Noroeste deverá emprestar atacante Vitor Hugo

Na minha coluna Papo de Futebol (no BOM DIA Bauru) da última segunda (23/1), relatei a insatisfação de familiares do atacante Vitor Hugo por causa de seu retorno ao time sub-20 do Noroeste – após participar da pré-temporada com o elenco principal. Pois ele terá chance no profissional, em outro lugar.

De contrato renovado até o fim de 2012, o atacante (que, segundo os parentes, ganha um salário mínimo) buscará experência longe de Bauru, pelo menos até o fim dos Estaduais.

Vitor Hugo deverá ser emprestado ao Assu, da primeira divisão do Rio Grande do Norte. A negociação deve ter se iniciado, provavelmente, pelo interesse do treinador do time potiguar, Ademílson Venâncio, que recentemente comandava a base noroestina e conhece bem o jogador.

Em contato com o clube, o BOM DIA ouviu que o negócio ainda não foi fechado. Questão de tempo.

Noroeste traz bom empate de Rio Preto na estreia da A-2

Velika chuta a gol: o craque do time jogou mesmo na lateral...

No dia em que perdeu um de seus ídolos, o goleiro Navarro (falecido aos 72 anos), o Noroeste estreou na Série A-2 trazendo bom empate com o América de Rio Preto (2 a 2).

Nem mesmo o fato de o time ter aberto 2 a 0 e cedido o empate no segundo tempo é motivo para lamentos. O badalado América, que emplacou boa estratégia de marketing com a chegada do agora cartola Marcelinho Carioca, era favorito para o confronto e viu, atônito, o Alvirrubro sair na frente. No segundo tempo, dominou as ações ofensivas e mereceu chegar à igualdade.

Se foi vacilo ou se o Norusca, pela curta pré-temporada, sentiu fisicamente, somente quem esteve no estádio Teixeirão pode dizer – comente! O que sei é que começar a cascuda segundona paulista com empate fora de casa é bom resultado. Vejamos como os noroestinos se comportam em casa, domingo, contra o Velo Clube. E tomara que Knevitz se convença de que Velicka tem que atuar no meio.

O Noroeste empatou jogando com Nicolas; Bira, Thiago Jr, Marcelinho e Velicka; Everton Garroni, França, Juninho e Leandro Oliveira (Betinho); Romarinho (Rafael Silva) e Boka (Roberto). Abaixo, mais um clique de Sidnei Costa, da parceira Agência BOM DIA.

França contra americano: bom empate

 

Lá e cá

Hoje a Camila Turtelli publicou foto em que apareço fotografando em jogo do Bauru Basket, em sua coluna no BOM DIA. No momento do clique, eu estava fotografando a dupla Camila e Juliana Lobato (a fotógrafa que fez o zoom incrível) para testar o zoom do meu novo brinquedo. Como se vê abaixo, não chegou nem perto da qualidade da foto da Ju.

na página 15, basta clicar na imagem

Camila e Ju Lobato de olho no jogo dos guerreiros

Bauru Basket: balanço do primeiro turno do NBB4

Números mostram que Itabom melhorou na defesa

É o que Guerrinha sempre diz: seus comandados se superam a cada jogo, com disciplina tática e garra na defesa, para manter o Bauru Basket, de modesto orçamento, entre os melhores do Novo Basquete Brasil. O time está mais entrosado e Larry Taylor já não brilha sozinho: a terceira colocação ao final do primeiro turno tem muito, muito mesmo, da fase fantástica de Jeff Agba, do chute calibrado de Fischer, de noites inspiradas de Douglas e da entrega de Pilar. Sem contar a força de Gui e dos importantes minutos em quadra dos demais jogadores para o revezamento, sobretudo Aleo, Gaúcho e Andrezão. Luquinha perdeu espaço, mas mostrou seu valor na LDO. Já Mosso e Alex Passilongo, hoje, são mais úteis em treinamentos do que nas partidas, o que também tem seu mérito. E Nathan foi só um sonho.

A seguir, números do Itabom/Bauru (com os destaques individuais) na primeira metade do campeonato nacional, confrontados com os de toda a fase de classificação do NBB3. Perceba que o time evoluiu na defesa, mas caiu no aproveitamento de arremessos e pontua menos – melhorou um pouquinhos nos lances livres, mas continua mal.

