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Entenda por que o hit do White Stripes embala o Bauru Basket

Arthur Sales conta como foi escolhido o hit que embala os guerreiros na Panela de Pressão

(Aconselha-se ler esta reportagem curtindo a música — clique aqui para ouvir. Parabenizo o Arthur pela bela sacada e excelente texto)

Arquivo pessoalPor Arthur Sales*

O som que está caindo nas graças da torcida bauruense veio de Miami.

É comum as equipes de basquete terem seus rituais para entrar em quadra e com o Paschoalotto/Bauru não é diferente. Na temporada passada, os bauruenses usavam como inspiração a entrada do Phoenix Suns, da NBA, com os jogadores unidos em uma roda balançando de um lado para o outro, esquentando o clima para o jogo. Nesta temporada, a temperatura está ainda mais alta com a nova apresentação do Dragão.

A inspiração veio de novo da NBA, mas dessa vez os atletas foram até os Estados Unidos para importar o que está se tornando o novo hit na Panela. Tudo começou quando Gui, Ricardo Fischer e Andrezão ganharam uma viagem para Orlando do patrocinador da equipe, pelo desempenho destacado no título da Liga de Desenvolvimento (Gui, além de ter participado da campanha do título, foi bicampeão do torneio de enterradas no fim de semana das estrelas e jogador que mais evoluiu no NBB5; Andrezão foi o jogador mais eficiente da LDB; Ricardo Fischer, o melhor jogador jovem do NBB).

Como bons basqueteiros, os três planejaram assistir a algum jogo da NBA, mas conseguir um ingresso não foi tão fácil como eles esperavam. “Procurei antes se tinha jogo em Miami [era época das finais de conferência entre Heat and Pacers] e tinha, a gente tentou comprar por aqui e não conseguiu. Deu o maior rolo com pagamento, essas coisas. Então, resolvemos ir na ‘caruda’ e arrumar os ingressos na hora”, contou Andrezão. A tentativa acabou dando certo, mas com um preço um pouco salgado. “Acabamos conseguindo umas entradas mais caras, mas em uma posição muito boa”. E foi nesse jogo que a melodia da música Seven Nation Army, da banda americana The White Stripes, que ganhou projeção mundial no mundo esportivo depois do título da Itália na Copa de 2006, começou a entrar na história da equipe bauruense.

O clima criado na arena na apresentação dos times foi uma das coisas que marcou os jogadores de Bauru, destacou Gui. “Ter ido assistir um sétimo jogo de final de conferência da NBA foi com certeza uma coisa muito surreal, eles valorizam muito o jogo de basquete e o show que se cria em volta é fantástico”.

Fernando BH/Canhota 10Depois da vitória do Heat, que acabou campeão da NBA contra os Spurs na sequência, os três voltaram a Bauru com a ideia de eleger a música como tema para o ritual de entrada desta temporada. “Chegando aqui, a gente resolveu, falamos para o pessoal: ‘Vamos fazer?’ Todo mundo aceitou, o time inteiro está fazendo. Quem está meio dormindo já acorda também, já começa a pular, se bater e começa a esquentar para o jogo”, revelou Andrezão.

O técnico Jorge Guerra aprovou a escolha pela maneira como a torcida acolheu a nova entrada da equipe: “Achei muito legal a torcida junto com eles, eles no túnel… Essa troca de energia da torcida com o time é muito legal”. E lembrou que, na sua época, entradas como essa não aconteciam. “Era muito diferente da dinâmica de hoje, antigamente não tinha esse ritual. Era vai lá e joga. Só em nível internacional tinha apresentação. Começou a ter com influência da NBA só no final da minha carreira”, contou.

Aos poucos, o som marcante da música do The White Stripes vai tomando conta do ginásio nas entradas do Paschoalotto/Bauru Basket e pode se tornar um fator a mais para ajudar a Panela a ferver nos playoffs do Campeonato Paulista, que se aproximam.

*O jornalista Arthur Sales é o repórter do Jornada Esportiva nos jogos do Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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