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Em jogo cascudo, Paschoalotto Bauru vence Paulistano

Paschoalotto Bauru vence Paulistano e consegue sua terceira vitória no NBB, em noite brilhante de Alex

(Direto da Panela) Era para a partida começar às 19h30, mas atrasou pelo menos 20 minutos porque o árbitro de Portugal x Argentina deu muitos acréscimos — e os lusos bateram Messi e cia com gol nos acréscimos. Eu sei porque essa hora eu ainda estava em casa, de olho Sportv, porque o pneu do carro furou e atrasou meu itinerário. Beleza, deu tempo de jantar com a patroa e ter essa experiência curiosa de espiar parte do jogo na TV e ainda vivenciá-lo presencialmente. Antes, Ednei e Renatinho estavam atrás do vidro. Pouco mais de uma hora depois, estavam papeando comigo. Gostei da experiência. E, claro, no caminho fui ouvindo o Rafael Antonio, segundo quarto em andamento.

Papo bom, mas vamos ao que interessa: foi uma noite de Alex Garcia. Nenhuma novidade a essa altura, está nos títulos de todas as notícias. Merecidamente. O que vale destacar, além dos números sensacionais, é o foco do camisa 10. Além de estar com fome de bola — ficou fora das duas primeiras rodadas do NBB e foi praticamente poupado da partida contra Mogi na Sul-Americana –, ele não gosta de jogo morno. Se o time está desligado, meia-boca, ele acende a boleirada. Quando sofre um contra-ataque, dá um pique de dar inveja a juvenil. Vai ser uma pena o dia em que se aposentar. É muita vitalidade, muito amor ao jogo. 34 anos e uma dedicação exemplar.

Enfim, com o Brabo inspirado, ligado, calibrado, endiabrado, o Paschoalotto Bauru venceu o Paulistano por 81 a 74, em jogo difícil, pegado, nervoso, do jeito que tem sido nos últimos tempos. Confronto direto, dois times de G-4. Indo mal em todos os inícios de período, mas sempre vigilante ao placar, o Dragão chegou a essa importante vitória. Agora, encara a Liga Sorocabana na quinta, às 20h, também na Panela.

Larry voltou a enterrar em uma partida depois de muitos anos. Com a plasticidade de sempre. Foto: Henrique Costa/Bauru Basket
Larry voltou a enterrar em uma partida depois de muitos anos. Com a plasticidade de sempre. Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

O JOGO
O placar demorou a galopar, com os times se estudando e errando no começo. Bauru errando muito e dependendo da inspiração de Alex, com quatro bolas de três no primeiro quarto. Do lado visitante, Devon já cravava para avisar que daria trabalho a Hett e cia no garrafão. O Dragão ainda conseguiu vencer o período por 23 a 20.

O segundo quarto foi complicado. Os donos da casa demoraram 6min40 para pontuar! Ainda bem que, nesse tempo, só tomaram nove pontos. Mas não somente porque as defesas estavam se sobressaindo. Teve muita mão torta também. O Paulistano levou a melhor (9 a 17) e acabou indo para o vestiário na frente: 32 a 37.

No recomeço da partida, a arbitragem chamou a atenção, a torcida ficou nervosa, os jogadores reclamaram. Como de costume, como Alex seguiu protagonista e comandou a virada bauruense. Boa fração de 30 a 21 para ficar importantes pontinhos na frente: 62 a 58

O último ato no novo palco da Panela — piso bonito, mas que não é unanimidade em relação a qualidade — teve um drama. O armador Fernando Penna foi tentar salvar uma bola e chocou-se com o material de publicidade. Rasgou a boca e cortou a testa. Coisa feia, muito sangue na quadra e jogador muito grogue. Falo mais do que causou mais abaixo, voltemos ao jogo. Ricardo Fischer, até então apagado, apareceu bem, Robert Day, outro discreto, fez bola de fora na hora crucial e Hettsheimeir foi bem embaixo. Mas foi Alex, com um voo de parar no ar, que enquadrou o bravo time do Paulistano. Mas não tão bravo para o Brabo, que passou a régua: 81 a 74.

NUMERALHA
Alex Garcia: 28 pontos, 10 rebotes, 7 assistências
Rafael Hettsheimeir: 20 pontos, 8 rebotes
Jefferson William: 10 pontos, 10 rebotes
Ricardo Fischer: 8 pontos, 4 rebotes, 5 assistências

PISO E PLACA, COMBINAÇÃO PERIGOSA
Que bom que foi ao vivo para todo o Brasil para a Liga pensar em mudar a estrutura física da publicidade — por que não trocar por aquelas espumas? Mas é preciso ser justo: a culpa foi mais do piso novo do que da placa. Fernando Penna se machucou feio porque o piso se transformou num “degrau” e a placa ficou presa embaixo dele. Assim, ela não se moveu quando o atleta trombou. Tornou-se numa”parede”. Tem que colocar sobre o piso, como fizeram no fundo da quadra. De qualquer forma, é bom pensar em espumas, Liga…

ABRE ASPAS
Entrevistas virão num próximo post, inclusive com Pilar, O Eclético.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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