PONTOS
6º melhor ataque: 85,6 pontos marcados por jogo (Flamengo lidera: 91,5)
no NBB3: 4º (86,4)

2ª melhor defesa: 75,9 pontos sofridos em média (Flamengo lidera: 71,9)
no NBB3: 3º (77,8)

CHUTES DE 3
9º aproveitamento: 36% de chutes certos (Flamengo lidera: 44,1)
no NBB3: 1º (39,7%)

CHUTES DE 2
6º aproveitamento: 54,5% de acerto (Flamengo lidera: 61,6)
no NBB3: 6º (55,2%)

LANCES LIVRES
9º aproveitamento: 78,3% convertidos (São José lidera: 86,6)
no NBB3: 13º (72,1%)

ASSISTÊNCIAS
4º em passes decisivos: 14,8 por jogo (São José lidera: 19,5)
no NBB3: 5º (14,9)

REBOTES
1º no quesito! 34,5 por partida (São José em 2º: 33,5)
no NBB3: 2º (32,9)

BOLAS RECUPERADAS
3º em roubadas: 8,2 por jogo (Pinheiros lidera: 9,2)
no NBB3: 10º (6,8)

ERROS
4º que menos erra: 9,6 violações em média (Uberlândia erra menos: 8,9)
no NBB3: 1º (8)

FALTAS COMETIDAS
3º que menos para o jogo: 18,7 faltas por partida (Flamengo bate menos: 17,3; Paulistano bate mais: 23,8)
no NBB3: 3º (18,6)

FALTAS RECEBIDAS
12º que mais recebe infrações: 18,1 por jogo (Liga Sorocabana apanha menos: 21,9)
no NBB3: 10º (18,6)

Destaques individuais

LARRY TAYLOR
3º mais eficiente: 14,6 (Murilo, de São José, lidera: 18,1)
2º em assistências: 7,5 passes decisivos por jogo (Fúlvio, de São José, lidera: 18,1)
1º em roubadas de bola: 2,3 por partida
3º em minutos em quadra: 34,9 por jogo (Robby Collum, de Uberlândia, joga mais: 35,9)

JEFF AGBA
4º mais eficiente: 14,6
11º cestinha: 16,4 pontos de média (Sowell, de Franca, lidera: 21)
2º reboteiro: 9,4 por partida (Murilo, de São José, lidera: 9,7)
7º em enterradas: 10 no total (Cipolini, de Uberlândia, lidera: 28)
1º em chutes de 2 pontos! 89 bolas convertidas no acumulado

FISCHER
5º cestinha: 18,6 pontos por jogo
1º em chutes de 3! 43 bolas convertidas no total

DOUGLAS NUNES
2º em tocos: 16 no total (Murilo, de São José, lidera: 21)
8º em minutos em quadra: 33,1

PILAR
8º reboteiro: 6,6 por jogo

Para finalizar, vale a pena ler o texto de Guilherme Tadeu, do Basketeria, questionando-se porque não conseguer ver Bauru como um dos favoritos ao título do NBB4. Com bons argumentos, ele acaba por reforçar o que Guerrinha fala há anos: falta personalidade na reta final, nos momentos decisivos.

 

Coluna da semana: vai começar a Série A-2

Texto publicado na edição de 23 de janeiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da reta final de preparação do Noroeste e lança dúvidas sobre a reinauguração da Panela no dia 9 de fevereiro

Chegou a hora, Norusca

Quarta-feira, em Rio Preto, começa mais uma –  tomara! – subida do ioiô. Chegou a hora de confrontar o curto período de preparação do Noroeste contra os demais times da Série A-2. O clube compensou o atraso no início da pré-temporada com algumas contratações que, pelo menos no papel, têm tudo para dar certo.

O Norusca conta com alicerces em todos os setores. No gol, Nicolas já provou seu valor. Na defesa, mesmo ainda aguardando o experiente zagueiro De Lazzari ter condições de jogo, Marcelinho comanda. A dúvida na qualidade dos laterais será com o campeonato em andamento, mas meio-campo e ataque já estão bem desenhados. O volante Everton Garroni provou que será o xerife, protegendo a zaga e sendo a peça-chave para a mudança de esquema tático durante um jogo – o que comento mais abaixo. Na armação das jogadas, Velicka tem dois acessos no currículo com sua cadenciada canhota. E, no ataque, Boka será o novo Zé Carlos (herói em 2010), sendo referência na área. Rafael Silva, ex-Portuguesa, desponta como provável (e veloz) colega de ataque.

O treinador Amauri Knevitz repetiu a fórmula de outros colegas seus: reuniu atletas com os quais já trabalhou, que conhecem seu padrão de jogo. E não inventou no esquema tático. É precipitado cravar que o time terá condições de brigar por uma das quatro vagas na elite paulista, até pela quantidade de rivais fortes (como São Bernardo, Barueri, América, Santo André, Ferroviária e União São João). Melhor ir por partes: o mais importante, nas primeiras rodadas, é identificar se o Alvirrubro passará longe da zona de rebaixamento.

Tática móvel
Os dois jogos-treino deixaram claras as intenções de Knevitz em relação à forma de jogar do time – tanto observando o posicionamento em campo, quanto pelas entrevistas do treinador, que admitiu a possibilidade de variar do 4-4-2 para o 3-5-2. Basta  Garroni mudar-se da cabeça da área para a sobra dos zagueiros, tornando-se o terceiro defensor. É o esquema ideal para Velicka atuar na esquerda e abrir vaga para Leandro Oliveira no meio. Essa possibilidade, entretanto, mais aparenta insegurança com o lateral-esquerdo Alexandre. O preferido do técnico era Léo Nascimento, contundido. Prefiro o 4-4-2 com Velicka mais à frente. Mesmo que, para isso, o zagueiro canhoto Neto seja improvisado na lateral, apoie menos o ataque e deixe aquele lado para os avanços de Velicka, mais adiantado.

Giovanni lateral
Essa interrogação no lado esquerdo ganhará mais um candidato no início de março, quando Giovanni, que se recupera de cirurgia no joelho, estará pronto para retornar. Ele – que já jogou de volante e meia – disse à coluna preferir atuar na lateral, pois assim jogou com Knevitz em 2010. Em fase final de tratamento, ainda não teve a oportunidade de conversar com o treinador para saber onde pretende utilizá-lo. No último sábado, seu irmão Emerson atuou como titular do Santos no empate com o XV de Piracicaba, jogando exatamente na lateral-esquerda.

De volta à base
Um familiar do atacante Vitor Hugo se manifestou no campo de comentários do Canhota10.com mostrando indignação com o retorno do atleta à equipe sub-20, após participar da pré-temporada com o elenco principal. O Noroeste confirmou à coluna que o jogador retornou à base por opção da comissão técnica. Ele ainda tem idade para disputar o Paulista da categoria e, eventualmente, pode voltar a treinar com o time de cima. O contrato do jogador foi renovado por mais um ano. Segundo o familiar, ele ganha um salário mínimo.

Papo de basquete
Foi linda a festa da torcida na (suposta) última partida do Itabom/Bauru no ginásio da Luso. Agora, a expectativa é que o confronto contra o Flamengo, no próximo dia 9, seja na reformada Panela de Pressão. Alguns servidores municipais, entretanto, ainda se mostram reticentes sobre a data, devido ao volume de reparos que ainda faltam. Hora de correr!

Chutão 2012: faça suas apostas!

A brincadeira começou como um bolão na empresa, para ver quem acertava mais resultados nos principais eventos esportivos do ano. Uma graninha simbólica para estimular e pronto: o chutão virou tradição. Agora, ganhou a rede. Não há premiação, mas é diversão garantida. Trabalho caprichado dos amigos Thompson e Paulão.

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Bauru Basket se despede do ginásio da Luso com vitória tranquila

Foi um jogo bem esquisito, é verdade. Apagão no início do primeiro quarto, cesta contra – isso mesmo, Pilar se confundiu com um lado e anotou dois pontos para a Liga Sorocabana! -, e, como de costume quando os guerreiros enfrentam um time fraco, a partida vira pelada em alguns momentos. Foi um tal de bola pipocando na mão dos jogadores, erros bisonhos de passes, faltas um pouco mais imprudentes – pode, Arnaldo? – do que o habitual. De qualquer forma, ficou marcada como a última partida do Bauru Basket no ginásio da Associação Luso Brasileira, com direito a discurso emocionado do presidente Joaquim Figueiredo, em agradecimento – seguido da simpatia do Seo Zé, convocando a torcida a migrar para a Panela de Pressão.

Bauru venceu por 104 a 59 e fechou o primeiro turno em terceiro, com 11 vitórias e três derrotas. Classificado para o Interligas pela primeira vez.

