para sair, pensando em rápida recuperação para quarta-feira. Gustavo, o autor do gol, minimizou a discussão que teve com Roque (seu concorrente na lateral-esquerda) e avisou: “Daqui pra frente, vamos conseguir os resultados”.

Já o técnico Luciano Dias repetiu o discurso de que o time havia se perdido na intranquilidade durante o campeonato e disse que vai aproveitar essa vitória para animar o elenco. “A competição exige correria e pegada e nosso time é mais técnico. Os resultados ruins deram uma má impressão sobre a nossa qualidade. Temos que descansar, recuperarmo-nos do desgaste de hoje, analisar a condição de cada um e até repensar a escalação. Essa equipe tem qualidade, sim”, reafirmou o treinador.

No papel, sempre foi uma das mais forte dessa Copinha. Se resolver colocar isso na prática daqui pra frente, a galera alvirrubra agradece.

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Bauru Basket

Itabom/Bauru prepara reformulação no elenco

Após a ótima vitória sobre Araraquara, fora de casa (86 a 79, dia 7/10), na abertura da segunda fase do Campeonato Paulista, o técnico Guerrinha deu pistas de que haverá mudanças no elenco do Itabom/Bauru. As declarações foram dadas ao repórter Thiago Navarro, do Jornada Esportiva, e não pautou os veículos impressos nesta quinta-feira, focados em repercutir o resultado do jogo. Somente o Webesportiva abordou o tema até o momento e o Canhota 10 entra em quadra para opinar.

Então, vamos lá. Começando pela parte financeira. Guerrinha comentou que o time está gastando 20% mais do que o orçamento mensal. Que o ginásio da Luso somente terá sua capacidade aumentada com o apoio de empresas – e esse acréscimo na renda das partidas ajudaria no fim do mês. Outra boa solução financeira seria preencher a cota de patrocínio no nome do time (Itabom/?/Bauru). Enquanto isso não acontece, a solução é otimizar os gastos com o elenco.

Em sua fala, Guerrinha deu pistas de que Júlio Toledo deverá sair – a exemplo do que já aconteceu com Gaspar, que foi para o time mineiro Catalão/Olympico. Segundo o treinador, o contrato de Toledo vence em dezembro e, se atuar no NBB, não poderá defender outro clube. Conclui-se, portanto, que o melhor seria sair já – o atleta, com rendimento abaixo do esperado, não tem sido muito aproveitado. Dentro desse perfil, encaixa-se também o ala Eddy, que não foi citado por Jorge Guerra.

Para não ficar com menos peças no elenco após essas supostas dispensas, a solução está na garotada. Explico: o treinador manifestou a intenção de o time disputar o NBB sub-20 com jogadores de outro clube – já que Bauru não trabalha hoje com essa categoria – para se juntarem a Gui e Ferrugem. Provável parceria: Paraíso Basquete – de quem Guerrinha se aproximou bastante quando foi conhecer a Arena Olímpica de São Sebastião do Paraíso – e Barueri.

E é da cidade da Grande São Paulo que podem vir novidades no elenco principal, segundo Guerra – lembrando que especulo sempre baseado na entrevista ao Jornada. Terminada a participação de Barueri no Paulista, que deverá ser precoce, alguns jogadores podem chegar. Uma boa aposta seria o jovem armador Ricardo Fischer, irmão de Fernando Fischer, já no grupo bauruense – dedução do Canhota 10, pois é o jogador mais elogiado daquele time.

Por fim, Guerrinha disse ter esperanças de que um novo aporte financeiro viabilizaria a contratação de um jogador “bom” – palavra dita com ênfase por ele, referindo-se a um atleta que chegaria para ser titular ou, pelo menos, o sexto elemento. O técnico lembrou que aproxima-se uma fase que chamou de “janela de transferências” do basquete brasileiro.

Dessa mexida na composição do grupo bauruense, há esperanças de que, finalmente, o time tenha um banco forte. Havia essa expectativa no início do semestre, o que não se concretizou com Júlio Toledo e Eddy – Thyago Aleo ainda tem crédito, afinal, está à sombra do astro Larry Taylor. Para se ter uma ideia, na partida contra Araraquara, os reservas foram responsáveis por apenas um ponto, o que sobrecarrega muito o quinteto principal.

NA TV

A partida contra Franca foi remarcada para quinta-feira, dia 14, às 20h30, por solicitação da ESPN Brasil, que transmitirá o duelo. Nessa ocasião, o Itabom/Bauru irá aderir à campanha Outubro Rosa, utilizando adesivo no uniforme pela prevenção ao câncer de mama. E convida os torcedores a irem trajados na cor rosa ou branca. O time bauruense tem se notabilizado por abraçar causas sociais, o que o aproxima cada vez mais da comunidade.

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Noroeste

Norusca na revista ESPN de outubro

Sempre que o Noroeste aparece em destaque na mídia nacional, ocorre uma compreensível euforia, pois o tradicional clube bauruense rompe fronteiras nessas ocasiões. Mas é sempre bom ter os pés no chão. No episódio da liderança mundial dos trendig topics do twitter, estava claro o tom de ironia de anticorintianos – mesmo assim, não deixou de ser uma boa publicidade, até pouco explorada por aqui.

Agora, na semana que em o Alvrrubro é destaque no Tem Esporte, da TV Tem (episódios que podem ser assistidos aqui), o Noroeste aparece na página 22 da revista ESPN, em breve texto comparando o ‘Centenário Solidário’ noroestino com a pirotécnica festa corintiana. Convenhamos que não há comparação e ninguém pode ficar ofendido. Reproduzo o texto logo abaixo – ele não está assinado.


MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO

No dia 1º de setembro, Corinthians e Noroeste comemoraram cem anos. Iguais na data de fundação, mas bem diferentes na celebração

Da revista ESPN nº 12, página 22

AMIGOS
CORINTHIANS Reuniu mais de 130 mil pessoas no Show da virada.
NOROESTE O Centenário Solidário contou com baixo público, incapaz de encher o estádio Dr. Alfredo de Castilho, com capacidade para 17 mil pessoas.

CONVIDADOS ESPECIAIS
CORINTHIANS Presidente Lula, Paula Lima, Xis, Rappin Hood, Negra Li, a dupla sertaneja Maria Cecília & Rodolfo, Exaltasamba, Ronaldo [o goleiro] e os Impedidos, além de Badauí e Japinha, do CPM22.
NOROESTE André & Matheus, Tambores Taiko e um jogo entre veteranos do Noroeste e da seleção brasileira, com a presença de Serginho Chulapa, Muller, Careca e o ídolo local Lela.

PRESENTE
CORINTHIANS Na véspera da festa, a diretoria anunciou a construção de um estádio no bairro de Itaquera com capacidade prevista para 48 mil pessoas.
NOROESTE Foi divulgado o projeto do “Memorial Noroeste”, pela preservação da memória do clube. Em parceria com a prefeitura de Bauru, o Norusca irá retomar as categorias de base.

2010 DOS MEUS SONHOS
CORINTHIANS Falhou na tentativa de vencer a Libertadores, mas caminha para o quinto título brasileiro.
NOROESTE Garantiu para 2011 um lugar na elite do futebol paulista.

IDOLO LÁ, HOJE CÁ
CORINTHIANS Gilmar Fubá: jogou no Corinthians entre 1995 e 2000 – ano em que se sagrou campeão do mundo pela Fifa. Na sua segunda passagem por Bauru, ajudou o time a ser vice-campeão paulsita da A-2.
NOROESTE Bruno César: em 2009, foi um dos poucos a se salvar no Norusca rebaixado no Estadual.

TWEETS E FELICITAÇÕES
CORINTHIANS Quatro dos dez itens do trending topics Brasil de 1º/9 tratavam do Corinthians.
NOROESTE Ocupou o top nos trending topics mundial

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Esportes

Entrevista com Richarlyson

Quando entrevistei Richarlyson, em sua chácara em Bauru, em novembro de 2007, ele estava no olho do furacão. Acabava da ganhar o bicampeonato brasileiro e as insinuações sobre sua orientação sexual estavam nas manchetes. No mesmo dia, a reportagem da revista Placar acompanhava a folga do jogador, que tinha a tiracolo a namorada Letícia Carlos – que acaba de acusar o goleiro Felipe (ex-Corinthians, hoje no Braga-POR) de agressão. Não demonstravam ter muita intimidade, mas o breve relacionamento rendeu capa de Playboy a ela. Eu, que não me interessava pela vida pessoal do jogador, fora falar de futebol. E o resultado desse papo – trechos que o tempo ainda não corroeu – você confere abaixo. 

