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Bauru 3, Limeira 1: campeão!!!

Paschoalotto Bauru fecha série contra Limeira em 3 a 1 e conquista mais um Paulista

(Direto da Panela) Obrigação. Deu vontade de escrever essa palavra lá no começo da temporada, tão qualificado que é o elenco do Paschoalotto Bauru. Mas a temporada começou com contusões, jogadores na Seleção, treinador se aprimorando fora do país. Aí, ponderei à época: vai fazer o arroz com feijão na fase de classificação e passar o trator nos playoffs. Feito. O Paschoalotto Bauru é bicampeão paulista! Venceu Limeira por 80 a 62, fechou a série em 3 a 1 e cravou o primeiro caneco da temporada, prometendo trazer mais.

Entre tantos momentos a comentar — e são muitos e renderão muitos textos sobre a conquista –, preciso me ater ao cara. O ídolo. O carisma em forma de gente: Larry Taylor. Eu o vi tantas vezes chorando sentado depois de eliminações precoces. E nesta noite ele, além de jogar bem, levantou o troféu. Diante da torcida que o ama. Este título é de cada grande jogador do Dragão, mas é um pouco mais do Alienígena.

O JOGO
Ninguém esperava mesmo que Limeira viria cambaleante. Estava ligado como no primeiro quarto da véspera. Fez direitinho seu trabalho interno no ataque. A diferença é que Bauru estava calibrado desde o início. Assim, o quarto foi de igualdade, com os donos da casa decidindo a parcial somente nos últimos segundos (19 a 16). Registro para uma jogada histórica: Larry Taylor roubou a bola, avançou marcado e desvencilhou-se de forma mágica e inusitada: tabelou com a tabela!

E o Alienígena estava mesmo inspirado. Foi ele o condutor da arrancada bauruense no segundo quarto. Fez oito pontos seguidos e foi ovacionado pela galera. Gui Deodato, outro que veio do banco, também entrou bem. Jefferson fechou o primeiro tempo com aproveitamento de 100% e Hettsheimeir foi um monstro no garrafão, com sete rebotes defensivos. Do lado de Limeira, Jackson jogava, ao contrário de ontem. A fração não foi folgada (25 a 21), mas o Dragão levou sete pontos preciosos para o vestiário: 44 a 37.

Recomeço tenso, com Rafael Mineiro se estranhando com Jefferson. O camisa 8 limeirense era quem se desdobrava para não deixar Bauru desgarrar, mas na defesa não conseguiu conter as infiltrações de Alex e Ricardo. Administrando bem a vantagem, os guerreiros abriram mais seis pontos (17 a 13) e encaminharam a vitória: 61 a 50.

Pra fechar a festa, veio o passeio. Os dez minutos passaram voando, como Alex pela defesa adversária. O treinador Dedé nem se deu ao trabalho de pedir muitos tempos técnicos. Tampouco Guerrinha quebrou o ritmo alucinante do time, que manteve a intensidade até o cronômetro zerar. Que defesa incansável: bem marcado, Jackson zerou no segundo tempo. Faltando ainda quatro minutos, a galera já gritava bicampeão, já tinha coro de olé. Festa fora, seriedade dentro. O foco desses caras é na cor dourada e vem muito mais por aí. Com seguros 19 a 12 no último quarto, o campeão fez a festa: 80 a 62. Comemora, Bauru!

NUMERALHA
Jefferson William: 18 pontos, 4 rebotes
Alex Garcia: 17 pontos, 10 rebotes, 3 assistências
Rafael Hettsheimeir: 12 pontos, 11 rebotes
Larry Taylor: 12 pontos, 4 rebotes, 3 assistências
Ricardo Fischer: 12 pontos, 3 rebotes, 8 assistências

Entrevistas com os campeões: clique aqui!

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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