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Noroeste inundado em ações trabalhistas…

O ambiente no Noroeste estava incomodamente traquilo até outro dia… Todos na expectativa de novidades em relação a investimentos para salvar a vida financeira do clube. Surgiram três vias: a oficial, que já formatou uma empresa composta por cotistas e cuja proposta está nas mãos do Conselho Deliberativo; aquela em que o cantor Sorocaba investiria por aqui, mas disposta a ver a atual gestão fora do clube; e a que não passou de especulação, a partir de proposta nas mãos do ex-diretor Vitor Hugo. Nenhum delas animadora, pois a conta não fecha, o Norusca não tem potencial de, a curto prazo, devolver em venda de jogadores o dinheiro investido. Isto é: quem garante que não pulem do trem lá na frente? Sorocaba, aliás, já desistiu.

E se é pouco provável que o clube consiga vender mais de R$ 1 milhão por ano de suas promessas, ralando na Copa Paulista e roendo o osso na Série A-3, imagine com a avalanche de ações trabalhistas que pipocou nos últimos dias! Foi aí que a (suposta) traquilidade acabou. A credibilidade do clube, já abalada, vai definhando.

A lista é enorme e a soma das indenizações, se o Noroeste for condenado em todas elas, é preocupante. A curto prazo, não resta outra alternativa, senão rescindir os contratos dos jogadores — quem foi o gênio que os assinou até dezembro??? — e atuar na Copinha exclusivamente com a molecada, de baixo custo. Só assim o mês vai ficar menos pesado.

Por falar em mês, o Canhota 10 questionou a assessoria de comunicação do Noroeste a respeito dos balancetes de março e abril. Segundo o clube, eles serão publicados em breve — no aguardo. Perguntei também sobre as contas da partida Oeste x Santos. Alegou-se que foram apresentadas e aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Enfim, uma grande dúvida — a quase inconcebível afirmação de que houve lucro irrisório para o Alvirrubro — vai continuar no ar…

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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