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Bauru Basket termina a primeira fase no G-4!

A disputadíssima fase de classificação da quinta edição do Novo Basquete Brasil “terminou” (ainda falta Brasília cumprir tabela), como teria que ser, emocionante. No estouro do cronômetro, Uberlândia venceu Franca, no Pedrocão, por 75 a 73, o que significou o quarto lugar para o Bauru Basket, sua melhor colocação na história do NBB.

(Parêntese, que ontem não consegui repercutir a vitória do Dragão sobre o Minas, em BH — a que valeu o G-4.  Rapidinho: Bauru começou mal o jogo, permitindo que os mineiros abrissem 21 a 6, e corrigiu o prejuízo um pouquinho, fechando o quarto em 22 a 11. No segundo, o pivô Mosso foi fundamental. Seus 13 pontos diminuíram a vantagem dos mandantes, levando para o intervalo uma diferença de apenas quatro pontos, 37 a 33. Na volta, a defesa funcionou, as bolas começaram a se multiplicar na redinha e a fração de 13 a 28 colocou os bauruenses na frente (50 a 61). Aí, foi só administrar e fazer valer a superioridade técnica. O menino Kesley até pôde entrar em quadra para fazer a alegria de mais de 20 familiares, que sacudiram o ginásio da Rua da Bahia quando os dois pontinhos dele caíram. Final tranquilo, 64 a 77, 21 pontos de Ricardo Fischer, 13 de Mosso e outros 13 de Gui, com Jeff voltando à forma. Dever cumprido. Era comprar a pipoca e torcer por Uberlândia.)

Voltando ao Pedrocão. Bela homenagem dos francanos a Hélio Rubens. Ele prometeu a todo o ginásio que ali, apesar de adversário, estavam todos do lado do basquete. Isto é, honrariam o jogo. Nada de corpo mole, apesar do terceiro lugar garantido. Até seria legítimo poupar jogadores ou relaxar subconscientemente — aconteceu isso com São José, sem demérito para o time de Régis Marrelli.

E Franca começou acelerado, abrindo vantagem que chegou a 15 a certa altura do segundo quarto. Mas os mineiros estavam ali, à espreita, e viraram o jogo quando os francanos cometeram o equívoco de errar seguidas bolas de três, mesmo tendo um incrível Lucas Mariano embaixo da cesta. Os dois minutos finais liquidaram minhas unhas, exaltaram o basquete e, por consequência, Bauru comemorou sua inédita classificação no G-4, ganhando o direito de “descansar” (de viagens, porque vão treinar muito!).

Foi um jogaço no Pedrocão. Foto: Newton Nogueira/Franca Basquete

Entretanto, é bom salientar que papo de vaga cair no colo, ou dizer que Uberlândia deu o quarto lugar a Bauru, é um raciocínio muito limitado. E culpa da tabela, que deveria ter agendado os jogos da última rodada de forma simultânea. Foi uma classificação construída em 34 rodadas. Uma brilhante recuperação depois de um início em frangalhos, depois dos insucessos no Paulista e nos Abertos. As derrotas para Uberlândia e Franca, na Panela, foram exatamente naqueles dias de ressaca. Do contrário, esse G-4 teria vindo de forma mais tranquila — mas sem o sabor da superação.

Bauru teve 24 vitórias, Franca, 23. Foi melhor. Ponto. Agora é treinar pesado, estudar Franca e encher a Panela de Pressão. Por enquanto, parabéns para:
– os guerreiros de Bauru, pela excelente e histórica campanha
– os meninos de Franca, que surpreenderam e muito até aqui, que belo trabalho de Lula Ferreira!
– o Pinheiros, de carona, que nesta sexta sagrou-se campeão da Liga das Américas (e Bauru bateu o time da capital duas vezes na primeira fase do NBB5…)

Uberlândia não precisa de parabéns, só pelo bom jogo. Pela luta em quadra, fez o que tinha que fazer. No Brasil, elogia-se honestidade, mas isso é obrigação. E não se esperava outra coisa de Hélio Rubens e companhia.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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