Todo o conteúdo sobre coluna

Coluna da semana: Noroeste, Copa Paulista e o novo Bauru Basket

Começando a falar da Copa Paulista e, claro, repercutindo as (boas) novidades do basquete. Texto publicado na ediçnao de 14 de maio de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Copa Paulista pra quê?

De uma vez por todas: qual é a função da Copa Paulista no calendário do Noroeste? Agora que a gestão alvirruba está revitalizada, chegou a hora de refletir bastante. Afinal, vamos dar bagagem para os jovens ou contratar jogadores que serão testados para a montagem do elenco de 2013? É bom lembrar que a segunda opção nunca deu certo. Em ambas, não há pretensão de título.

Em 2011, o Norusca contratou, entre outros, o zagueiro Bruno Lopes, o meia-atacante Da Silva e os atacantes Renam, Daniel Grando e Anderson Cavalo – além de insistir no zagueiro Cris, no volante Tiago Ulisses e no meia Altair. Somente Daniel Grando ficou para a Série A-2 e foi um fiasco. Se fizer a mesma lista para os anos anteriores, o aproveitamento será o mesmo: baixíssimo.

Por enquanto, veio o jovem goleiro Walter, do XV de Jaú, com passagem pelo futebol paranaense – e provavelmente conhecido pelo técnico Amauri Knevitz. Que venham apostas jovens e pontuais. Nomes rodados, somente os comprovadamente úteis, como um Luciano Gigante.

O vice-presidente João Paulo Garcia falou em manutenção da base para formar-se uma espinha visando 2013. Mas já saíram Marcelinho e Everton Garroni – e outros deverão seguir rumo às divisões inferiores do Campeonato Brasileiro. Aí é que está: manter quem foi reserva (como Hélio, Kasado, Bruno Oliveira ou Roberto, entre outros), compensa? Melhor dar bagagem para a molecada. Pensar em Bira (que já renovou), Nicolas, Thiago Jr, Velicka, Leandro Oliveira e Diego, ok. Não muito mais do que isso, entre os que não foram gerados pelo clube. Entre os prata-da-casa, chegou a hora da verdade para Mizael, Giovanni Juninho – além de boa vitrine para Romarinho. E momento ideal para lançar como titulares, sem medo: o zagueiro Ruggieri, o lateral-esquerdo Pedro e o meia Nathan . Laboratório, só se for com jovens. O contrário disso é retrocesso.

Papo de basquete
Desde que o frigorífico Itabom anunciou sua saída do projeto Bauru Basket, sinceramente não temi que a cidade perdesse seu time de guerreiros. Em nenhum momento a diretoria vestiu-se de pessimismo – algo corriqueiro em outras temporadas. Nem o técnico Guerrinha precisou acionar um discurso mais alarmista. Dessa vez, o chororô deu lugar ao argumento. Com um ótimo produto em mãos – um carismático e raçudo time que briga por Bauru em nível internacional –, a certeza da continuidade veio assim que terminou a temporada.

Depois de um necessário obrigado à Itabom, seja bem-vinda, Paschoalotto. As marcas devem ser, sim, exaltadas, por acreditarem e darem sobrevida a quem emociona tanta gente e sabe como envolver a comunidade. O Bauru Basket é um patrimônio, seu fim jamais deveria ser especulado. Ainda bem que empresas da região entendem isso e se identificam com o projeto.

Agora começa um divertido período de sonhar com nomes de peso, rabiscar possíveis escalações, torcer pela permanência de uns e a chegada de outros. Os primeiros movimentos apontam para o pivô Drudi, de Franca, e o gringo Otis Polk, que esteve aqui na Liga das Américas defendendo o chileno Leones. Robert Day é o grande sonho de um posição 3 pontuador. Já a permanência de Jeff Agba, mais uma vez, aguarda leilão.

Mas é bom ir com calma, gente. A coletiva de anúncio do novo patrocinador falou em cascalho, time campeão, mas a grana disponível não será suficiente para trazer medalhões. Somente um, se vier – Day, por exemplo. A aposta será em norte-americanos que ganham em patamar menor em outros países latino-americanos ou brasileiros jovens, como um ala-armador que está disputando as semifinais do NBB – cuja negociação será oportunamente revelada.

Mais Bauru
Curioso o Palmeiras estar sediado em Bauru no futebol feminino e mandar jogos em Pederneiras… Difícil imaginar uma identificação, pensar em continuidade e eventual envolvimento do empresariado local. Enquanto isso, o Futsal da FIB rala na Liga Paulista – vai mal – e está na final da Copa TV TEM.

Coluna da semana: análise da participação do Noroeste na Série A-2

Com atraso, mas sem caducar o texto, segue a coluna publicada na edição de 7 de maio de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Balanço noroestino

O Noroeste já está de férias, pensando na Copa Paulista, mas vale aqui um balanço de despedida da Série A-2. O Norusca encerrou sua participação com 48% de aproveitamento dos pontos (Penapolense e Barbarense subiram com 53%, Atlético Sorocaba com 60% e São Bernardo com 63%). Pesou muito no insucesso noroestino o desempenho fora de casa (apenas 30%), mas sobretudo os pontos perdidos no estádio Alfredo de Castilho. A princípio, um aproveitamento de 64% dentro de casa parece bom, mas foram quatro empates e duas derrotas em Bauru, isto é, 14 pontos desperdiçados (cinco deles na fase final, que decretaram a permanência na segunda divisão).

