Categorias
Esporte de Bauru

Thaynara, doutora em ginástica rítmica

Na ginástica rítmica há dez anos, ela prioriza os estudos, mas não consegue deixar essa paixão de lado

Na estreia do Bauru Basket no Campeonato Paulista 2013, os torcedores foram brindados no intervalo com uma apresentação da ginasta Thaynara Santos, recém-chegada dos Jogos Regionais de São Carlos com uma medalha de ouro (categoria mãos livres, da ginástica rítmica). Ela faz parte da equipe de ginastas da Luso, das treinadoras Priscila Nagata e Carolina Gonçalves. Praticando a modalidade há dez anos, Thaynara falou com o Canhota 10 sobre sua carreira, que infelizmente já se encaminha para o fim — ela pretende prestar vestibular para medicina ou direito em breve e, por conta dos estudos, já diminuiu bastante a rotina de treinamentos.

“Eu estudo no CTI e, por ser muito puxado e ter aula de manhã e à tarde, tive que sair. Mas as meninas precisavam de mim, então eu voltei ano passado, para classificar para os Jogos Abertos. Voltei este ano de novo para classificar novamente”, conta Thaynara, que teve que se desdobrar para os treinamentos. “Minha rotina é complicada. Eu treino apenas uma vez por semana, em época normal, e semanas antes da competição eu treino todos os dias, dois períodos, por serem férias”, revela.

No conjunto bauruense, que compete nos arcos. Foto: Arquivo pessoal

A prioridade é para os estudos, mas a paixão pelo esporte faz da ginástica rítmica um hobby sério, difícil de largar. “Amo e tenho o maior prazer. E super recomendo. Há quase dez anos, nem conhecia, comecei a fazer e me apaixonei. Passei pra equipe e não consigo sair. Eu saio e volto. É uma delícia dançar! Não só você se emociona como quem assiste, essa é a melhor sensação”, descreve.

O título em São Carlos
“A competição foi acirrada, por estarmos competindo na primeira divisão, mas deu tudo certo no fim, uma recompensa do nosso treinamento e esforço”, comemora Thaynara, que competiu em equipe nos cinco arcos e foi campeã na categoria mãos livres — competiu também em massa (objetivo similar ao bastão de malabares). As provas individuais contam pontos para a nota final do conjunto e Bauru ainda contou com Rebeca Sanches, na fita, e Bianca Vitti, na bola. O desempenho delas garantiu a Bauru a classificação para os jogos Abertos do Interior.

Apesar de a modalidade já ter conquistado muitas medalhas para Bauru, a ginástica rítmica carece de maior apoio. “Não existe apoio suficiente, a modalidade é pouco divulgada. Não temos patrocínio pelo fato de pouca gente conhecer mesmo”, lamenta a futura doutora.

Esta entrevista inaugura a seção Esportes Sem Limites, espaço aberto do blog para divulgar outras modalidade de Bauru, além do basquete e do Norusca (contato pelo e-mail fernandobh@canhota10.com)

Com as amigas da Luso: prazer em competir. Foto: Arquivo pessoal

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *