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Bauru 1, Flamengo 1: dessa vez, cariocas se impõem em casa

Paschoalotto Bauru não contém noite perfeita de Marcelinho e Flamengo empata duelo das quartas

Na manhã desta segunda, uma amiga/torcedora perguntou a mim quem ganhava o jogo 2 entre Paschoalotto Bauru e Flamengo. Fui categórico: dá Flamengo. Ela fez uma cara de espanto, mas quem respondeu foi o jornalista, não o torcedor. E logo compreendeu meu raciocínio: o time carioca, favorito da série, entraria com sangue nos olhos, depois de perder a primeira partida. Até porque, e o próprio técnico Guerrinha comentou isso (ao final dos 86 a 69 a favor dos cariocas), o normal era o Rubro-negro vencer os dois jogos no Rio de Janeiro.

Enfim, os guerreiros voltam da Cidade Maravilhosa com um baita lucro: a possibilidade de fechar a série na Cidade Sem Limites. Vale a ressalva, desnecessária caso não houvesse desavisados ou corneteiros: o Flamengo, atual campeão brasileiro, campeão das Américas e melhor campanha do NBB6, pode vencer em Bauru. As duas, até. Mas, com vontade extra, torcida inflamada e intimidade com a quadra, claro que o Dragão vislumbra mais uma semifinal. O que seria uma façanha maiúscula. E como eu disse dias atrás: vai ser divertido. No fim das contas, para quem gosta de esporte, é o que mais importa.

Próxima parada: sabadão, 3 de maio, 16h, na Panela.

O JOGO
O Flamengo já deu o recado logo de cara: manteve seu quinteto titular em quadra durante todo o primeiro quarto. E surtiu resultado: apesar de na metade do período permitir a virada, logo retomou a liderança do placar e fechou essa etapa inicial na frente: 21 a 16, com nove pontos do armador Laprovittola. Na segunda parcial, a superioridade rubro-negra foi ainda maior — e determinante para a construção da vitória –, com 15 pontos de Marcelinho e com Gegê ajudando a distribuir as jogadas. Do lado bauruense, impressionou a atuação do panamenho Ayarza, pontuando e roubando bolas. Não suficiente, entretanto, para evitar a grande diferença na metade do jogo: 49 a 32 (28 a 16 na fração)

A bronca no vestiário funcionou. A defesa de Bauru estava mais atenta, mas não o suficiente para conter o inspirado Marcelinho, que anotou mais 13 no quarto — terminou a partida com 31! Murilo Becker lutou bastante no garrafão por uma parcial equilibrada (20 a 19), mas seriam 18 pontos para tentar tirar nos dez minutos finais… Tanto que os treinadores já começaram a pensar no jogo 3. José Neto poupou Olivinha e Marquinhos, Guerrinha descansou Larry e Murilo. Os guerreiros venceram a parcial (17 a 18), o que não foi suficiente para diminuir a diferença. Vitória rubro-negra por 86 a 69. Saldo de cestas não conta em playoff, bola pra frente.

DESTAQUES
Murilo Becker: 14 pontos, 7 rebotes
Ricardo Fischer: 13 pontos, 4 rebotes
Josimar Ayarza: 12 pontos

ABRE ASPAS*
“Hoje não deu certo, eles vieram preparados para nossa tática. Jogaram bem melhor, o time deles é muito forte, abriram vantagem e é difícil reverter. O saldo no Rio é positivo, o que a gente precisava. Em playoff, não importa ganhar de um ou de vinte. O resultado é igual. Agora é tentar fechar a série em casa”, disse o armador Ricardo Fischer.

“Hoje o Marcelinho fez uma partida perfeita. Mesmo com a defesa, se sobressaiu. Não conseguimos jogar ofensivamente como no primeiro jogo. Faz parte do playoff. Agora temos que impor nosso jogo em casa. Eles são fortes, têm condições de vencer lá, mas nossa equipe sente uma vibração muito grande da torcida em casa. Tenho certeza que irão jogar junto com a gente e nos ajudar muito. O normal era duas derrotas e saímos com uma vitória aqui. É um grande feito. O Flamengo pode ganhar lá? Pode. Mas nós podemos mais e com a torcida vamos melhorar no próximo jogo”, afirmou o técnico Guerrinha.

* Entrevista concedidas ao repórter Arthur Sales (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

Fotos: Caio Casagrande/Bauru Basket

 

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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