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Bauru 1, Rio Claro 0: a boa pontaria decidiu

Larry e Alex chegam e assistem Paschoalotto Bauru a abrir playoff com vitória

(Direto da Panela) Sob o olhar de Larry Taylor e Alex Garcia, recém-chegados do Mundial (Rafael Hettsheimeir, que irá acompanhar o nascimento da filha nesta sexta, volta na segunda), o Paschoalotto Bauru abriu a série quartas de final com vitória sobre Rio Claro, por 95 a 86. O que decidiu a favor dos bauruenses foi o ótimo aproveitamento, sobretudo nos chutes de três (52%), a arma para conter o melhor momento dos visitantes no segundo e no terceiro períodos.

Guerrinha, que também desembarcou da Espanha, onde intercambiou, juntou-se a Hudson Previdelo e, atuando como auxiliar, deixou o recado de que os que se juntam agora irão entrar gradativamente, valorizando o time que vem dando conta do recado neste Campeonato Paulista. O jogo 2 do playoff acontece neste sábado (13/set), também na Panela, às 18h.

O JOGO
O primeiro quarto foi de mira perfeita dos bauruenses. Logo de cara, Ricardo guardou duas de três. Até certa altura, Rio Claro conseguiu equiparar o placar, mas Gui Deodato desequilibrou, com quatro chutes perfeitos de fora. E quando a bagunça era lá embaixo, Mathias resolvia, fechando boa parcial em 28 a 14.

No segundo período, foi hora de deslanchar. Carioca entrou bem, com aquele sangue nos olhos de sempre. É predador, o menino. O mesmo não se pode dizer de Gabriel, que fez um mal período – precisa recobrar sua confiança. Mas quando o Dragão cochilou, a diferença. Sabe aquelas bolinhas de zona morta do Tischer? Pois é, caíram duas. A diferença de sete pontos havia sido de 20. Rio Claro pôde descansar comemorando os 50 a 43 – parcial de 22 a 29, fruto de muitos erros dos guerreiros.

Na volta do intervalo, os visitantes seguiram ligados. Tudo caía das mãos de Caio Ranches – com Gui pendurado em faltas, ficou difícil marcar o camisa 6. Tatu incomodou nas infiltrações, enquanto o último passe bauruense continuava precipitado. Ao menos, Gabriel pode se redimir, com uma linda roubada de bola e uma cesta de três. A fração de 17 a 28 preocupou (Rio Claro virou, 67 a 71), mas só preocupou…

Na verdade, a derrota parcial acendeu o time. Em cinco minutos, 16 a 2, com muita intensidade na defesa – e um toco do Balothias em Tischer para levantar o ginásio de vez –, o Paschoalotto acelerou, com Murilo finalizando os contra-ataques. Ricardo seguia impossível chutando de fora e a ameaça do oponente virou fumaça. Vitória sob os aplausos de Larry e Alex, que acompanharam o papo no vestiário e entraram no clima do Paulista, deixando para trás o fuso horário e toda a tensão do Mundial.

NUMERALHA
Ricardo Fischer: 27 pontos, 5 rebotes, 11 assistências (partidaça!)
Gui Deodato: 19 pontos, 4 rebotes (e jogou apenas 21min…)
Jefferson William: 17 pontos, 5 rebotes (nenhuma falta em 38min!)
Mathias: 12 pontos, 7 rebotes (cada vez melhor)
Murilo: 10 pontos, 7 rebotes (matou o jogo no último quarto)
Carioca: 7 pontos, 5 rebotes, 4 assistências, 2 roubadas de bola (bom garoto)

ABRE ASPAS
“É um grupo experiente, todos sabem o que querem, o objetivo de disputar o título. O time que tem esse gás no último quarto, tem o perfil de chegar à final. Sem o Gui, uma boa parte do jogo, a gente soube se portar. Ter altos e baixos é normal, mas não podemos cair tanto, pois no playoff é perigoso. Mas conseguimos fechar bem. Agora só temos a ganhar com o retorno de jogadores espetaculares, que vão pegar fácil as jogadas. E nível de Mundial, né, cara? Se eles não ajudarem, que vai ajudar?”, declarou o armador Ricardo Fischer.

“Nosso time tem jogadores que podem decidir a qualquer momento. Senti muito por ter ficado fora uma parte do jogo, fiquei bastante agitado. Eu marco com falta, mas estou numa situação que não posso jogar com faltas. Foi difícil, mas consegui ficar com a cabeça boa, voltar e ajudar o time. Agora é descansar, porque vai ser uma série difícil”, comentou o ala Gui Deodato.

Mais entrevistas, com Larry, Alex e Guerrinha, aqui.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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