Outro problema foi a bola na rede, lá e cá. O Noroeste fez poucos gols (35, média de 1,4 por jogo) e sofreu muitos (36), terminando com saldo negativo de um. O leitor atento irá apontar que a União Barbarense fez somente 33 e sofreu 32. Então, é possível conseguir o acesso com números tímidos. Sim, mas na hora da decisão, é preciso mais. Aí, o time de Santa Bárbara D’Oeste fez oito gols e sofreu quatro – enquanto o Norusca anotou míseros cinco a favor e tomou dez em sua meta. O que não tem erro é ser ofensivo: o Atlético Sorocaba terminou a competição com média de dois gols por partida e saldo positivo de 17.

Continuo achando que, não tivesse desacelerado na reta final da fase de classificação – apenas seis pontos nos últimos cinco jogos – o desfecho poderia ter sido outro. O time perdeu o embalo a partir dali.

Bilheteria
Excetuando os jogos contra Palmeiras e São Paulo (quando havia mais torcida visitante), a média de público do Noroeste no Paulistão 2011 foi de 1.177 pagantes. Na Série A-2 2012, muito mais gente: 1.905 por jogo. Se não chega a ser um resgate de noroestinos ou a formação de novos torcedores, é a prova de que a galera gosta do filé, paga ingresso pra ver time que, pelo menos, entra em campo com perspectiva de vitória. Prova disso é que, na 19ª rodada, quando o técnico Amauri Knevitz anunciou que escalaria reservas, deu a senha para pouca gente ir ao estádio – somente 834 pagantes e prejuízo de R$ 2.290 para o clube.

Por falar em grana, como custa caro uma partida de futebol! Em média, as despesas são de quase R$ 9,6 mil no Alfredão. Por tudo isso, de um faturamento bruto de bilheteria de exatos R$ 188.315, o Norusca teve uma renda líquida (descontados também os impostos) de R$ 53.879,06 – apenas 28% do montante inicial. Sinal de que catraca não salva as finanças de um clube. Por isso, a diretoria aposta corretamente na base. Se o volante França se destacar no Brasileirão pelo Coritiba a ponto de chamar a atenção de um clube europeu, pode ser um grande reforço para o cofre alvirrubro.

Papo de basquete
A festa na Panela de Pressão foi mesmo linda, apesar de aparentemente haver mais gente do que a capacidade do ginásio – o que é um perigo… Pena que a vitória não veio na abertura da série contra Brasília, pelas quartas do Novo Basquete Brasil. Por mais guerreiros que sejam os atletas do Itabom/Bauru, ficou bem difícil evitar o avanço dos atuais bicampeões [Atualizado: e não evitou; Brasília fechou em 3 a 0].

Sobre o afastamento de Douglas Nunes, foi o desfecho de uma relação que não era boa há tempos. Um jogador talentosíssimo cujo gênio forte e introspectivo não se encaixou no estilo família do grupo. Quando começou a ser preterido, não reagiu para mostrar serviço e reconquistar confiança. Seu jogo simplesmente murchou. Mas não é preciso execrar o rapaz, que prestou bons serviços – como aquele jogaço contra o Quimsa. Que seja feliz em outro time.

Eu, corredor
Ontem [domingo] venci mais uma etapa nessa nova vida de corredor. Mais uma prova de 5km. O trecho de subida até a Polícia Federal, “escalei” com dignidade. Sem caminhar um instante sequer, alternei o ritmo para chegar inteiro. Ótima sensação de dever cumprido, medalha no peito. Correr é muito bom.

Coluna da semana: tchau, Norusca; até breve, Itabom?

A despedida do Noroeste na Série A-2 e a saída da Itabom no basquete são o tema do texto publicado na edição de 30 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru. Esqueci de colocar a errata das contas mal feitas na conta anterior… Enfim, o assunto Itabom merece mais aprofundamento, mas é feriado e ninguém é de ferro.

As lições da temporada

O ano de 2012 ainda não acabou, mas a temporada do Noroeste, pelo menos em relação a prioridade, já acabou.

