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Na volta dos irmãos Fischer, Bauru vence o laterna Jacareí

Mal no primeiro tempo, Paschoalotto Bauru atropela Jacareí na metade final

Um dos melhores times do campeonato — antes o melhor, agora procurando se reencontrar –, contra o pior, que não conseguiu vencer nenhuma partida. Era para ser uma cestaiada, certamente. Demorou, mas saiu. Depois de um primeiro tempo sonolento, o Paschoalotto Bauru acordou e enquadrou Jacareí, que atreveu-se a gostar do jogo, vencendo por 95 a 75. Com a vitória, e a derrota do Paulistano para o São José, o Dragão consolidou-se na vice-liderança, com 15 vitórias em 19 jogos.

Agora, as atenções se voltam para a Liga Sul-Americana, que terá primeira fase do grupo em Bauru, nos dias 8, 9  e 10. Quando voltar a jogar pelo Paulista, dia 13, contra o Palmeiras (no Palestra, com portões fechados, punido pela falta de energia), São José já terá terminado sua participação na fase regular. Se a Águia perder um de seus dois jogos (contra LSB e Pinehiros, ambos em casa), “bastará” aos alvilaranjas vencerem seus três jogos — ainda tem XV, fora, e Franca, em casa.

O jogo
Na tarde desse sábado, surpreendeu o fato de Jacareí ir para o intervalo com vantagem, 42 a 43. “Tomar 43 pontos de Jacareí… Se a gente quer algo mais, com todo o respeito… Tem que ter compromisso de defesa. Não tem que esperar o cara errar, tem que fazer o cara errar!”, reclamou o técnico Guerrinha, ao microfone de Arthur Sales (Auri-Verde/Jornada Esportiva).

Na volta, a esperada atitude defensiva. Bauru abriu 12 a 0 no início do terceiro quarto, com atuação destacada de Lucas Tischer, e finalizou com uma parcial de 25 a 9, para resolver a parada. Foi nesse período também que Fernando Fischer fez sua primeira bola de três depois de voltar definitivamente às quadras. O camisa 14 havia entrado antes, em dois jogos, mas em situações adversas e por poucos segundos — e mesmo assim guardou dois pontos em cada. Seu irmão, Ricardo, voltando de contusão no tornozelo, aproveitou a partida para pegar ritmo de jogo. No último período, foi só cozinhar o placar e curtir o sábado à noite — fração relaxada de 27 a 23 e placar final de 95 a 75.

Abre aspas
O ala Fernando Fischer vibrou muito em quadra com seu retorno, que foi antecipado para ajudar a equipe na Liga Sul-Americana, ainda mais que Luquinha ainda não voltou e Andrezão ficará fora por 15 dias. A seguir, o depoimento do Gatilho de Ouro ao Jornada:
“Meu arremesso não me preocupava. Só meu pé. Estou superfeliz. Ainda não fiz coletivo, mudamos meu planejamento para a Sul-Americana. Estou muito grato, muita gente se empenhou na minha evolução. Estou me sentindo muito melhor do que antes e nem comecei a jogar ainda! Se perguntarem se eu quero jogar, quero os 40 minutos! Motivação não me falta. Eu era capitão do time e quero voltar a ser cestinha. Nunca tinha ficado tanto tempo fora e estou com uma baita vontade de jogar.”

Números
Lucas Tischer: 23 pontos, 6 rebotes
Murilo Becker: 21 pontos, 10 rebotes
Larry Taylor: 11 pontos, 6 rebotes, 6 assistências
Fernando Fischer: 11 pontos

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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