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Paschoalotto Bauru vence São José e fecha fase regular do NBB com recordes

Na Panela lotada, Paschoalotto Bauru chega à 25a vitória consecutiva, recorde da história do NBB. Agora, “descanso” e muito treino para os guerreiros

O efeito de ser campeão das Américas já é evidente. Em outros tempos, uma partida cumprindo tabela, num feriado, teria degraus vazios. Agora, é difícil estacionar e fica gente de fora. O ginásio é urgente! Enquanto ele não vem, a Caverna do Dragão segue contabilizando vitórias, desta vez uma histórica: Paschoalotto Bauru 104 x 96 São José, 25° triunfo seguido, recorde absoluto no NBB. Agora, é “descansar”, treinar muito e aguardar as quartas. Outro feito histórico: melhor campanha de uma temporada regular, com 93,3% de aproveitamento (28 vitórias em 30 jogos).

BOLA QUICANDO
São José começa melhor, liderando o placar, principalmente pelo bom trabalho interno de Caio Torres. Com paciência, o Dragão aperta a defesa e vai de cesta em cesta, com Murilo guardando da zona pintada. O recurso do chute triplo rende na hora certa, para virar o jogo, com Alex e Hett. Os visitantes, entretanto, conseguem manter o equilíbrio (parcial de 22 a 19), dominando seus rebotes defensivos.

No segundo período, o cochilo inicial deixa Alex bravo. Ah, vá. Dedé entra bem e as bolas do gringo Baxter não param de cair. A reação não demora e vem da magia de Larry Taylor. Dois roubos de bola, velocidade e definição. Ok, uma bela infiltração que fica no aro. Mas sua costurada garrincheana não tardaria para levantar a galera. Murilo segue fazendo todas embaixo e o Paschoalotto consegue esticar — fração de 29 a 18, fechando o primeiro tempo em 51 a 37.

A fase é tão boa e a superioridade tanta, que às vezes a qualidade do adversário passa batida. Mas São José faz um belo jogo e isso se reflete no terceiro período. Baxter faz mais três bolas de fora e Caio Torres e Drudi dominam o garrafão. Do lado bauruense, Alex Garcia responde, Larry também e Ricardo comanda a pontuação bauruense. A parcial a favor da Águia (31 a 34) faz justiça ao esforço rival. Mas Bauru segue na frente: 82 a 71.

A primeira metade do último quarto chega a dar sinais de final apertado. Renan faz bom trabalho de pivô, mas os guerreiros estão atentos. Quando a diferença deixa de ser de dois dígitos, a reação é do jeito que o povo gosta, no chuá de longe. Com Hett e também com Larry, ídolo eterno, o ET de Bauru — no início do período, aliás, ele faz uma cesta quase sentado no chão, mais uma pintura para sua coleção. Os dois minutos finais são com Mathias e Wesley Sena no garrafão e o menino dá toco pra ganhar moral. Fração de 22 a 25, vitória por 104 a 96. E assim o líder da p… toda fecha a primeira fase com louvor.

NUMERALHA
Larry Taylor, o cara: 22 pontos, 3 rebotes, 4 assistências, 3 roubos de bola
Murilo: 22 pontos, 5 rebotes
Ligeirinho: 20 pontos, 5 rebotes, 10 assistências
Canela: 12 pontos, 6 rebotes
Brabo: 11 pontos, 6 rebotes, 7 assistências
Roberdei, O Especialista: 10 pontos
Balothias: 7 pontos, 2 rebotes

MARÍLIA, NÃO
Nesta semana, uma comitiva bauruense foi a Marília vistoriar o ginásio municipal da cidade para uma possível final de NBB por lá. O local, de fato, é muito bom. Mas a rivalidade regional não pode ser ignorada. E não se trata de Noroeste x MAC, somente. Se quiser uma boa parcela de torcida contra e muita hostilidade ao chegar na cidade, prato cheio… O assunto merece mais texto e mais reflexão. Dá um bom e saudável debate e a minha posição é esta: Marília, não.

Foto topo: Sergio Domingues/HDR Photo

 

O ala Alex Garcia e o armador Larry Taylor foram homenageados por terem alcançado, no NBB, as marcas de 4.000 e 3.500 pontos, respectivamente
O ala Alex Garcia e o armador Larry Taylor foram homenageados por terem alcançado, no NBB, as marcas de 4.000 e 3.500 pontos, respectivamente. Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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