Como era esperado, o Norusca não conseguiu vencer o São Bernardo no ABCD. Se dependesse dessa vitória para subir, já era. Mas despediu-se antes do sonho. Sobre a continuidade da comissão técnica, vale questionar, imaginar cenário melhor, mas não dá para chamar de incoerente. Pensar em continuidade, planejamento, vislumbrar um futuro melhor é louvável. O que não impede concluir que Amauri Knevitz poderia ter despertado um espírito mais vencedor no elenco. O discurso sempre foi conformista – e particularmente não me conformo com a escalação do time reserva na última rodada da primeira fase.
Para não voltar o velho papo do “laboratório”, que fique bem claro: a Copa Paulista precisa ser jogada por quem estiver em Bauru. Como sempre, servirá para a molecada correr, mostrar serviço, assim como aqueles que não encontrarem posição em uma das divisões do Brasileiro – ao contrário do volante França, negociando com o Coritiba. O que tem que ser diferente dos anos anteriores é não fazer contratações para essa competição. Se faltar gente para completar o elenco, que se recorra ao sub-20, ao sub-17…
Se desde 2005 não se disputa a Copinha pensando em título, que não seja em 2012. Se após os insucessos contra o Penapolense falaram em imitar o adversário, que assim seja. Montar um base. Luciano Gigante e Fio formam a dupla de ataque em Penápolis há um século. Se vai dar certo na elite, é outra história. Mas funcionou na caminhada até esse momento histórico.
Balanço 
Realmente foi uma boa campanha, a do Noroeste, ao pensar que a preparação começou atrasada. Entretanto, a partir do momento em que o acesso tornou-se uma realidade, que o nível técnico dos adversários não era nada assustador, vale sim pensar que poderia ter sido diferente. A torcida fez sua parte, viajou atrás do time, encheu o Alfredão. A estreia na segunda fase com vitória sugeria bom aproveitamento em casa, mas foi só aquela… Enfim, leite derramado, lições aprendidas, 2013 tem mais.
Pontos positivos 
É possível citar muitos nomes que foram bem na campanha noroestina na Série A-2. O goleiro Nicolas é de time grande. Marcelinho só precisa tirar a dúvida se só joga com a camisa alvirrubra – pois foi mal no Santo André na Série B. Everton Garroni fez falta na reta final.
França foi o pulmão da equipe, enquanto Juninho se destacou apenas pelo chute perigoso. Velicka, que tanto se acreditava fazer a diferença na armação das jogadas, só jogou bem naqueles 5 a 3 sobre o Red Bull. Leandro Oliveira, apesar da fama de pipoqueiro na reta final, mostrou qualidade na finalização. Romarinho é um diamante bruto, que ainda precisa de mais lapidação.
Papo de basquete 
A notícia da saída da Itabom para a próxima temporada do Bauru Basket não chega a ser surpreendente, mas é de se lamentar. Ninguém, entretanto, pode questionar o quanto o frigorífico de Itapuí ajudou o basquete bauruense. Termina um ciclo vitorioso, que gerou histórias maravilhosas. Quem viu de perto a rebodunk (o rebote seguido de enterrada) de Larry Taylor sobre Franca, ou  a cesta por trás da tabela há poucos dias, ou o crescimento do menino Gui, a mão certeira de Fischer, inúmeras partidas emocionantes, vitórias heroicas…
Todos esses momentos patrocinados pela Itabom, que pode pegar uma cota menor, retornar lá na frente quando o mercado melhorar ou, até mesmo, salvar a pátria se nenhum patrocinador master aparecer – mas essa é uma crença particular, prefiro mesmo que outros investidores se tornem guerreiros. O retorno é garantido, o garra e o carisma do time agregam muito à imagem de qualquer segmento.

Coluna da semana: faça as contas, noroestino!

Atualizo (no dia 25/4) lá embaixo, porque queimei a língua e errei contas. As correções estão em bold abaixo das hipóteses equivocadas. Vou colocar errata na coluna do BOM DIA da próxima segunda.

Fiz todas as contas possíveis para o sonho do acesso noroestino. E comemoro com Larry sua naturalização. Confira o texto publicado na edição de 23 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Ainda dá

O empate do Noroeste com o Penapolense no último sábado foi uma ducha de água fria, mas o baque não pode ter acordado no domingo. O momento é de acreditar. Afinal, um time que ainda depende apenas de si tem mais é que manter o otimismo, junto com sua torcida. E ainda conta com uma ajudinha do surpreendente time de Penápolis – essa é uma das possibilidades. Vejamos o que os resultados da penúltima rodada, na quarta-feira (Noroeste x Red Bull, Penapolense x São Bernardo), projetam para a decisão do próximo sábado (São Bernardo x Noroeste, Red Bull x Penapolense).

Hipótese 1
Noroeste vence, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (e o CAP sobe). No sábado: Norusca precisa apenas empatar com o Bernô para voltar à primeira divisão.

Hipótese 2
Noroeste vence, São Bernardo vence. No sábado: Alvirrubro precisa vencer o adversário direto para não depender de nada. Se empatarem, o Bernô sobe e o Noroeste torce para o Penapolense ser goleado pelo Red Bull para ascender pelo saldo de gols (na verdade, o Noroeste teria que torcer para o Penapolense perder por qualquer placar – se o Penapolense empatasse é que iria pensar em saldo).

Hipótese 3
Noroeste empata, São Bernardo vence (e sobe). No sábado: o Norusca tem que vencer e torcer para o Penapolense perder para o Red Bull – se o outro jogo terminar empatado, a decisão vai para o saldo de gols, isto é, o Noroeste tem que golear e torcer para o Penapolense ter sido goleado na quarta, pois a diferença de saldo entre eles, hoje, é de sete gols.

Hipótese 4
Noroeste empata, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (nos dois casos dessa combinação, o CAP sobe). No sábado: Alvirrubro garante vaga somente se vencer, pois o São Bernardo é beneficiado pelo empate.

Hipótese 5
Noroeste perde, Penapolense vence ou empata com São Bernardo. No sábado: se o Norusca empatar, está fora. Tem que vencer e torcer por empate ou derrota do Red Bull, que entra na briga. Se ambos vencerem, vai para o saldo de gols.

Hipótese 6
Noroeste perde, São Bernardo ganha (é o que aconteceu na quarta, 25/4): com uma rodada de antecedência, Bernô e Penapolense classificam-se para a Série A-1 (o Red Bull está na briga, tem que vencer o Penapolense por quatro gols de diferença – o Norusca tem que torcer por isso e ainda vencer o São Bernardo por cinco ou mais!!!).

Cardápio do sofredor
Ufa, quanta conta. Se estiver desconfiado que jornalista não sabe fazê-las, pode pegar a caneta e rabiscar cada hipótese (rs) (me ferrei). Parece precipitado, muitos dirão para esperar a quinta-feira chegar. Mas recorte esta coluna e a tenha como cardápio da emoção durante a rodada de quarta, roendo as unhas com cada possibilidade – e acabando com o resto delas no sábado. Garanto que vai ser divertido. Porque, no futebol, sofrer é sinônimo de diversão…

Resumindo…
… o Penapolense precisa de apenas um empate nessa quarta-feira para entrar no mapa da elite do futebol paulista. E começar a se mexer para tornar o estádio Tenente Carriço apto a receber jogos da primeira divisão.

Papo de basquete
Talvez esteja no Diário Oficial da União de hoje. Se não estiver, ainda esta semana. Enfim, o estadunidense Larry James Taylor Junior é brasileiro de fato. Ele nasceu em Chicago, mas se perguntarem onde nasceu sua versão brasileira, dirá com orgulho: BAURU. Portanto, fica a sugestão para o Alinenígena aterrissar na Câmara Municipal para receber o título de cidadão bauruense.

Coluna da semana: Noroeste não pode mais errar

Nem tudo está perdido, mas o Norusca não tem mais o direito de errar… Confira o texto publicado na edição de 16 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru, que também fala do bom início do Itabom/Bauru nas oitavas do NBB4.

Terra arrasada?

Não, ainda não. O termo é o treinador do Noroeste, Amauri Knevitz, ao raciocinar que “quando ganha, nem tudo está certo, quando perde, nem tudo está errado, não é terra arrasada”. O problema é que, depois da derrota de ontem, o Noroeste não pode errar mais. A goleada sofrida em Penápolis surpreendeu o mais pessimista dos alvirrubros. Mas há tempo de corrigir esse trajeto.

Vice-líder, o Norusca ainda depende só de si. Se vencer Penapolense e Red Bull, os dois próximos jogos no Alfredão, fica perto da vaga. Mas é bom não comemorar dez pontos como o número do acesso. A nota de corte segura para a classificação para a Série A-1 é de 11 pontos. Quem chegar a essa pontuação não será alcançado pelo terceiro colocado. Já com dez, o passaporte para a elite pode ser decidido no saldo de gols — e é aí que a derrota de ontem ganha um peso desastroso no sonho noroestino.

Então, duas vitórias em casa e um empate com o São Bernardo, na última rodada: essa é a conta segura. Mas será preciso correr dobrado para alcançá-la. Um vacilo jogando em Bauru e adeus Paulistão.

Caminho mais fácil
Entre as combinações de resultados que recolocam o Noroeste na elite, essa é a melhor: se vencer os dois jogos no Alfredo de Castilho e o Penapolense ganhar do São Bernardo, em Penápolis, na penúltima rodada, os dois chegam a dez pontos e não podem mais ser alcançados. Essa é minha aposta – ou esperança…

Dúvida
Afinal de contas, é “o” Penapolense ou “a” Penapolense? Partindo do princípio que é o Clube Atlético Penapolense, é no masculino. Mas a Sociedade Esportiva Palmeiras é “o” Palmeiras… A maioria da crônica bauruense fala “a”, a imprensa de Penápolis diz “o”. Enfim, isso não vai mudar o preço do dólar, até porque o próprio site oficial do time não se decide – usa os dois gêneros em textos distintos – e também porque os torcedores preferem chamar de CAP ou Pantera.

Camisa 9
Se Zé Carlos foi decisivo em 2010, o Noroeste sofre este ano na posição de centroavante. Boka, Roberto, Diego… Ninguém se firmou. Mas daí colocar Nena de titular, só porque fez o gol salvador na rodada anterior? É notório que se trata de um atacante limitado. Tomara que volte a queimar a língua de todos. Se uma façanha dessa acontecer, que construam dois bustos na Vila Pacífico: para o artilheiro improvável e para o treinador que insistiu nele! Mas prefiro que Knevitz escale dois velocistas no ataque e deixe a opção de um trombador para o segundo tempo, se necessário.

Papo de basquete
Tudo leva a crer que o Itabom/Bauru fecha a série contra a Liga Sorocabana na próxima sexta-feira, em 3 a 0, depois abrir esse confronto das oitavas do NBB vencendo fora de casa. Após semanas de contusões, longas viagens, e desgaste (físico e emocional), o time volta aos trilho na hora certa. Se Larry Taylor e Jeff Agba estão jogando no limite de suas forças, Fischer e Pilar voltam inteiros e logo estarão no ritmo dos colegas. A ótima notícia é a boa fase de Gaúcho, o que melhora o revezamento na ala. Sem contar o trio de “moleques maduros”: Gui, Luquinha e Andrezão são a maior prova do potencial do projeto Bauru Basket. Os elogios da imprensa especializada a eles se multiplicam.

Premiado
Anote aí: Gui vai concorrer a pelo menos dois prêmios ao final da temporada: melhor jogador jovem e atleta que mais se desenvolveu – troféu que Andrezão também merece disputar.

Necessário
A relação Douglas Nunes/Bauru, hoje, não é das melhores. Marrento, quando ele está invocado em quadra, os pontos se multiplicam. Introspectivo, quando não protagoniza jogadas, murcha… No último sábado, jogou apenas 19 minutos e anotou apenas três pontos. É preciso uma conversa franca entre as partes para extrair o melhor desse jogador nessa reta final do NBB.

Coluna da semana: bom começo noroestino

Com atraso, mas em tempo, reproduzo aqui o texto publicado na edição de 9 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru, que fala da ótima vitória do Noroeste na abertura da fase decisiva da Série A-2 – hoje tem jogo contra o Red Bull. Falo ainda do momento do Bauru Basket antes da magnífica vitória sobre Brasília.

Vitória fundamental

Futebol é simplicidade, não tem o que inventar. Por isso o título acima, essa verdade absoluta: para retornar à elite paulista, estrear vencendo em casa na fase final da Série A-2 era fundamental para o Noroeste. Afinal, os dois próximos confrontos serão fora de casa. Era imprescindível (permita-me o clichê) fazer o dever de casa. E o Norusca fez. No sufoco, na raça, mas quem disse que vai ter jogo fácil? Mais uma vez, o acesso virá com sangue (rubro!) nos olhos, determinação em cada dividida, dando chutão sem ter vergonha.

Na agradável noite de sábado, tudo conspirava a favor. Mais uma vez fardado como deve ser (seja rubro, Norusca! – a campanha deu certo!) e com bom público (quase três mil pagantes) apoiando. Mas o São Bernardo jogou solto no primeiro tempo, merecia ir para o intervalo com a vitória. As vaias e a conversa no vestiário devem ter acordado o time. No segundo tempo, a atitude e a entrega em campo é que garantiram o triunfo. Porque os sustos continuaram, Nicolas (goleiraço!) salvou pelo menos dois gols certos deles, mas o Noroeste, finalmente, assustou os aurinegros do ABCD, com chutes de fora da área. Se não funcionou na articulação, que seja na bola aérea, que encontrou Thiago Junio (assim mesmo, sem o R) na pequena área completar de canela. Numa hora dessas, gol de canela é golaço.

Líder
Com o empate entre Penapolense e Red Bull, na outra partida do grupo, o Noroeste se isola na liderança. Contra esses dois times é que o Norusca vai decidir sua vida nos próximos quatro jogos, os dois primeiros fora de casa – dois empates já seriam bem-vindos – e depois decidir a vida no Alfredão, para não precisar do resultado no dificílimo confrontro contra o São Bernardo, lá na terra do Lula.

Invasão noroestina
Concordo com o Rafael Antônio, do Jornada Esportiva: é precisa pintar de vermelho o estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, nessa quarta. Um ônibus já está confirmado, no valor de R$ 5 e cada um arca com seu ingresso – faltam poucos lugares. Interessados devem procurar o Pavanello no telefone 3011-1936. Por ser quarta, a disponibilidade da galera é menor, mas noroestinos quem moram em Campinas e região ou mesmo na capital deverão reforçar a torcida. Para domingo, em Penápolis, a expectativa é de três ônibus partindo de Bauru.

Lamentável
A galera alvirrubra está em festa pelo rebaixamento do XV de Jaú para a quarta divisão paulista, é justo e essa é a graça do futebol. Mas não posso deixar de lamentar que esse vizinho e tradicional clube tenha chegado ao fundo do poço. Os noroestinos Pedro, Léo e Nathan participaram da campanha do Galo.

Papo de basquete
O Itabom/Bauru vive seu pior momento físico e técnico justamente no momento mais importante da temporada, a reta final do NBB. A derrota para a Liga Sorocabana na última sexta evidenciou o mau momento do time, que acumula lesões, desgaste físico e também (está saltando aos olhos) falta de entusiasmo em quadra. Mesmo sem Fischer, Pilar e Jeff, não seria normal (ou aceitável) perder para Minas jogando em casa. E os mineiros quase saíram de Bauru com a vitória. Se não vencerem Brasília amanhã, na Panela, os guerreiros terminam a primeira fase no sétimo lugar e encaram ninguém menos do que Franca, de cara, nas oitavas… Vencendo, o adversário será a Liga Sorocabana.
[Atualizado: o time reagiu na hora certa e vai para os playoffs com moral após bater Brasília em seu último compromisso na fase de classificação. Por outro lado, o que era iminente explodiu: Douglas Nunes destoando do grupo em relação a comprometimento, segundo Guerrinha.] 

Bom Mosso
Ele saiu do banco para decidir a partida de ontem [domingo]. Fez sete pontos decisivos no último período, inclusive os quatro últimos. O pivô Mosso, que passou boa parte da temporada quieto na reserva, chegou a não viajar em alguns jogos, mas nunca desistiu. O técnico Guerrinha relatou que o camisa 25 emocionou o grupo recentemente quando pediu a palavra e disse a todos para aproveitarem a oportunidade de defender Bauru, que oferece boa estrutura. Aos 30 anos, ele já dormiu no chão e comeu muito pão amassado Brasil afora. Disse que limpa a quadra se for preciso e que está à disposição mesmo que seja para jogar só um minuto. É desse espírito que o Bauru Basket precisa nessa reta final.

Coluna da semana: derrota para o União pode custar caro

O Canhota avisou semana passada e agora vem por aí um grupo fortíssimo e a decisão no estádio Primeiro de Mario, onde o Norusca é freguês. Confira o texto publicado na edição de 2 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Má escolha, Knevitz

Quando treinador noroestino Amauri Kenvitz decidiu que iria a campo com os reservas contra o União São João, na última rodada da primeira fase da Série A-2, assumiu um risco. O de ficar fora do G-4 e, consequentemente, não decidir em casa, na última rodada da fase decisiva, uma vaga na elite paulista. Focado em poupar jogadores e testar o elenco, o técnico dizia-se pouco preocupado com o chaveamento da segunda fase. Na verdade, ou subestimou o time de Araras ou imaginou ser difícil chegar entre os quatro. O Canhota10.com fez todas as contas durante a última semana e provou que não era uma missão das mais difíceis. Deu no que deu: se tivesse vencido ontem, o Norusca teria terminado em quarto. Mas a derrota para o rebaixado União de pouco serviu para extrair respostas positivas. Apenas revelou um banco de reservas fraco.

Knevitz perdeu a chance de decidir em casa. Em entrevista pós-jogo à TV Preve, disse não ver muita vantagem atuar no Alfredão, pela distância da arquibancada para o gramado. Disse que o adversário não se sente pressionado. Talvez porque nunca viu o estádio noroestino pintado de vermelho, com grande público empurrando o time, como aconteceu nos momentos decisivos dos dois recentes acessos à elite (em 2005 e 2010). E mais: como ignorar o fator gramado, com o qual os jogadores estão habituados?

Enfim, tomara que o Noroeste não precise da última rodada, que suba com uma de antecedência. Que toda a programação do treinador alvirrubro esteja correta e se concretize. Ele que deixou claro que queria a classificação entre os oito, mesmo que no último suspiro, no saldo de gols. No lucro, qualificado de véspera, tirou o pé. Mas vai para a decisão com o ônus de estar com um elenco desacreditado, que vem caindo de produção a cada rodada.

Em queda
Retire o último jogo, com reservas, e divida as outras 18 partidas em três momentos. Tanto no primeiro quando no segudo terço do campeonato, o Noroeste teve 61% de aproveitamento dos pontos. Na reta final, caiu para 50% e diminui seu saldo de gols para somente um positivo c nas partes anteriores, foram dois e quatro, respectivamente. Empatou demais, perdeu muitos gols e viu a condição física de seus atletas minar.

Ataque em crise
Com Boka oscilante, Knevitz esperava obter respostas no teste de ontem para ganhar opções no ataque alvirrubro, afinal, o reserva imediato, Diego, está novamente contundido. O menino guatemalteco Henry Lopez finalmente ganhou sua chance e não agradou. Nena, o centroavante que fez somente 20 gols nas últimas três temporadas, correu, correu e ainda não justificou sua contratação. Enquanto isso, sabe-se lá porque Roberto não ganhou nova oportunidade. Ele que, pelo menos, já fez dois gols no campeonato.

Os adversários
O São Bernardo teve uma arrancada impressionante: depois de começar perdendo os cinco primeiros jogos, venceu 11 dos 14 restantes. Tem em Danielzinho seu homem-gol, além do lateral-artilheiro Renato Peixe – olho nos chutes dele. E o Norusca é freguês em jogos recentes lá no ABC.
O Red Bull fez o caminho oposto do Bernô: começou impossível com sete vitórias consecutivas, depois desceu a ladeira e venceu apenas mais três nas 12 partidas seguintes. Leandro Love, conhecido dos noroestinos de seus tempos de Oeste, Marília e Linense, já marcou oito gols.
O Penapolense é sinônimo de dor de cabeça. Time encardido que complica no Alfredão e dificilmente perde atuando em seu acanhado estádio. Seu destaque é o de sempre: o veloz e ciscador Luciano Gigante.

Papo de basquete
Depois de encerrada sua participação na Liga das Américas, a maratona de jogos do Itabom/Bauru não para… A torcida é pelo breve retorno de Fischer e para que Larry Taylor consiga se recuperar a tempo de disputar os playoffs em boas condições físicas – após seu esforço heroico na partida contra o Pioneros, do México.
Atualizado: Larry jogou normalmente na noite de domingo, na vitória sobre o Bucaneros. Arriscando menos infiltrações, é verdade, mas suportou 35 minutos sem aparentar dor. Boa notícia. 

Coluna da semana: Noroeste em busca do G-4

De passo em passo, o Noroeste vai caminhando de volta à Série A-1. Mas para isso se concretizar é preciso entrar bem na reta final. É disso que falo (e do Bauru Basket também) na coluna publicada na edição de 26 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

2ª missão cumprida

A classificação antecipada para a próxima fase do Paulista Série A-2 foi a segunda missão cumprida pelo Noroeste nesta temporada. Afinal, não ser rebaixado era a primeira preocupação – logo afastada, pelo bom início, mas que chegou a ser uma hipótese forte quando não havia elenco montado a menos de dois meses do início do campeonato.

Agora, há mais uma missão na primeira fase antes de encarar a luta final por uma vaga na elite: ficar entre os quatro primeiros e garantir uma tabela melhor no quadrangular decisivo, com o último jogo disputado em casa. Faz uma diferença danada, ainda mais porque a expectativa de bom público é grande – pois já se parte de uma média recente na casa dos dois mil pagantes – para empurrar o Norusca. Golear o já rebaixado União São João em casa é a tarefa.

Números à parte, preocupa o Noroeste chegar previsível na hora da verdade. Corre muito no primeiro tempo, cria chances de gols – concretizando poucas – e cai de rendimento no segundo tempo. Foi assim também contra o Palmeiras B, anteontem. No fim das contas, o goleiro Nicolas é sempre exigido. Ainda bem que está numa fase brilhante.

