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Noroeste: jogadores recebem vale; otimismo por acordo com a GVT

Jogadores e funcionários recebem vale e é boa expectativa de Noroeste ter novo patrocinador máster

Finalmente se viu a cor do dinheiro no Noroeste. Segundo informou na rádio Auri-Verde o repórter Jota Augusto, o setor financeiro do clube dispunha de R$ 26 mil* para distribuir vales entre jogadores e funcionários. Havendo certamente mais de 30 pessoas no local, o valor nem de longe resolve a vida de quem está há pelo menos quatro meses sem salários, mas ameniza um clima que se anunciava temerário.
*Valor atualizado

Metade do valor foi levantado pelo conselheiro Toninho Gimenez, que dispunha do montante desde o início da semana, mas aguardava a outra metade, prometida pelo presidente Anis Buzalaf, trazida entre dinheiro de patrocínio (Transportadora Risso) e empréstimos. Outro dinheiro pingando em Alfredo de Castilho, agora, só quando Gimenez viabilizar a captação de patrocinadores — mas ele já avisou aos jogadores, em reunião na última semana, que não será dinheiro para acertar atrasados, o que significa que vêm mais ações trabalhistas por aí…
Atualizado: Toninho levou os R$ 15 mil que prometeu, já os R$ 11 mil do Noroeste, segundo fonte, NÃO FORAM LEVANTADOS POR ANIS — não houve empréstimo. Foram R$ 5 mil da mensalidade de patrocínio da Risso e R$ 6 mil do Mecanismo de Solidariedade da Fifa, pela transferência do meia Bruno César do Corinthians para o Benfica, em 2011 (a primeira de três parcelas). Há informações de que o presidente não esteve no Complexo nesta quinta…

Projeto quase lá
Gimenez esteve na última quarta-feira em Curitiba, na sede da GVT, apresentando proposta à empresa de telecomunicações. Voltou animado, entregou proposta oficial na manhã desta quinta e recebeu a garantia de que receberá resposta em no máximo 10 dias, após ser apreciada pela presidência da empresa. Mas já ouviu que o valor (R$ 40 mil mensais — mais do que os R$ 30 mil que o Canhota 10 adiantou há algumas semanas) cabe no orçamento de marketing da empresa, que se instalou recentemente em Bauru.

Se o acordo vingar, Gimenez terá acumulado em patrocínios mais do que o mínimo de R$ 65 mil mensais, pois já conta com R$ 45 mil apalavrados (entre Grupo Prata, Mariflex, Tudor, Mezzani e Bauru Painéis, segundo o Futebol Bauru). Se ouvir o “sim” da Unimed, que responde até o final deste mês, a receita de patrocínio do clube pode se aproximar dos R$ 100 mil mensais nos próximos três anos, ainda mais se a Transportadora Risso se mantiver parceira — vale lembrar que ela, única patrocinadora na Copa Paulista, ocupou espaço máster na camisa por um valor menor do que o espaço vale, isto é, há gratidão dos dois lados para manter os laços.

De um deserto de esperança pode renascer um clube minimamente sustentável — incluindo permuta de transporte do Prata e apoio médico e ambulância nos jogos pela Unimed, tomara.

E o presida?
Anis Buzalaf não desocupa a cadeira. Anunciou licença médica e não cumpriu. Age como se a ajuda de Gimenez e outros interlocutores fosse para usufruto de sua administração, quando se manifesta publicamente agradecendo a eles. Aparentemente, uma forma de sair de cena amenizando a imagem arranhada. Saída que não deve tardar, se o Conselho Deliberativo cumprir a intenção de antecipar as eleições para novembro — o que pode ser anunciado na próxima reunião, dia 2 de outubro.

