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Terceira derrota seguida complica o Noroeste

De posição confortável no G-8 a zona de rebaixamento no retrovisor. O Noroeste perdeu mais uma vez no Alfredão (3 a 1 para o Guaratinguetá) e soma a terceira derrota seguida. E o início dava a impressão de que o Norusca iria atropelar, mas bastaram um gol perdido e dois vacilos na saída de bola para o jogo mudar de dinâmica.

Quando Nathan fez belo gol logo aos sete minutos e, no ataque seguinte, perdeu gol feito com Diogo, parecia que a ensolarada manhã bauruense seria de três pontos a favor. Seria. A zaga bobeou e o Guará empatou logo em seguida, com Douglas. E virou, com Cleiton. E o vaiado Diogo ainda brigou na área e conseguiu um pênalti que ele mesmo cobrou, na trave…

No segundo tempo, as poucas tentativas alvirrubras foram em vão. Quando Luiz Gustavo perdeu gol feito, novamente o Noroeste foi punido, como diz o poeta Muricy. Do lado de lá, no ataque seguinte, o visitante matou o jogo, com Cleiton.

Em 11º, o Alvirrubro ainda tem certa distância da zona de rebaixamento (sete pontos), mas não pode descuidar, vide o estrago dessas três derrotas, que já colocam o time a dois pontos do oitavo colocado. A princípio, o técnico Carlos Alberto Seixas vinha acertando ao escalar o time de acordo com o adversário, principalmente fora de casa. Mas, dessa vez, colocar três volantes em casa contra um adversário teoricamente mais fraco… Pagou o preço.

Na saída do campo, em entrevista ao bom de bola Jota Martins (87FM/Jornada Esportiva), Seixas reclamou de seus comandados. “Eu não jogo, não posso fazer nada. Disse o que tinha que fazer, não fizeram… Foi horrível!  Falar o quê? O jogo na nossa mão! Mas vamos conversar com os jogadores”, disse o treinador…

O Noroeste perdeu, em casa, com Yuri; Neto, Bonfim, Magrão e Adílson; Luiz Gustavo, Pedro, Manu (Deives) e Berg (Mariano); Nathan e Diogo (Diego).

Foto de Brunara Ascêncio/ECN

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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