Ataque encalhado
Uma pena que o time esteja falhando no ataque, apesar das inúmeras opções que o técnico Amauri Kenvitz tem. Para Velicka entrar no time, Leandro Oliveira (artilheiro da equipe) aproximou-se mais do centroavante. Isto é: atacante de ofício, titular, apenas um, Boka. E os que entram não têm agregado muito.
Diego tem sido o mais acionado recentemente, mas sua limitação física atrapalha seu rendimento. Roberto já teve chance, fez seus golzinhos, mas perdeu espaço até para Nena, recém-chegado que tem histórico recente de poucos gols na carreira. Romarinho, meia-atacante que se mexe muito, dá trabalho aos defensores, é o prata-da-casa pedido pela galera. Verdade seja dita: cisca bastante, tem potencial, mas também ficou devendo – e cansa no segundo tempo.
E onde estão Rafael Silva, Bruno Oliveira, Daniel Grando? Os dois primeiros chegaram com alarde e sumiram. E ninguém entendeu até hoje porque Grando ficou no elenco de 2012. E o baladado centroavante da seleção da Guatemala, Henry Lopes? Já está regularizado, quando vai para o jogo?
Claro que estou falando de alguma aposta nova no banco, alguém pra botar fogo nos 15 minutos finais de uma partida. Nenhuma revolução, apenas explorar melhor o numeroso elenco.

Gorduchinha 2014
É mesmo um simpático nome para a bola da próxima Copa do Mundo, o da Gorduchinha – apesar de achar a ideia de Caramuri, a fruta amazônica que é colhida a cada quatro anos, também sensacional. Mas o carisma de Osmar Santos, hoje artista plástico, porém eterno “animal” do rádio esportivo brasileiro, conta muito a favor. Quem quiser apoiar a campanha, o site oficial é gorduchinha2014.com.

Papo de basquete
O final de semana na Argentina, na disputa do torneio Interligas, valeu muito como bagagem para os jogadores do Itabom/Bauru. Os resultados eram a menor das preocupações do técnico Guerrinha – ainda mais porque quatro titulares estão fora, se recuperando fisicamente. “Um amistoso tem o peso de um mês de treinamento. Um torneio internacional, de uma temporada inteira!”, comentou recentemente o treinador.
Chamou a atenção a participação do ala norte-americano Nathan Thomas, recontratado às pressas para suprir as ausências de Fischer e Pilar. Pontuou bem contra os argentinos (11 pontos contra o Peñarol de Mar del Plata e 13 contra o Obras Sanitarias), ficou muitos minutos em quadra e vai tentando mostrar serviço para convencer Guerrinha a apostar nele na próxima temporada. Carisma e vontade, o gringo tem de sobra. Falta se encontrar taticamente, ter leitura de jogo. Trocando em miúdos, abandonar o estilo peladeiro.

Coluna da semana: Noroeste perdeu o jogo que podia

A derrota do Noroeste para o São Bernardo não foi de gerar sobressaltos. Assim como o Jogo das Estrelas poderia ter sido melhor. É disso que falo na coluna publicada na edição de 12 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

A última derrota

Há partidas que podem ser perdidas. Que estão na conta. Como essa do último sábado, quando o Noroeste perdeu para o embalado São Bernardo por 3 a 1. O time do ABC partiu da rabeira da tabela e já está no G-8, é adversário dificílimo no estádio Primeiro de Maio. Da mesma forma, perder três pontos para o Audax não foi nenhuma catástrofe – apesar de o placar dilatado (4 a 1) ter preocupado. Enfim, o Alvirrubro soma apenas três derrotas em 14 jogos, segue na zona de classificação. Mas foi a última derrota prevista. A partir de agora, o Norusca tem cinco compromissos para cravar sua vaga pelo sonho de voltar à elite.

Não há bicho-papão em nenhuma das próximas rodadas. Depois de amanhã, fora de casa contra o São José, páreo duro, mas é bom ir pensando em vencer para trazer pelo menos o empate. Em Bauru, no sábado (17), é obrigação bater o São Carlos. O mesmo raciocínio vale contra a ameaçada Santacruzense, mesmo no terreiro inimigo. A última partida longe da Sem Limites na primeira fase é contra o descompromissado Palmeiras B – é provável que haja mais noroestinos (alô, Sangue Capital!) do que alviverdes. Na rodada final, receber o hoje lanterna União São João será a cereja do bolo.

Nova diretoria
Na última quarta-feira foi eleita a nova diretoria noroestina. Segue Damião Garcia no comando, apenas de forma figurativa, devido à saúde debilitada. Pra valer, o principal gestor é seu neto João Paulo, 31 anos, que agora acumula as funções de vice-presidente e diretor financeiro. O discurso do novo homem-forte do Noroeste é tornar o clube autossustentável, a partir das categorias de base – para formar elenco principal, economizar em reforços e, depois, faturar com a venda de jogadores. Um grande desafio, pois normalmente boa parte do dinheiro em negociações de jovens atletas vai parar no bolso de agentes – o Brasil é o país dos atravessadores, em qualquer ramo…

Tudo na mesma hora
A diretoria do Noroeste solicitou que a partida contra o São Carlos, dia 17, fosse alterada das 15h30 para as 19h. A princípio, não consta que passará na Rede Vida. O novo horário coincide com a Liga das Américas de basquete, na vizinha Panela de Pressão. Por mais que se imagine que os públicos do futebol e do basquete sejam distintos – e não são totalmente –, não é bom para Bauru que um evento internacional tenha concorrência. A cidade deveria parar para esse momento histórico.

A verdade é que há despreparo para lidar com tamanho evento. Desatentos, os organizadores nem perceberam que, no site oficial da competição, Bauru é tratada como um bairro de São Paulo. É a capital do estado quem é descrita como sede do grupo D da Liga.

Papo de basquete
O jovem ala Gui mereceu o título do desafio de enterradas do Jogo das Estrelas, do NBB. Foi criativo e contou com o carisma e a colaboração de Larry Taylor para dar belas cravadas. A enterrada pulando o colega sentado na cadeira – que dá o passe – foi inspirada em uma enterrada do próprio Larry na liga mexicana, quando o Alienígena jogava por lá. E a sacada da capa do Batman, emprestando-a do mascote Jay-Jay, foi ótima para o voo final, com nota máxima.

