Categorias
Noroeste

Contra o Água Santa, Noroeste perde a sexta partida na Série A-3

Debaixo de chuva, Noroeste perde para o Água Santa e afunda de vez na Série A-3

O que não é uma fase terrível… O Noroeste, lanterna, joga para não perder. De tão frágil, se fecha para tentar não sofrer gols. Surpreendentemente, abriu 1 a 0 a 2min, mas depois veio o chuvaréu, o empate do Água Santa e pronto: jogou para não perder. Congestionou o meio, protegeu a zaga, mas a água santa mole em pedra dura bateu e furou o bloqueio aos 47 do segundo tempo, aumentando o inferno que tem sido a vida noroestina. Vitória do time de Diadema por 2 a 1, no acanhado Rodolfo Crespi, na Mooca, que é um estádio histórico, simpático, mas que se mostrou vulnerável a tanta chuva, a ponto de danificar os equipamentos dos colegas de imprensa que lá estiveram — tanto Auri-Verde quanto Jornada Esportiva/87FM tiveram problemas, com suas cabines literalmente alagadas.

O Noroeste até atacou, exigiu do goleiro Maurício, mas sempre na base do improviso, sem armação, contando com o pulmão de Luiz Azevedo, volante que fez as vezes de meia-atacante, e do esforço do centroavante Jairo, isolado lá na frente. Para os cronistas Emerson Luiz e Jota Augusto, o volante Alan, o primeiro são-paulino emprestado a estrear, foi bem. Ao final da partida, em polêmica entrevista, o treinador Jorge Saran comentou que não adianta cobrar a entrada dos jovens tricolores, que estão acima do peso. Tendo razão ou não, de fato a informação procede, conforme revelei na crônica da derrota para o Juventus (ver quarto parágrafo daquele texto).

Ao final de cada texto, tenho repetido: tem que vencer a próxima! Mas faltam apenas dez jogos, o desespero é total, o cenário nebuloso. Tem que ser tudo ou nada, esquecer essa avalanche de volantes e buscar três pontos na marra. Ou ver o glorioso escudo alvirrubro figurar no fundão do futebol paulista. Sexta, 7 de março, às 20h (contra o Independente, em Limeira), é a nova chance. Noroestino não desiste nunca, mas já está de toalha nas mãos.

O jogo
Logo aos 2min, Luiz Avevedo rouba a bola e serve Jairo, que pensa rápido, gira e bate rasteiro, abrindo o placar. Três minutos depois, o lateral Fernando volta a ameaçar o Água Santa, em chute cruzado. Aos 10, Luiz Azevedo obriga Maurício a espalmar para escanteio. E a blitz noroestina parou por aí. Aos 20, Guina tenta dois cruzamentos para encontrar o zagueiro Diego, que completa de cabeça e empata. Aos 25, Aranha salva o Noroeste em rápido contra-ataque nas costas de Branco. O guerreiro Jairo, de cabeça, ainda tenta seu segundo gol, aos 44.

No segundo tempo, aos 15, Jairo, brigando sozinho na área, chuta forte com perigo. Aos 27, Branco recebe de Luiz Azevedo, bate cruzado e Maurício espalma. Dois minutos depois, novo milagre de Aranha, em jogada de Marcelinho. A partir daí, com o meio congestionado, a partida esfria em jogadas, ficando quente na pressão dos donos da casa sobre a arbitragem. O Água Santa parte para o abafa no final da partida e consegue a virada aos 47, quando Binho conclui após bate-rebate. Certamente um castigo para o Noroeste, melhor em campo, mas vulnerável como sempre.

O Noroeste perdeu jogando com Wellington Aranha; Fernando, Zé Ilton, Lucas Matheus e Branco; Bira, Gustavo, Alan (Alex Bacci), Luiz Azevedo (Zé Roni) e Lelê (Ruan); Jairo.

Abre aspas*
“Não conseguimos concluir em gol, a chuva atrapalhou. Vamos tentar tirar o time dessa situação”, disse o volante Gustavo.

“Infelizmente, tomamos um gol aos 46… É difícil… É impressionante, nunca vi isso. Está faltando um pouco de sorte também. Jogamos de igual para igual, tivemos chances para matar. Cada jogo que passa fica mais difícil. Mas é o que nós temos, não adianta inventar. E sobre os jogadores do São Paulo, vamos falar a verdade. Estão acima do peso, há meses sem treinar…”, comentou e revelou o treinador Jorge Saran.

*Declarações ao repórter Jota Augusto, da rádio Auri-Verde

Foto gentilmente enviada pelo torcedor Vitinho Vieira

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *