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Paschoalotto Bauru dá uma aula de basquete ao Pinheiros

Paschoalotto Bauru joga com intensidade todos os quartos e constrói diferença impressionante sobre o Pinheiros

(Direto da Panela) Foi ao vivo para todo o Brasil. Foi o registro de mais uma aula de basquete do Paschoalotto Bauru, que impôs inapeláveis 116 a 55 no Pinheiros. Usar o termo humilhar, entretanto, é incorreto porque o Dragão não tripudia, não caçoa. Joga sério do começo ao fim, respeita o adversário e brinda a torcida com uma atuação de gala, na qual o show é a eficiência, não a firula.

O placar foi construído com tamanha facilidade que, sério, foi de lamentar que o Pinheiros tenha ultrapassado 50 pontos. Seria um prêmio e tanto para a incansável defesa bauruense, que luta por cada bola, sem se importar com o tamanho da diferença. As parciais: 30 a 9, 28 a 10, 35 a 17, 23 a 19. Ninguém precisou jogar mais de 30 minutos e o fôlego foi preservado para a difícil — até provem o contrário — partida contra o Palmeiras na sexta-feira (19dez, 20h), na Panela.

Bauru chegou à sétima vitória em nove jogos, campanha igual à do Flamengo, dividindo a vice-liderança. Limeira, com 10-11, segue na frente. A caça do Dragão alado continua…

ABRE ASPAS
“A identidade do nosso time é essa: brigar o tempo tempo, independentemente do placar. Um exemplo dessa nossa garra foi uma bola que o Alex salvou, mesmo com muitos pontos na frente. Outro é o Carioca, o moleque é demais. É o porra-louca, pega a bola e quer correria. Isso é bom porque é ele quem bota o ritmo de velocidade quando nós, que estamos buscando espaço, entramos”, comentou o pivô Thiago Mathias.

“A gente está conseguindo jogar bem, com muita intensidade, todo mundo focado. Conseguimos tirar o time deles desde o início do jogo e no segundo continuamos com a mesma vontade. Queremos melhorar a cada jogo, a cada treino, fortes e sérios. Estamos jogando certinho e os outros times estão nos respeitando. Pois não jogamos sujo. Nossa defesa é forte, mas não bate”, e o ataque não faz firula, poderia completar o humilde Larry Taylor.

“É um placar bastante atípico. Mérito total da concentração da defesa. Poderia ser um jogo que o time do Pinheiros poderia nos complicar facilmente, é um time bom, mas encontrou uma defesa muito dura hoje. E nosso time, ofensivamente, dispensa comentários. E o trabalho da preparação física e da fisioterapia está sendo muito bem feito. O calendário é muito curto, estamos tendo pouco tempo para treinar e nos dedicamos bastante esta semana, inclusive com testes físicos. Temos um propósito de abrir o placar no primeiro tempo e depois segurar a vantagem, mas não puxar o freio de mão. É o que o Guerrinha tem pedido e falou pra gente hoje no intervalo, não parar de jogar. Todo mundo teve essa consciência, dos mais experientes aos jovens que entraram”, detalhou o cestinha da noite Gui Deodato.

“Fizemos isso com o Malvín, com o Mogi na final da Sul-Americana… O time não está tendo tempo para treinar, então, o jogo já está preparando para o próximo. Tanto que, no nosso revezamento, ninguém entrou aleatoriamente. Conseguimos colocar o Jefferson na posição 3… Estamos aproveitando. É importante o foco que o time está, cumprindo o que está sendo determinado por todos, inclusive por eles, o que vamos fazer em cada situação. Quando todos os jogadores participam, tem um comprometimento maior”, disse o técnico Guerrinha.

NUMERALHA
Gui Deodato: 21 pontos, 3 bolas roubadas
Rafael Hettsheimeir: 19 pontos, 7 rebotes
Jefferson William: 16 pntos, 7 rebotes, 4 assistências
Larry Taylor: 13 pontos, 7 rebotes, 5 assistências, 3 bolas roubadas
Murilo Becker: 12 pontos, 3 rebotes
Ricardo Fischer: 10 pontos, 7 rebotes, 8 assistências
Alex Garcia: 8 pontos, 5 rebotes, 4 assistências, 3 bolas roubadas

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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