***Direito de resposta
Anis Buzalaf entrou em contato com o Canhota 10, via Facebook, dando sua versão dos fatos. Segue a manifestação do presidente noroestino, na íntegra:
“Boa noite, Sr. Fernando. A parte do Noroeste está certa, só não havendo tempo de todo o dinheiro chegar ao clube hoje por eu não conseguir pegar o restante do dinheiro com alguns parceiros por falta de tempo, pois estava a tarde toda no Ministério do Trabalho defendendo o Noroeste de mais uma ação trabalhista proposta pelos ex-diretor jurídico e ex-vice-presidente do clube. Mas hoje foram colocados 12.000 da parte do Noroeste e os outros 3.000 entrarão amanhã sem falta. Esta é a realidade, apesar de bastidores suspeitos. Quando quiser informações, é so me ligar. Obrigado.”

***Direito de resposta 2
Em seu comentário, Anis Buzalaf citou os irmãos Thiago e Filipe Rino. Thiago manifestou-se no mesmo espaço (público), o Facebook, e também reproduzo aqui, pois todas as manifestações foram motivadas por este post. O advogado desmente o presidente do Noroeste:

“Prezado Fernando, venho informar e esclarecer:

1. No dia 26/09/13 foram designadas 2 audiências trabalhistas, uma as 14:00 hs e outra as 15:15 hs, ambas no mesmo local (Fórum Trabalhista de Bauru).

2. Revelia – na audiência designada para as 14 horas, nenhum representante do Clube compareceu, cuja ata de audiência transcrevo: “Diante da ausência injustificada do(a) reclamado(a) (apregoado(a) por três vezes), regularmente notificado(a), declara-se sua revelia, aplicando-se-lhe a conseqüente pena de confissão quanto à matéria de fato, nos termos do art. 844 da CLT”.

3. Este processo à revelia é movido pelo Sr. João Batista Silveira “fumaça” funcionário com mais de 25 anos de carteira assinada e serviços ao Clube. Devido a situação que vem sofrendo neste ano, situação que nuca houvera se submetido, e sua idade avançada (69 anos), ingressou com reclamação trabalhista processo n 0001557-50.2013.5.15.0090 da terceira vara do trabalho de Bauru.

4. A segunda audiência (15:15 hs) do dia 26/09 o atleta “Cazão” foi assistido pelo SAPESP (Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo) por meio dos advogado credenciados, processo 0001561-90.2013.5.15.0089 da segunda vara do trabalho de Bauru.

5. “Cazão” que já teve seu vínculo desportivo liminarmente rescindido, por atuação do Sindicato, buscou a conciliação, infelizmente os representantes do Clube não levaram um único ceitil para oficializar e firmar acordo em audiência.

6. Cazão é um dos atletas afastados do elenco principal, além de estar há meses sem receber salários. Aguardou o prazo entabulado entre Sapesp e ECN para regularizar a situação destes atletas afastados e sem salário, vencido dia 30/08/13 sem nenhuma regularização do Clube, o que motivou o Sindicato a ingressar com ação contra a agremiação, veja bem, é contra a agremiação, não contra dirigente.

7. “Depoimento pessoal do representante legal da reclamada (ECN): que o depoente não sabe de quantos jogos o autor participou, até ser cedido para outro clube; que o depoente não sabe se o alojamento estava com a lotação completa, quando o reclamante retornou da cessão para outro clube; que não sabe se o reclamante morava no alojamento antes de ser cedido; que o depoente não sabe porque o reclamante ficou alojado na sala de arbitragem; que foi decisão conjunta do depoente, técnico e diretor de futebol que o reclamante junto com outros trabalhadores entrassem em forma, com um treinamento separado, para poder voltar a atuar juntamente com os profissionais;”

8. Saúdo o Sr. Toninho Gimenez pela capacidade, competência e solidariedade com o Clube.

9. Há situações administrativas, federativas, financeiras e judiciais importantes a serem resolvidas pelo mandatário da agremiação, ao revés de buscar culpa em “ex” isso ou aquilo, afinal, quem administra é o Presidente, e sobre seu ombro as glórias ou insucessos, depende da capacidade, competência e credibilidade.

*para consulta dos processos: www.trt15.jus.br e digitar o número.”

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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