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Após vencer o Espírito Santo, hora de fazer as contas no Paschoalotto Bauru

Após vencer o Espírito Santo, Bauru tem reta final muito difícil em busca de vaga no G-8 do NBB

Perder para o Espírito Santo seria uma catástrofre, mesmo fora de casa. Apesar de os capixabas terem um quinteto titular interessante e um bom treinador, a posição na tabela acusava: tinha que ganhar do lanterna. Foi no sufoco, na prorrogação — Fabian Barrios reagiu em momento excelente, crucial, com importante bola de três –, mas o que valeu foi a vitória (88 a 85), que manteve o time na nona colocação (dez vitórias em 21 jogos) e na sua busca pelo G-8.

Agora, vem uma sequência das mais complicadas. Arrisco dizer que, dos 11 últimos jogos da fase de classificação, Bauru ganha no máximo seis. Assim, terminaria com 50% de aproveitamento (16/32), o que deve resultar em oitavo ou novo lugar — sétimo com muita sorte. Vejamos:

NBB5: Paulistano 9º, com 50% de aproveitamento
NBB4: Joinville 8º, com 50%
NBB3: São José 8º, com 53%, e Minas 9º, com 46%
NBB2: São José 7º, com 50%
NBB1: discrepância técnica, com Pinheiros em 8º, com 57%, e Paulistano 9º, com 39%

Hoje, no NBB6, o Basquete Cearense é o 8º, com exatos 50%.

Confira as pedreiras que o Dragão tem pela frente:

Pinheiros (fora)
São José (casa)
Limeira (fora)
Macaé (fora)
Flamengo (fora)
Mogi (casa)
Basquete Cearense (casa)
Uberlândia (fora)
Franca (fora)
Brasília (casa)
Goiânia (casa)

Talvez Mogi, Basquete Cearense e Goiânia sejam as únicas “vitórias obrigatórias”. Mesmo assim, devem engrossar. As demais partidas, seja pelo adversário, seja pelo mando de quadra, serão dureza. Para quem sonhou com o G-4 — e por várias circunstâncias, apesar do potencial, não chegou –, alcançar o G-8 já será uma senhora façanha.

Números
Para deixar registrados os destaques da vitória bauruense:
Ricardo Fischer: 27 pontos, 6 rebotes, 4 assistências
Larry Taylor: 16 pontos, 6 rebotes, 3 assistências
Murilo Becker: 14 pontos, 9 rebotes
Fabian Barrios: 9 pontos, 5 rebotes
Thiago Mathias: 9 pontos

Fala, Guerrinha
“Um jogo como o de hoje só mostra a evolução do NBB. Todos os times têm um grande potencial e a competição fica cada vez mais equilibrada. O Espírito Santo fez um jogo incrível hoje, mas conseguimos contornar e sair com a vitória que é o mais importante para nós neste momento”, comentou o treinador, via assessoria.

Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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