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Depois de um ano, Noroeste volta a jogar no Alfredão, mas segue sem vencer

Noroeste domina Fernandópolis, mas constrói poucas boas jogadas. Confira a crônica do jogo!

(Direto do Alfredão)  Um anos depois, o Noroeste voltou a campo no estádio Alfredo de Castilho para uma partida profissional. E como foi da última vez, não venceu. Empatou em zero a zero com o Fernandópolis e somou seu primeiro ponto em dois jogos na Série B paulista, a quarta divisão. A molecada alvirrubra tem vigor físico, dá carrinho, não desiste, mas falta qualidade. Para subir, faltam peças. Que virão a conta-gotas, porque cada inscrição tem que ser cirúrgica dentro do limite de 28 nesta primeira fase.

Difícil fechar diagnóstico sobre a capacidade do time vendo apenas uma partida, mas parece claro que um zagueiro, um lateral-esquerdo, um meia e um atacante são as principais necessidades. A dupla de ataque, por exemplo, foi formada por dois meias-atacantes, Tuxa e Léo.

Faltam ainda 16 jogos para o fim da primeira fase e o treinador, João Martins, garantiu ao presidente Emílio Brumati que se classifica para a etapa seguinte. Sendo assim, a intenção de Emílio é economizar grana nesse momento de roer o osso. Enquanto isso, ele vai conversando, enquanto procura verba para trazer o zagueiro Bonfim e o atacante Lauro César, que estão na agulha. Por enquanto, é com essa molecada que o Norusca vai se virar. Peças da Ferroviária também devem chegar (Gustavo Henrique e Walker) para o ataque. Que cheguem logo, porque a rede adversária ainda não foi balançada.

O próximo desafio noroestino será novamente no Alfredão, dia 2/mai, às 15h30, contra o Vocem. Adversário difícil, um time com folha salarial pesada e que estreou com vitória na competição.

BOLA ROLANDO
O Noroeste anima a torcida logo de cara, acertando a trave adversária a 6min, quando Tidi recebe em velocidade, mas o goleiro Camilo coloca para escanteio. No tiro de canto, a melhor chance da partida: Tuxa domina sozinho na marca do pênalti e gira, chutando rasteiro no pé da trave direita. O Fernandópolis só leva perigo em cruzamentos, obrigando Guilherme a socar a bola no terceiro andar. Notoriamente superior, o Alvirrubro tem mais posse de bola e chega bem até a intermediária, mas não consegue acertar o passe decisivo.

No segundo tempo, o Fefecê percebe que pode ousar e começa pressionando, levando perigo à meta vermelha logo a 3min. A resposta é rápida, com Tuxa, no minuto seguinte. Ele avança, corta o zagueiro, mas finaliza fraco. E tem outra chance imediatamente, quando recebe belo passe em profundidade de Makelelê, mas novamente chuta mal, com a canhota cega. Aos 17, os visitantes trocam o 4-4-2 pelo 4-5-1, na primeira substituição promovida pelo técnico Júnior Paulista. Tidi, machucado, dá lugar a Thiago, que não corresponde em campo… Aos 23, a melhor chance da etapa final, com Luiz Azevedo recebendo na cara do goleiro, rolando mansamente para gol, evitado pela zaga azul. A partir daí, uma correria sem qualidade, pequenos sustos, e um chute venenoso do menino Fabrício, aos 43, o último lampejo noroestino. A torcida, compreensiva, não vaiou.

ABRE ASPAS
Declarações ao repórter Jota Augusto, da Auri-Verde 760AM:

“Faltou o detalhe no último passe. Estamos precisando de duas peças mais experientes. O time jogou, correu, foi diferente do que foi em Assis, quando foi muito mal”, resumiu o técnico João Martins.

“Infelizmente não saiu a vitória. Paciência. Vamos buscar no próximo jogo”, lamentou o meia Luiz Azevedo.

PRÓXIMOS PASSOS
Em entrevista à Auri-Verde, o presidente Emílio Brumati admitiu que está conversando com o atacante Lauro César, mas que os valores do atacante ainda estão fora da realidade alvirrubra. A estratégia é acumular um montante para contar com ele mais à frente. O mandatário noroestino disse ainda que a “bomba” Panela de Pressão deve estourar na próxima semana, com o provável rompimento do contrato com a Prefeitura… O atacante Gil, que vem fazendo boa Série A-3 pelo Juventus, também foi sondado, mas pediu remuneração fixa, moradia e extra por desempenho. Está no radar, mas com menos chances.

COISAS DA BEZINHA
Apesar do público diminuto (320 pagantes), houve fila até a esquina da Benedito Eleutério, pois a bilheteria não estava preparada nem para esse volume de torcedores. O grande Pavanello, da Sangue Rubro e da Associação Avante, Rubro!, pôs a mão na massa e ajudou a agilizar a entrada da galera.

Por falar em Associação, vale mencionar a louvável atitude de vender ingressos antecipadamente — marcaram território na sexta, em frente à Panela de Pressão, durante o jogo do Bauru Basket. E venderam bastante camisetas (doadas pela Paschoalotto Serviços Financeiros) neste sábado.

NA LATINHA
Participei da transmissão da Auri-Verde como comentarista convidado. Meio enferrujado no microfone, é verdade, mas dando minha contribuição. Agradeço o convite de Rafael Antonio e a companhia de Guilherme Dias (comigo, na foto abaixo) e Jota Augusto.

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Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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