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Paschoalotto Bauru 1, Franca 1: a derrota chegou

Paschoalotto Bauru novamente faz mal primeiro quarto, que reflete na contagem final, a favor de Franca, que empata a série

(Direto da Panela) Um dia ia acontecer. Veio no pior momento, em casa, em playoff. O Paschoalotto Bauru sucumbiu a Franca, por 74 a 71, e a série quartas de final está empatada. Agora, os francanos têm a oportunidade de fechar em casa, se fizerem valor o mando de quadra. Acho difícil, pois é quase impossível que consigam, por mais duas vezes, o nível de excelência e intensidade defensiva diante do poderoso time bauruense — e, mesmo sendo superiores nessa noite, a vitória só veio no estouro do cronômetro. Mas que o Dragão não vá à terra do basquete com essa confiança toda. Hora de checar as limitações — de um time que não é imbatível, algo tão óbvio como escrevi tempos atrás e me encheram o saco… Bola pra frente, guerreiros. A força do campeão das Américas não acabou. Gigante também tropeça.

BOLA QUICANDO
Contando com exatos 14 torcedores a apoiá-los na Panela, Franca começa mais ligado. Abre seis pontos e vê Bauru balançar a redinha com quase três minutos jogados. Com Lucas Mariano dominante e muitos erros de ataque dos donos da casa, a galera vê, perplexa, uma atuação irreconhecível. Acredite, são mais cinco minutos sem pontuar e o placar marca 3 a 17! Só mesmo uma mexida para mudar o patamar do jogo: Guerrinha coloca um quinteto inusitado (Larry, Alex, Gui, Wesley Sena e Mathias) e a bola começa a cair. Triplos de Larry e Gui incendeiam a torcida. A parcial de 13 a 19 é um lucro danado.

Hett: atuação de gala no segundo quarto
Hett: atuação de gala no segundo quarto

No segundo período, os francanos seguem jogando bem, com bolas importantes de Léo Meindl e Mata. Mas o Dragão tem Hettsheimeir. O monstro de Araçatuba faz sequência de três bolas de fora em quatro tentadas. É chute marcado, livre, sofrendo falta não marcada. Ele mata de qualquer jeito. Somando lances livres, tapinha e cravada, são incríveis 15 pontos seguidos! Claro que, depois dessa sequência, Bauru vira. Fração de 26 a 17, fechando o primeiro tempo em 39 a 36.

A partida recomeça como um campeonato de chutes de três. Ricardo, Mata, Hett, Mata. E Mata de novo. Alguém segure o argentino. Depois, o jogo fica mais físico –Coimbra chega à quarta falta, Alex, à terceira –e o aro, menor. A 3min33 do fim do terceiro quarto, a barreira dos 50 pontos ainda está intacta. E os visitantes seguem sangue nos olhos, mas Bauru também não relaxa. Assim, tudo empatado em 55 pontos, mas a parcial é francana, 16 a 19.

Quarto final, Franca não relaxa, bolaça de Helinho. Mas Ricardo acha Murilo no garrafão duas vezes –finalmente o camisa 21 aparece bem na partida, na hora da verdade. Mas sai em seguida… Quem aparece também é a arbitragem, com a chiadeira de ambos os lados. No meio desse nervosismo todo, o time de Lula segue liderando, enquanto o ataque bauruense comete uma sequência de erros e fica oito pontos atrás a 2min do fim. Até Larry Taylor baixar na terra e fazer cinco pontos seguidos, três deles após roubar uma bola preciosa. São três pontos atrás a 12s do fim, vantagem que foi mantida após os habituais lances livres para parar o cronômetro. O pior acontece: 71 a 74 (16 a 19 no último período). O desafio, agora, é vencer no Pedrocão.

ABRE ASPAS

Guerrinha diagnosticou a derrota bauruense:

 

NUMERALHA

Hettsheimeir: 23 pontos, 7 rebotes
Larry: 12 pontos, 6 rebotes, 4 assistências
Ricardo: 12 pontos, 3 rebotes, 5 assistências
Murilo: 6 pontos, 4 rebotes
Gui: 6 pontos, 2 rebotes, 2 assistências
Alex: 5 pontos, 5 rebotes, 4 assistências
Day: 5 pontos, 2 rebotes
Mathias: 2 pontos, 1 rebote

 

Fotos: Sergio Domingues

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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