Durante a transmissão da partida, o Jornada Esportiva ouviu profissionais da Recoma (empresa responsável pelas reformas de teto e piso), que garantiram a quadra da Panela entregue antes do dia 9 de fevereiro – data do jogo contra o Flamengo. Está nas mãos da Semel, então, a responsabilidade de deixar o palco apto para essa grande festa. Questionado pelo repórter João Paulo Benini sobre o prejuízo técnico de enfrentar o Rubro-Negro em um piso desconhecido, após pouco tempo de treinamento na nova arena, Guerrinha viu coerência na preocupação de JP, mas disse que é preciso pensar no projeto neste momento, pois considera ser importante dar esse passo adiante, ainda mais com a grandeza do adversário.

Fischer foi o cestinha do jogo com 29 pontos (e 9 rebotes, quase um inédito duplo-duplo!). “Acho que ele nunca fez isso na vida. Nem com a mãe dele fazendo o scout!”, brincou Guerrinha.

O Gatilho de Ouro ainda teve a honra de fazer a última cesta do ginásio, que em breve deverá ir ao chão. “Foi emocionante. Minhas melhores lembranças do basquete estão aqui dentro desse ginásio. É uma pena. A torcida fica muito próxima, conheço muitos torcedores por nome, somos convidados para os aniversários dos filhos. Mas, pelo menos a última bola foi de três, tinha que ser, vai ficar pra sempre…”, disse o camisa 14.

Sobre a Panela, ele espera contar com mais gente apoiando o time – e conhece a pressão de lá. “Já joguei muitas vezes lá, na época da Hebraica. Contra o Tilibra era dureza, a gente jogava, jogava e olhava para o placar… 20 pontos atrás. É um ginásio intimidador, a torcida de Bauru sempre acompanha. Vai ser um grande momento do basquete da cidade, espero que seja mais um degrau que possamos subir, com mais torcida, mais bilheteria. Muita coisa vai acrescentar”, comentou.

Perguntei ainda a Fischer sobre o nível da partida, do adversário, sobre como o time conduziu a vitória tranquila. “Por ser estreante no NBB, Sorocaba está fazendo uma ótima campanha, já venceram equipes grandes. Mas não deixamos eles jogarem, não permitimos que desenvolvessem tudo o que podem. Mas é claro que, com a folga no placar, tentamos alguma jogada diferente, que numa situação normal não tentaríamos”, concluiu.

Outros destaques no scout de Bauru: Larry “discreto” (7 pontos, 9 assistências e 4 roubadas), Thyago Aleo (11 pontos e 6 assistências) e mais um duplo-duplo de Jeff Agba (16 pontos e 10 rebotes). A seguir, algumas fotos do confronto e, mais abaixo, a habitual entrevista com o técnico Guerrinha.

Douglas Nunes em lance livre: 14 pontos no jogo (3/4 em chutes de três)

Aleo marca o arisco norte-americano Dawkins, que se desdobrou em quadra (18 pontos em 41 tentados)

Jeff Agba no rebote: ele está numa temporada inspiradíssima e já caiu as graças da imprensa especializada Brasil afora

Já o Jeff deles, Trepagnier (que já jogou no Denver Nuggets, na NBA), anotou 18 pontos (metade em chutes de três) e tomou um toco fantástico de Andrezão

Casa cheia: torcida lota uma partida que, normalmente, seria de menor interesse, para se despedir da Luso

ENTREVISTA COM GUERRINHA

A cesta contra de Pilar (pergunta de um colega do Jornal da Cidade)
“Do Pilar você pode esperar tudo! Já entramos num jogo, uma vez, com quatro em quadra e o Pilar no banco… Ele é desligado, mas a intensidade e a vibração dele na quadra contagia.”

Bauru teve duas derrotas lamentadas, daquelas que poderia ter ganho (Uberlândia e Brasília). Se vencesse, seria o líder com folga. Isto é: Bauru é um time forte que pode sonhar com o título do NBB?
“Existe temporada regular e playoff. Temos uma equipe muito coesa, que trabalha passo a passo, com foco, que mantém a concentração. Algumas equipes não têm esse trabalho, apesar do potencial. Quando chega o playoff, as equipes com jogadores de categoria, vêm com a mesma concentração que a nossa e têm mais experiência. Não vou ficar aqui rezando a cartilha, mas isso faz a diferença. A gente espera que a cada campeonato possamos dar um passo à frente, melhorar. Fico muito feliz de ver que o Fischer, que quando chegou aqui só tinha arremesso, hoje marca, dribla, dá assistência. Dá alegria ver o Gui, que foi dispensado de Garça porque errou uma bandeja, hoje é uma realidade, que com certeza, se continuar com a mesma humildade e trabalho, pode ser convocado para a Seleção Brasileira no futuro. O Jeff é um bom jogador, mas demos uma ‘repaginada’ nele para jogar no basquete brasileiro. Todos que vêm pra cá crescem. Quem não cresce, a gente libera e traz outro.”