Quanto ao evento todo, é positivo, vai ganhando corpo, a Liga Nacional está de parabéns. Mas se o basquete brasileiro busca renascimento, amadurecimento, precisa pedir à TV Globo para desviar do caminho do mero entretenimento. O leigo que parou para ver o jogo no sábado de manhã continua a ignorar o que é o Novo Basquete Brasil. A transmissão limitou-se, entre uma enterrada e outra, a ser um programa de auditório comandado por Tiago Leifert. Diversão com pouca informação, esse é o momento do esporte na Globo, tanto que reproduz uma ninhada de repórteres engraçadinhos – muitos deles não sabem a escalação do time em que atuam como setoristas.

Coluna da semana: Noroeste forte e o adeus da Luso

Foi um sábado de dúvida. Bauru Basket e Noroeste jogando quase no mesmo horário. Escolhi me despedir da Luso e perdi o jogão no Alfredão. Mas não me arrependi. Tem muito mais Alfredão pela frente e, de preferência, com Velicka no meio-campo. A seguir, texto publicado na edição de 5 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Velicka te dá asas!

Era o jogo-chave. O termômetro da capacidade do Noroeste nessa Série A-2. Receber o líder do campeonato – mesmo em má fase – e se impor no Alfredão foi a senha para o torcedor, definitivamente, acreditar no retorno à elite. O Alvirrubro está reconquistando sua torcida, jogando com garra e amor. Sim, o hino cabe aqui. Foi vitória máscula, de bater no peito e dizer que time grande no campeonato, de camisa (vermelha!) de peso, é o Norusca.

A torcida fez sua parte cantando sem parar debaixo de chuva, além de socorrer um dos seus que passou mal em jogo tão palpitante. Nicolas segue brilhante no gol, França não para de correr, Boka desencantou na hora certa. Mas esse jogo tem um protagonista.

Estivesse Nelson Rodrigues por aqui, não titubearia em eleger Velicka seu “personagem da semana”. Foi enorme a expectativa por sua escalação no meio-campo às vésperas do confronto. Cada vez mais apagado na improvisada lateral-esquerda, por 11 rodadas respeitou e atendeu ao pedido do treinador, foi disciplinado ao avançar pouco, deu carrinho, não reclamou. E por 11 rodadas acumulou o desejo de estar perto do gol. Na primeira oportunidade atuando onde sabe, dois gols na conta do canhotinho. E o Red Bull conheceu o verdadeiro potencial do Noroeste, com Velicka e Leandro Oliveira articulando juntos.

E tome dor de cabeça, das boas, para Amauri Knevitz, pois  Romarinho e Diego também têm condições de estar entre os titulares. A coluna já sugeriu experimentar Juninho na lateral-direita, já que ele tem velocidade e não pode sair, pois seu chute forte é um dos trunfos da equipe – e Everton Garroni pode resguardar suas investidas. Veja se fica bom assim: Nicolas; Juninho, Thiago Jr, Marcelinho e Alexandre; Garroni, França, Velicka e Leandro Oliveira; Romarinho e Diego.

É sabido que Knevitz gosta de ter um homem de área, foi assim também em 2010, com Zé Carlos. Mas o Norusca tem um passado recente glorioso com dois atacantes de velocidade, nos tempos de Paulo Comelli, como Leandrinho e Vandinho (em 2007), sempre com uma dupla de meias a servi-los – na ocasião, Bebê e Edno. De qualquer forma, opções de centroavante não faltam (Boka, Roberto e Nena) quando uma situação de jogo exigir essa referência.

Papo de basquete
A vitória tranquila no último sábado sobre Araraquara serviu para mostrar que o pivô Andrezão amadureceu. Alex Passilongo também teve oportunidade de ter mais minutos em quadra. Já Mosso, em mau momento, não entrou no jogo. “Assim como o Alex não entrou no jogo passado. Foi uma opção minha. Aqui não é amor e caridade, tem que entrar e jogar bem. Se André e Alex entraram bem, pra que tirá-los para pôr o Mosso? Que espere a vez dele, já teve sua chance. Todos tiveram sua chance, não poderão reclamar no final da temporada”, explicou Guerrinha, taxativo.

Tchau, Luso
Agora foi. O Bauru Basket se despediu do ginásio da Luso, a maior casa de espetáculos da cidade nos últimos anos. Os shows de Larry Taylor continuarão a partir de agora na Panela de Pressão. Que a Semel entenda a importância desse time e não crie empecilhos para o trabalho dos guerreiros. Por enquanto, tudo certo: o presidente Joaquim Figueiredo tem a chave do local e livre acesso. As cadeiras cativas, inclusive, estão sendo comercializadas. Para os três dias da Liga das Américas, o valor é de R$ 90 – arquibancada a R$ 60.

Estrelas bauruenses
Para o evento Jogo das Estrelas do próximo final de semana, Bauru está muito bem representado. Guerrinha será o treinador do time NBB Brasil, Larry e Jeff, titulares do NBB Mundo. Fischer está calibradíssimo para buscar o tricampeonato do desafio de três pontos – postou vídeo no Facebook em que acertou 38 arremessos seguidos! E Gui foi escolhido para concorrer nas enterradas. Antes da festa, o Itabom/Bauru tem partida importantíssima contra Franca, lá no Pedrocão.

Atualizado: Larry Taylor irá participar do Desafio de Habilidades.