Origem
“Nasci em Natal, mas com dois meses vim para Bauru. Passei praticamente toda a minha infância aqui – a não ser quando meu pai, por ser jogador, viajava para alguns clubes fora do país ou mesmo em outros Estados mais distantes. A família toda o acompanhava. Meu pai [Lela, ex-atacante, campeão brasileiro pelo Coritiba em 1985]
jogou na Udinese, da Itália, e no Standard Liege, da Bélgica. Nessas duas vezes, a família foi.”

Estilo de jogo do pai
“Meu pai era um jogador de muita habilidade, que protegia bem a bola, por ter bom porte físico. Era matador, tinha faro de gol. Essas características eu não tenho. Sou mais polivalente, me movimento bastante, marco bem, tenho impulsão boa e um chute até certo ponto bom de perna esquerda. As características do meu pai ficaram mais para o meu irmão [Alecsandro, atual atacante do Internacional].”

Experiência no exterior
“Eu estive na Áustria [Red Bull Salzburg]
. É um futebol que não é visado, mas em termos de estrutura e profissionalismo eles estão bem na frente. Mas em termos de projeção de futuro, o Brasil é sempre a melhor opção.”

Problemas no Santo André (lá foi campeão da Copa SP de Juniores em 2003)
“Minha trajetória no Santo André foi um pouco conturbada. Eu cheguei para jogar no profissional, disputamos em 2002 a Copa Federação Paulista e eu não fui bem. Como eu tinha idade para jogar a Copa São Paulo, a diretoria me obrigou a disputá-la. Acho que eles não acreditavam que eu poderia vingar. Cheguei no júnior com status, para resolver, por ser o único que atuava no profissional. E deu certo. Coloquei na cabeça que era meu último ano de júnior e o pessoal estava desacreditado, era tudo ou nada. A partir daí, tudo voltou ao normal, passaram a acreditar no meu futebol. Mas nunca pensei que ia chegar num clube grande. Eu tinha o objetivo, mas não esperava, ainda mais da forma como foi. Em 2005, após disputar uma Libertadores com o Santo André, pude escolher o clube onde iria jogar. Aconteceu tudo muito rápido.”

De meia para volante
“Joguei apenas umas três partidas como volante no Fortaleza [em 2004], com o Márcio Araújo, treinador na época. Mas ele preferia que eu jogasse mais avançado. Mas foi quando o Mineiro saiu é que surgiu a oportunidade. O Souza foi tentado na vaga, não deu certo, e não havia outro volante. O Muricy tentou comigo e deu certo.”

Muricy
“Com os jogadores ele não é ranzinza, a não ser na hora do jogo, o que eu acho certo, é o trabalho dele. Ele tem que dar o melhor. Ele pensa que tem que agir daquela forma e nós jogadores assimilamos, tanto que fomos campeões brasileiros. Mas ele conversa e brinca na hora certa. É um profissional maravilhoso e fora da profissão e o admiro também.”

Dupla com Hernanes em 2007
“Quando o Mineiro saiu, depois o Josué, houve um questionamento que o São Paulo tinha que contratar um volante urgente. Eu também achava! Eu e o Hernanes estávamos quebrando o galho e o elenco precisava de jogadores naquela posição. Mas eu sempre acreditei no meu trabalho, no meu potencial. Esse preparo que eu tive, não só dentro de campo, mas também psicológico, de querer sempre vencer, vai me ajudar a chegar onde eu quero.”

Faculdade de Educação Física
“Nas folgas, tenho que saber que alguns exercícios vão trazer fadiga muscular. Quando eu não fazia faculdade, eu não sabia que isso poderia se tornar prejudicial para o meu trabalho. Quando o Carlinhos Neves, nosso preparador, passa algum alongamento ou uma movimentação pós-jogo, eu pergunto o porquê daquilo.”

Carreira pós-futebol
“Após ser jogador, pretendo entrar na área de fitness, abrir uma megaestrutura com academia e locais para estética e reabilitação esportiva. Mas é um projeto a longo prazo, penso em jogar muito tempo ainda. Quando acabar a carreira, penso nesse projeto. Nada de ser treinador, nem preparador físico! Deixo para outras pessoas, não tenho a mínima vontade de ser.”

 
Foto da homepage: Luiz Pires/Vipcomm
Foto em família (acima, com a mãe, Maria de Lourdes, e o pai, Lela): Fernando BH