Quimsa, da Argentina, Leones, do Chile, e Brasília. Que análise faz do grupo bauruense na Liga das Américas?
“Nesse nível, não tem muita escolha. Nossa vantagem é jogar em casa. Temos condições de classificar para a segunda fase e ficar entre as oito melhores equipes da América, mesmo com uma equipe que nunca disputou um campeonato desses. Mas estaremos com casa lotada, com vibração. E o time está bem treinado, você sente que está sobrando fisicamente, tecnicamente, taticamente. Dá gosto de ver. Parece o meu Santos jogando!” 

Confira os jogos do Itabom/Bauru na primeira fase da Liga das Américas

A FIBA Américas confirmou 14 dos 16 participantes da Liga das Américas 2012. Pendentes, dois times que integrarão o grupo B (o campeão da Liga Sul-Americana e mais uma equipe indicada pela entidade, que está tapando buracos das desistências de clubes uruguaios). Também está pronta a tabela da fase inicial da competição (sem confirmar as sedes). Os jogos do Itabom/Bauru, supostamente em Bauru, serão de 16 a 18 de março. Supostamente porque está nas mãos da Prefeitura deixar a Panela no jeito e também viabilizar financeiramente a organização do evento – lembrando que será televisionado pela Fox Sports e trará gente e dinheiro para o turismo local. E a tabela já contempla o Bauru Basket no jogo principal, o de fundo, nas três rodadas. Estão no grupo D, dos guerreiros, Brasília, Leones de Quilpué (Chile) e Quimsa (Argentina). Confira os jogos!

GRUPO D
Rodada 1 • 16 de março

18h • Quimsa (ARG) x Brasília
20h • BAURU x Leones (CHI)
Rodada 2
16h • Leones (CHI) x Quimsa (ARG)
20h • Brasília x BAURU
Rodada 3
17h30 • Leones (CHI) x Brasília
20h • BAURU x Quimsa (ARG)
* A FIBA Américas não especifica qual o fuso dos horários informados.

Demais grupos da Liga das Américas 2012:

GRUPO A (24 a 26 de fevereiro): Vivo/Franca • Union de Formoza (Argentina) • Fuerza Regia (México) • Pioneiros de Quintana (México)

GRUPO B (2 a 4 de março): Regatas Corrientes (Argentina) • Bucaneros de La Guaira (Venezuela) • (campeão da Liga Sul-Americana) • (indicação FIBA Américas)

GRUPO C (9 a 11 de março): Cia. Do Terno/Romaço/Joinville • Cocodrilos (Venezuela) • Capitanes de Arecibo (Porto Rico) • Leones de Santo Domingo (Rep. Dominicana)

Entrevista com Vitor Vieira, novo presidente da Sangue Rubro

Confesso que nunca fui fã de torcida organizada e exemplos não faltam para justificar essa minha postura. Mas não sou teimoso e sei dar o braço a torcer. Quem vê a dedicação incansável do Pavanello, lê os relatos do Henrique Perazzi de Aquino, conversa cinco minutinhos com o Marcão Shopping ou testemunha a admiração do Gustavo Duarte, sabe que a Sangue Rubro é uma torcida diferente, que tem uma tradição a zelar – e raríssimos arranhões nessa história de 25 anos. E vêm outros tantos pela frente, ainda mais agora que confia a um garoto de 18 anos a responsabilidade de presidi-la. O Canhota 10 entrevistou o novo presidente da organizada noroestina, Vitor Vieira, o Vitinho. Ele não afinou para nenhuma pergunta e tem um discurso firme. Que tenha sorte em seu novo desafio e que a Sangue continue a torcer meu braço.

