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Contra o Mogi, Paschoalotto Bauru retoma NBB como terminou 2014: vencendo

Contra o Mogi, fora de casa, Paschoalotto Bauru vence a sétima partida seguida no NBB e segue firme em sua arrancada

Fosse uma corrida, seriam dois carros brigando roda a roda, até que um deles aciona o turbo e some na poeira. Foi assim que o Paschoalotto Bauru demoliu Mogi no terceiro quarto e garantiu sua décima vitória em 12 jogos (83% de aproveitamento), por 99 a 80, firme na vice-liderança. A torcida local chiou, vaiou e saiu mais cedo do ginásio, inconformada com a passividade do time de Paco García no segundo tempo. Mas, convenhamos, fica até difícil avaliar o quanto é demérito do perdedor diante desse timaço de Bauru, que — permita-me outra analogia — deu um golpe certo no queixo e Mogi não conseguiu sair das cordas.

O próximo desafio da sequência fora de casa do Dragão é contra São José, quinta (8jan), às 20h.

O JOGO
O primeiro quarto foi dos cincões, com Paulão Prestes e Rafael Hettsheimeir protagonizando a pontuação, enquanto Shamell e Jefferson William travavam duelo particular pelos rebotes. O que fez a diferença para Bauru fechar a parcial na frente (23 a 15)foram duas bolas de fora de Robert Day, que voltou com a mira de sempre. E Gui entrou para dar três importantes assistências.

Os mogianos reagiram no segundo período, com bolas certeiras de Filipin e Gerson. Com Ricardo Fischer pendurado precocemente com três faltas, Larry Taylor assumiu bem a armação. O camisa 4anotou seis pontos, mesmo número de Jefferson William. Cestas, entretanto, insuficientes para evitar a desvantagem na fração (19 a 28), com os donos da casa fechando o primeiro tempo na frente: 42 a 43.

Como tem sido costume, o Paschoalotto promoveu blitz no início da etapa final. Três bolas do perímetro seguidas foram a carteirada do campeão paulista e sul-americano. Entrosado, o time dividiu os arremates entre Jé, Alienígena, Ligeirinho e Brabo. Do outro lado, pra variar, Shamell tentou resolver sozinho. Em vão. Passeio bauruense no terceiro quarto, 27 a 12, pulando na frente com propriedade: 69 a 55.

Enquanto os mogianos perdiam a cabeça — incluindo discussão entre Shamell e o treinador Paco García –, Bauru seguiu jogando sério e ampliando. Roberdei, O Especialista, desandou a pontuar e Jefferson mandou no garrafão. Enquanto isso, o público ia embora mais cedo. Os guerreiros tiraram um pouco o pé, mas nada que ameaçasse a larga vantagem construída: fração de 30 a 25 e bom placar de 99 a 80.

jefferson-mogi
Jefferson: duplo-duplo

ABRE ASPAS
Declarações ao repórter alegria Arthur Salles (Auri-Verde/Jornada Esportiva),  que retorna ao nosso convívio. Bem-vindo!

“Mesmo com a lesão, dava para arremessar sem dor.  Treinei arremessos, descansei bastante, isso ajudou e voltei forte. No terceiro quarto, pegamos o ritmo e conseguimos abrir bastante“, disse o ala Robert Day.

“Primeiro jogo sempre é duro, mas voltamos fortes no terceiro quarto e definimos. O importante é continuar desenvolvendo o time, dando espaço para uns, descansando quem precisa. E essa folga de dez dias foi excelente”, comentou o técnico Guerrinha, que enfatizou que todos os jogadores cumpriram seus treinos físicos individuais durante a virada do ano.

FORÇA, MURILAÇO!
O pivô Murilo, que já enfrentou em 2014 a gravidez delicada da esposa, a emocionante chegada dos quadrigêmeos e duas contusões, começou 2015 com novo aperto no coração: o pequeno Gabriel está internado. Mesmo assim, entrou em quadra para completar 200 jogos na história do NBB. Que logo o pequeno retorne ao lar dos Becker. Vibrações positivas não faltam!

NUMERALHA
Jefferson William: 19 pontos, 10 rebotes
Robert Day: 19 pontos
Larry Taylor: 15 pontos, 4 rebotes
Ricardo Fischer: 13 pontos, 5 assistências
Rafael Hettsheimeir: 11 pontos, 6 rebotes
Alex Garcia: 9 pontos, 7 rebotes, 7 assistências

 

Fotos: Henrique Costa/Bauru Basket

 

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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