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Bauru Basket, novo elenco (9): Fabián Ramirez e alguns pitacos

Conheça números da carreira do novo gringo contratado pelo Paschoalotto Bauru

Antes de começar, sejamos justos: quando eu publiquei em primeira mão a negociação com Lucas Tischer, o anúncio oficial do Bauru Basket chegou horas depois. E nenhum dos jornais me creditou no dia seguinte. Para mim, release tem que ser a última das fontes. Crédito a quem o tem. Quem publicou primeiro a sondagem ao ala argentino FABIÁN BARRIOS foi o colega João Paulo Benini, do Papo com o Papaaqui.

Crédito dado, vamos ao reforço. Bom nome. É jovem promissor (23 anos, 1,93m), com números honestos (médias de 10,4 pontos, quatro rebotes em 24min em quadra, em 45 jogos na fortíssima liga argentina) — não há estatísticas de sua participação na Super Copa Brasil, pelo Universo-GO.
Atualizado: encontrei escondidinho no site da CBB: Barrios foi o cestinha na final da Super Copa Centro-Oeste, com 16 pontos, que valeu o título ao universo. Na Super Copa Brasil, teve média de 14,8 pontos.

Parte da torcida, nas redes sociais, acredita que Fabián Barrios chega para ser titular. Não vejo assim. O quinteto inicial deve ser Ricardo, Larry, Gui, Murilo e Tischer. Mas isso é irrelevante no basquete. No segundo seguinte do início da partida, o cara pode ser substituído. A rotação será fundamental e ter um elenco numeroso e qualificado é o que interessa numa temporada que será desgastante — até em cima desse raciocínio, Fernando Fischer será importante quando retornar, se entender seu novo papel, um reseva de luxo para entrar contra defesas cansadas e penduradas e converter suas bolas certeiras.

Idas e vindas
Fechado o elenco — Mathias e Scaglia serão anunciados em breve –, vale esclarecer: a prioridade era o ala-pivô Jefferson. Murilo era uma incerteza que acabou (felizmente) se concretizando. Como a dupla joseense demorou a dizer sim, a diretoria partiu para o plano B: fechou com Ramirez e fez proposta ao porto-riquenho Ricky Sánchez. Definida a vinda de Murilo, sabidamente com alto salário, houve o recuo com Ricky — também porque já seria um nome que atrapalharia o crescimento de Gui e Andrezão.

Scaglia
Imprensa local sabendo há tempos — eu soube pelo Rafael Placce, do Jornada Esportiva –, mas respeitando o contrato em vigor do jovem ala-armador com o Palmeiras, até que ele próprio se entregou no Facebook, postando estar em Bauru! — como observou o Papa (aqui). Tem números de iniciante (afinal, tem 20 anos), com 3,6 pontos, 0,8 rebote e 0,9 assistência em 11min em quadra no NBB5. Com a mesma idade, no NBB3, Gui teve médias de 1,6 ponto, 0,9 rebote e 0,4 assistência em 5min. A temporada 2013/2014 será de aprendizado e garimpo de minutos para o ex-alviverde — e de afirmação na Liga de Desenvolvimento.

Elenco
Fica assim, então: Ricardo Fischer, Larry Taylor e Luquinha (armadores); Gui, Scaglia, Rafael* e Fernando Fischer (alas); Fabián Ramirez, Kesley e Radamés* (alas-pivôs); Murilo, Lucas Tischer, Andrezão e Mathias (pivôs)
* garotos da base que certamente treinarão com o time adulto — e irão compor o banco até Luquinha e Fischer voltarem

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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