Liderar uma agremiação aos 18 anos é um grande desafio. O que o fez se sentir preparado para encará-lo? Como irá conciliar com sua vida particular?
Realmente é um grande desafio. Afinal a torcida tem 25 anos, inclusive a entidade é mais velha do que eu. E isso me deixa muito motivado e preparado para encarar tudo. Pela história que a torcida tem. É algo que vem sendo conservado de muitos anos e tem que ter muita responsabilidade e dedicação. Acho que será bem tranquilo conciliar com minha vida particular. Minha família sempre me apoiou, apesar de todos torcerem para um time da capital. Este ano pretendo fazer faculdade de Educação Física e trabalhar. Vou saber separar um de outro.

Qual a importância na figura do Pavanello nesse momento de transição?
O Pavanello nesse momento é de fundamental importância para mim, apesar de eu já ter quase cinco anos de torcida. Ele é mais experiente, ele vive a torcida antes mesmo de eu ter nascido, é um ícone pra mim. Ele me deixou bastante confiante desde o momento que falou que vai me dar todo o suporte no meu mandato, assim como os outros diretores também. Somos uma família mesmo e todos temos que correr junto pelo nosso principal objetivo, cada um ajudando outro de alguma forma.

Você chegou a apresentar metas antes da eleição? Quais são as prioridades do seu mandato?
Não apresentei nada. Acredito que eles reconhecerem meu trabalho como diretor nestes anos de torcida. Sempre tive empenho em tudo que eu fiz por ela, e vou continuar tendo com certeza. Em meu mandato eu pretendo dar continuidade ao excelente trabalho que o Renato vinha fazendo. Materiais de primeira qualidade, novas faixas, eventos, etc. Coisas simples que com competência fazem grande diferença em uma torcida.

É claro que não é possível controlar o comportamento de todos os associados. E não é incomum no Brasil que alguns torcedores usem drogas ou a pratiquem atos violentos enquanto uniformizados. Se você souber de infrações cometidas, quais medidas irá tomar?
Isto é um assunto complicado, mas não admitimos isso em nossa entidade. Hoje, por exemplo, somos filiados a associações (como Ministério Público, Federação Paulista de Futebol, Polícia Militar e outras) que tem o intuito da paz e não da violência, que vemos sempre nas mídias, e cobramos isso de todos os membros da torcida. Hoje as coisas mudaram, não são mais como antigamente em que a maioria dos jogos tinham brigas. Existem multas, punições para torcidas que cometem infrações como a violência. Outro exemplo que posso citar, são nossas amizades com outras torcidas pelo interior de São Paulo. E se você tem respeito pela torcida do time adversário é muito difícil que haja algum confronto, criando assim o clima de paz nos estádios.

Como está a agenda da Série A-2? Em quantos jogos fora de casa pretendem ir apoiar o time?
A agenda começou desde os jogos-treino e os jogos da Copa SP de futebol júnior. Na série A-2 não vai ser diferente, estaremos presentes em todos os jogos. Mesmo se estivermos em uma um pessoa ou em 200 pessoas. O Noroeste nunca vai jogar sozinho.

A Sangue tem uma posição política definida a respeito da administração Damião Garcia? Qual a sua opinião sobre a atual diretoria?
Sim. Acredito que cada membro, cada diretor da torcida tem sua posição diante da diretoria. A minha opinião é que o Sr. Damião fez muito pelo Noroeste, fez. Hoje já não é tudo aquilo. As coisas passaram, diretores vieram e se foram. Muita coisa ruim aconteceu. Infelizmente continua a mesma coisa de alguns anos para cá. Se tivéssemos agarrado algumas oportunidades, que não foram aproveitadas, poderíamos estar melhor em certos campeonatos. Acredito que este ano a diretoria possa acrescentar algo. Já tivemos alguns projetos bons do marketing. Espero que dê tudo certo.

Qual é a relação da Sangue, hoje, com a instituição Noroeste? Recebem algum tipo de ajuda?
Atualmente não temos relação alguma quanto a ajuda. Nos últimos anos, tivemos ajuda de ingressos e em algumas viagens. Este ano, inclusive, nós estamos ajudando o clube a vender os passaportes no centro de Bauru. Este ano as coisas estão mais difíceis, tanto pra nós quanto para o clube.

