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No embalo do título paulista, Bauru perde para Limeira no NBB

No ritmo da festa de Bauru, o líder Limeira seguiu invicto no NBB

Não tem outra palavra, é ressaca. Não necessariamente de farra, mas aquela queda de adrenalina depois de tanta luta pelo título paulista. Tudo o que se viu na Panela de Pressão, em todos os segmentos, foi um rascunho do que normalmente é. Pouca torcida, sem entusiamos. Nada de ações de marketing no intervalo. Camarotes vazios. Até mesmo a imprensa, nem todo mundo esteve presente. E um time apático em quadra, com o agravante que Murilo e Larry Taylor, com contusões leves, foram poupados. Fosse contra uma equipe mediana, a vitória viria até sem querer. Mas, contra o líder do NBB, invicto, não teve jeito. Bauru sucumbiu por inapeláveis 90 a 71. Agora, terá um tempinho para recolocar a cabeça na competição nacional para tentar fechar o ano com duas vitórias contra os cariocas Macaé e Flamengo, nas próximas quinta (19/dez) e sábado (21/dez), para dar início a uma retomada em busca do G-4, que hoje está longe (são duas vitórias em seis jogos).

O jogo
Limeira começou no ritmo de líder do campeonato, impondo-se sobretudo com Hélio, enquanto Tischer se desdobrava do lado baurense. Vantagem para os visitantes, 16 a 23. Mas foi no segundo quarto que a temperatura do jogo subiu, a arbitragem começou a aparecer negativamente e, pior, ser permissiva com a falação dos jogadores. Surgiram disputas ríspidas entre Wagner e Barrios — a ponto de eles se estranharam na entrada dos vestiários, no intervalo –, a torcida se inflamou, mas a pressão não impediu que David Jackson brilhasse, em nova parcial a favor de Limeira (15 a 27), que levou exagerados 19 pontos de vantagem para o intervalo: 31 a 50.

O terceiro quarto começou com os guerreiros ligados, diminuindo a diferença  para dez pontos. Fernando Fischer apareceu muito bem nas bolas de três, chamou a torcida, mas um elemento comprometeu a pontuação do Dragão: os lances livres. Foram sete erros no período, vencido por 26 a 20, mas ainda havia muito a remar para reverter o resultado: 57 a 70.

Os primeiros ataques do período decisivo mostraram um esboço de reação, quando Bauru ficou a oito pontos. Mas parou por aí. A bola dos limeirenses continuou caindo, eles souberam gastar a posse de bola. A 3min do fim, o ritmo já havia diminuído, a resignação pela derrota era nítida. Nem mesmo correr dobrado para diminuir a diferença, para uma possível necessidade de desempatar em confronto direto, nem isso. Final de jogo, 71 a 90 e Limeira com liderança impressionante, invicta, com oito vitórias.

Abre aspas
“Enquanto a gente não tirar o título da cabeça e voltar a jogar basquete… Ontem foi difícil dar treino, hoje foi difícil dirigir. A gente sabe que é normal e compreensível, mas temos que voltar o mais rápido possível para a competição. O Paulista já foi. Foi legal, será lembrado daqui muitos anos, só que esquecemos do NBB. Essa não é a equipe que terminou o Paulista”, comentou o técnico Guerrinha.

“Ainda temos muitos jogos, os da semana que vem serão muito importantes. Hoje, bobeamos em seis minutos de jogo e eles abriram, pois têm potencial. Depois, faltou perna. Vamos ver se, com esse tempo a mais, podemos trabalhar e deixar o Paulista só na recordação. Agora começamos a programar as coisas melhor. Academia, treino… Quero treinar, mas não conseguia, com tanta viagem. Agora, sabendo que é quinta e sábado,  dá tempo de concentrar e recuperar fisicamente. Virá um momento melhor para nossa equipe, tenho certeza”, disse o capitão Fernando Fischer.

Números
Lucas Tischer: 26 pontos, 6 rebotes
Fernando Fischer: 19 pontos, 6 rebotes
Andrezão: 10 pontos

Pipoca
A única ação do jogo foi uma bela sacada, diga-se. A Paschoalotto, patrocinadora máster do Bauru Basket, bancou pipoca na faixa pra todo mundo, ironizando o fato de o time, até outro dia, ser chamado de pipoqueiro. Bola dentro, uma reposta com bom humor.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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