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Paschoalotto Bauru faz resultado sobre o Quimsa e avança na Liga das Américas

Bela atuação de Ricardo Fischer garante o Paschoalotto Bauru no Final Four da Liga das Américas

rentranca-LDA2016Nada como um dia depois do outro. O horário de Verão se foi e com ele a atuação esquecível da véspera, quando o Paschoalotto Bauru perdeu para Mogi. O time de Larry Taylor e Shamell fez sua parte neste domingo, venceu o Malvin e garantiu a vaga no Final Four da Liga das Américas 2016. O resultado obrigava o Dragão a ganhar do Quimsa por seis ou mais pontos de diferença. E conseguiu: mais ligado, contado com a Panela de Pressão desta vez contagiante, fez 73 a 63 e segue defendendo seu título, em busca do bi.

BOLA QUICANDO
Como esperado, o início da partida foi equilibrado e nervoso. Insistindo nos chutes de fora (três acertos em nove tentativas), Bauru só conseguiu abrir vantagem a menos de 3min do fim do primeiro quarto. A diferença da parcial, simbólica: os seis pontos necessários (19 a 13).

No segundo período, o Quimsa fez sete pontos seguidos e virou a partida, comandado por Gianella. Alex Garcia reagiu com um tripo, mas a liderança do placar se alternou até que o Dragão conseguiu um refresco de três pontinhos (34 a 31) para o papo do vestiário — fração de 15 a 18.

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Pontinhos que David Jackson implodiu no primeiro lance. Mas o Especilista está do lado bauruense, o Definidor também — dois triplos importantes na contagem. Mais importantes ainda, Ricardo e Rafael, dupla que puxou a pontuação. De novo os seis pontos na conta (21 a 15 na parcial), chegando a nove na frente para o quarto decisivo, 55 a 46.

O quarto período foi cirúrgico, de olho na distância necessária para a vaga. A diferença oscilou entre 12 (bolaça de Day do perímetro) e quatro pontos (quando Romano guardou de três a 3min do fim). Depois de um bom tempo sentando por conta da ameaça da quinta falta, Alex entrou para decidir: em 6min, foram quatro rebotes, uma cesta+falta a 29s do fim e um toco na jogada seguinte! O Brabo só não foi mais decisivo do que Ricardo, com seis pontos nos dois minutos finais — o Ligeiro cada vez mais habituado a assumir a bronca. Prepare-se para vê-lo fora de Bauru na próxima temporada, torcedor… O basquete brasileiro já está pequeno para ele. Mais uma fração a favor (18 a 17), vitória dentro do necessário e vaga no Final Four!

Ricardo foi o cara da noite. Fotos: Caio Casagrande/Bauru Basket
Ricardo foi o cara da noite. Fotos: Caio Casagrande/Bauru Basket

LAMENTÁVEL
O canal Sportv ignorou solenemente o emocionante funil do grupo E da Liga das Américas. O basquete brasileiro precisa urgente de outras emissoras. A RedeTV! já está aí, já houve conversas com ESPN Brasil e Fox para o NBB, mas a Fiba pisou na bola de não abrir o leque — ou não ter despertado interesse de outros canais. Enfim, esta temporada ficará marcada negativamente pela indiferença do “canal campeão”.

ABRE ASPAS
Entrevistas ao repórter Rafael Placce (Auri-Verde 760AM/Jornada Esportiva):

“Ontem saímos daqui com muita gente duvidando da nossa capacidade, muito torcedor xingando e hoje provamos nosso valor. Graças a Deus estou nesses momentos decisivos, o time me passando a bola pra decidir. A gente tem que entrar no jogo pra ganhar, mas com aqueles seis pontos na cabeça. A pressão era grande, mas soubemos sair com a vitória”, comentou o armador Ricardo Fischer.

“Esse time mostra que tem um poder de superação muito grande. Superamos uma dificuldade grande de ganhar de um adversário forte por uma diferença. Isso mostra que o grupo está fechado em busca desse bicampeonato. A pressão é grande, minha vida foi feita de pressão. Independentemente de tudo o que conquistei, sempre fica um gelinho na barriga. O dia que perder isso, não precisa ficar na quadra mais”, celebrou o técnico Demétrius Ferracciú.

“Já tinha passado por isso outras vezes e sabia da dificuldade de jogar pensando no placar. O time teve a consciência e a maturidade de jogar tempo a tempo, construindo aos poucos. Estamos evoluindo, crescendo e nessas horas mostramos nosso potencial. Estamos chegando firmes para o bicampeonato”, comentou o pivô Jefferson William.

“Dentro de quadra a gente não pensa, quer vencer. Logo que nos últimos minutos pensamos na vantagem. O Ricardo soube controlar a partida, usando bem o Rafael no pick and roll. Perdemos pra Mogi jogando bem diferente do que temos que jogar. Erramos, bola pra frente e viemos hoje pra ganhar”, resumiu o capitão Alex Garcia.

NUMERALHA
Maestro: 26 pontos, 4 rebotes, 7 assistências, 1 roubo de bola (eficiência 31!!!)
Canelaimeir: 18 pontos, 11 rebotes
Roberdei: 9 pontos, 2 rebotes
Capitão América: 8 pontos, 7 rebotes, 2 assistências, 1 toco
Léo Monstro: 6 pontos, 4 rebotes, 2 assistências
Jé: 6 pontos, 1 rebotinho
Wesley e Murilo ficaram com o serviço sujo: somaram 13min, 2 rebotes, 2 faltas cometidas

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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