Qual o time do Noroeste que mais o encantou? E a escalação inesquecível que vem à sua memória?
Eu acompanho o Noroeste desde 2003. Acredito que os times de 2005, em que subimos para a Série A-1 no jogo histórico contra o Bandeirante e também quando conquistamos a Copa Federação Paulista em cima do Rio Claro, e o time de 2006, com a melhor colocação da história no Campeonato Paulista e o título do Interior, ficaram em minha memória. A escalação seria: Maurício (ou Mauro); Paulo Sérgio, Edmílson, Fábio Ferreira, Bonfim e Marcelo Santos; Gilmar Fubá, Luciano Santos e Luciano Bebê; Rodrigo Tiuí e Otacílio Neto.

O que está previsto para 2012 em relação a ações sociais?
Como em 2011, em que fizemos algumas boas ações, em 2012 pretendemos aumentar essas ações. Afinal, ajudar quem realmente precisa é fundamental. Nosso projeto como sempre é arrecadar uma roupa, um alimento, algo que uma pessoa necessita. Pretendemos fazer um projeto desse a cada dois meses. E esperamos que todos tenham consciência e possam colaborar mais conosco.

Vitinho leva o Norusca na pele! (fotos de arquivo pessoal)

Noroeste vence mais uma e Knevitz tem cartas na manga

Não pude ir ao segundo (e último) jogo treino do Noroeste, preparando-se para a Série A-2, contra Osvaldo Cruz (vitória por 4 a 0, gols de Leandro Oliveira, boka, Velicka e Everton Garroni). Ouvi, porém, os cronistas – ouvidos por Jota Martins, no Giro Esportivo da 87FM.  O repórter bom de bola é fera nisso, busca a palavra dos colegas, mesmo da concorrência, afinal estamos todos no mesmo barco. E pela escalação e a coletiva com Amauri Kenvitz, e por ter visto o time jogar semana passada, consigo rabiscar algumas impressões.

Até a coletiva de Knevitz, havia achado estranha a escalação do meia Velicka na lateral-esquerda. Mas, afinal, jogo-treino é para testar e o treinador afirmou que pensa, sim, nessa opção para a saída de bola ganhar qualidade. Particularmente, prefiro Velicka lá na armação, tem tudo para ser o maestro alvirrubro – e Leandro Oliveira desponta para ser seu parceiro, alterando o losango para o quadrado no meio-campo, ficando com apenas dois volantes. Antes, porém, o meia que veio do Paraná tem que ganhar a concorrência de Juninho, que dizer ter ido muito bem ao explorar seu maior potencial, o chute de longe.

Interessante a escalação de Romário no ataque, o garoto está com moral. Não mais do que Boka, que já se configura como candidato a goleador do time. E a atuação de Rafael Silva, que já havia chamado a atenção em um coletivo, foi elogiada. Com isso, o técnico tem dúvidas para formar o time titular, o que é muito bom, pois sinaliza que o elenco tem opções. Vejamos:

• Yuri ou Nicolas no gol? Nicolas começou os dois amistosos. De qualquer forma o Norusca estará bem servido.

• Bira parece ter ganhado a posição na lateral-direita, mas se contundiu e vira dúvida para a estreia – voltando Mizael a ganhar terreno.

• Quando o experiente beque-central De Lazzari se recuperar, terá trabalho para tirar Thiago Jr. do time, que vem ganhando confiança ao lado de Marcelinho.

• Alexandre está na frente de Pedro na disputa pela esquerda, a não ser que Kenvitz insista com Velicka na lateral – tomara que não…

• Everton Garroni é absoluto como primeiro volante e fez até gol no jogo-treino, apesar de não avançar muito. Desponta como um dos líderes da equipe.

• França e Juninho também têm a confiança do treinador e deverão começar o campeonato como titulares – ainda mais em uma estreia fora, contra o badalado América.

• Se Velicka for confirmado na meia, Leandro Oliveira se transforma no décimo segundo jogador do time.

• Daniel Grando parece já ter perdido espaço, resta saber quem assumirá a dupla com Boka: Romário ou Rafael Silva?

O Noroeste iniciou o amistoso contra Osvaldo Cruz com Nicolas; Bira, Thiago Jr., Marcelinho e Velicka; Everton Garroni, França, Juninho e Leandro Oliveira; Romário e Boka. Depois de algumas alterações, Velicka foi para o meio e o time rendeu mais, deslanchando o placar.

O Alvirrubro terminou a atividade com Yuri; Mizael, Thiago Jr., Neto e Alexandre; Everton Garroni, Kasado e Betinho; Daniel Grando, Rafael Silva e Roberto.