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Paschoalotto Bauru 1, Mogi 1: ufa, Dragão vivo no NBB!

Em partida decidida na última bola, Bauru Basket vence na Panela, empata a série semifinal do NBB e tem que buscar resultado em Mogi

NBBO Paschoalotto Bauru ainda está devendo bola nos playoffs. Mesmo assim, buscou a vitória que pareceu certa e quase escorreu pelos dedos, batendo Mogi das Cruzes por 84 a 81 para empatar a série semifinal do NBB 7. Depois de um primeiro finalmente mais consistente, o Dragão foi surpreendido por um quinteto “alternativo” de Paco García, que buscou a virada nos últimos minutos. Aí, entrou a criticada, mas ainda necessária bola de três, que desta vez caiu — ótimos 44,8% de aproveitamento. Foi de longe que os pupilos de Guerrinha decidiram o jogo e vão vivos para Mogi, encarar um ginásio cheio na sexta (15/mai), às 19h30. O público contra pode ter efeito positivo, jogando a responsabilidade para o lado mais fraco. Sim, porque Bauru segue mais forte, só precisa descobrir onde escondeu a bola.

BOLA QUICANDO
Ao contrário do que vinha acontecendo, o Dragão começa ligado, diminuindo espaços e buscando o jogo interno — prova disso a presença de Murilo entre os titulares. Mas Mogi mantém a energia do jogo 1 e equipara as ações. Ainda insistindo em bolas de fora, Bauru consegue guardar duas, ambas com Hettsheimeir. Cronômetro quase zerando e, na braveza e na experiência, Alex provoca falta técnica de Filipin e converte os lances livres. A partir dali, o jogo se torna outro. Parcial de 19 a 13, a primeira vez nos últimos cinco jogos que os guerreiros fecham o primeiro quarto na frente.

Com Shamell bem marcado e fazendo menos estrago, Mogi produz menos ofensivamente, ao mesmo tempo em que os donos da casa reencontram a melhor pontaria. Triplos de Larry e Alex (dois) ajudam a abrir a vantagem, fundamental para fechar a partida no segundo tempo. Fração de 22 a 17 e dois dígitos de vantagem no vestiário (41 a 30).

O Dragão recomeça o jogo acelerado, com duas boas tramas entre Alex e Murilo, concluídas pelo camisa 21. Definitivamente recalibrado, o Paschoalotto acerta cinco de seis chutes de três — três deles com Gui Deodato, em noite inspirada. Entretanto, a turma de Paco consegue equilibrar, quando Jimmy entra bem e na perferião de Filipin nos lances livres. Parcial de 23 a 22 e nada decidido para o período final: 62 a 54.

A hora da verdade se inicia Mathias bem no garrafão. Está aprendendo direitinho com Josuel, o Balothias: duas jogadas de cesta e falta para inflamar a Panela. Só que Gerson destoa do outro lado, absoluto ofensivamente (oito pontos seguidos) e ainda dando tocaço em Murilo. No embalo dos reservas, Mogi consegue a virada… Em pedido de tempo, Guerrinha pede cabeça ao time. Shamell retorna descansado, bota fumaça, mas Day e Ricardo decidem em chutes de três. Sufoco até o estouro do cronômetro, após desastrosos 20 a 29, mas a série está empatada com a vitória apertada por 84 a 81.

ABRE ASPAS
“Nós não podemos comemorar hoje, em termos de atuação. Se nosso time quer fazer final, não pode tomar 29 pontos no último quarto. Pela categoria e experiência do time, tem que fazer valer isso. Nós reagimos bem hoje três quartos do jogo e conseguimos segurar o Shamell. O Gui foi bem, mas saiu com faltas, e o Murilo melhorou muito”, comentou o técnico Guerrinha a Rafael Placce, do Jornada Esportiva. O treinador que citou a falta que Jefferson William faz.

NUMERALHA
Alex: 22 pontos, 6 rebotes, 7 assistências
Hettsheimeir: 16 pontos, 2 rebotes, 3 assistências, 2 roubos de bola
Gui: 14 pontos (50% nos triplos)
Ricardo: 13 pontos (60% nos triplos), 5 rebotes, 12 assistências
Larry: 5 pontos, 3 rebotes, 2 roubos de bola
Mathias: 5 pontos, 3 rebotes
Murilo: 4 pontos, 3 rebotes, 2 roubos de bola
Dau: 5 pontos (penúltima bola decisiva!)

 

Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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