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Criciúma 3 a 0: pronto, o Noroeste pode voltar a sua dura realidade

Estive meio sumido, mas acompanhando tudo. Segui a onda de dirigentes e torcedores: uma pausa até o jogo do Criciúma. E achei interessante (e emocionante) ver o comportamento da galera, acreditando mesmo numa surpreendente classificação alvirrubra. Apesar de todos os pesares nebulosos da administração noroestina, o amor incondicional pelo Norusca segue inabalado.

A realidade, entretanto, se impôs. Diante de 8 mil torcedores, o time catarinense construiu um 3 a 0 inapelável e colocou o Noroeste no seu devido lugar. Que é o de voltar a Bauru e arrumar a casa. Disseram aqui e ali que muita coisa vai mudar no Alfredão. Vejamos.

Antes de “começar do zero” — e não precisava ser rebaixado para isso, presidente Anis, foi uma frase bem infeliz a de que foi bom ter caído… –, há assuntos em aberto. Falta mostrar o contrato firmado com o Oeste, para ver mesmo se esse jogo do Santos em Bauru foi deficitário. Não é possível que só sobrou “uns R$ 10 mil”. Falta entender porque o empresário Rafael Padilha, que tem fatia de jogador (Romarinho, em litígio com o clube), compõe a comissão técnica. Sem julgar legitimidade ou ética, mas é no mínimo conflituosa essa mistura de funções. Dá margem a dúvidas.

Enfim, deverá vir um desmanche do elenco e o aguardo do convite da Federação para a disputa da Copa Paulista. Não discordo da participação, apesar de onerosa. Mas poupar a folha salarial no restante do ano para se preparar para 2014 será uma cautela legítima.

Sobre as cotas de R$ 2 mil que o Conselho Deliberativo deverá aprovar: só irá vingar se a gestão noroestina oferecer credibilidade em troca dos investimentos mensais de empresários. Talvez por isso o presidente do órgão, Toninho Rodrigues, tenha tomado frente, a ponto de conceder entrevistas às rádios Auri-Verde e 94FM, poupando a figura de Anis Buzalaf, em descrédito.

O Conselho, aliás, depois de hibernar na era Garcia, acordou. Se há o lado positivo de voltar a figurar na cena política noroestina, também terá que lidar com suas escolhas, sujeitas à opinião da comunidade noroestina.

Ah, o jogo! O Noroeste perdeu com Yuri; Bonfim, Cazão e Neto; Mizael, Marcel, Ruan (Daniel Jr), Emerson (Marcelo) e Adílson; Bruno e Adriano (Nilo).

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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