Categorias
Bauru Basket

Guerrinha: “Não estamos na zona de conforto”

Guerrinha reforça que Bauru Basket segue focado no Paulista e não relaxou: “Somos humanos e podemos perder”. Confira a entrevista

Conforme prometido na crônica da vitória do Paschoalotto Bauru sobre Rio Claro, aí está a entrevista pós-jogo de Guerrinha, que falou sobre vários temas a mim e ao Arthur Sales, do Jornada Esportiva. Comentou que aposta no elenco atual, mas não dispensa a possibilidade de vir um gringo para o NBB; não concorda que o time esteja numa zona de conforto, depois de jogar mal contra o modesto Rio Claro; comentou a má fase de Gui; e projetou o que a equipe deve fazer nesse restante de segundo turno, pensando nos playoffs — vem aí uma sequência de quatro jogos fora. Confira!

Aposta no elenco
“O time para o Paulista e o Sul-Americano é este. Para o NBB, existe possibilidade, mas já conversamos que vamos trabalhar este time. Lógico que, lá na frente, temos um investimento e um objetivo de chegar mais longe. Um jogador pode não ir bem e existe a possibilidade de contratar um estrangeiro, porque no mercado interno não tem desse nível. Mas será que se vier um estrangeiro, vai jogar melhor do que o André está jogando? Acho difícil. Estamos felizes com esses jogadores, o time está bem.”

Fernando BH/Canhota 10Reação dentro de quadra
“Eu fico satisfeito com a vitória, que partiu muito deles, dentro da quadra. Eu tentei várias coisas, mas não consegui transmitir nada para eles. Não absorveram, acharam que em qualquer momento ganhariam. Eu não consegui trabalhar hoje, ter uma energia com eles, pois alguns estavam desfocados. Quem teve que chamar o jogo foram o Larry, o Lucas [Tischer] e o Murilo. É a função deles mesmo, são experientes para isso.”

O peso do favoritismo
“Ninguém está acima de ninguém. Todo mundo é humano, pode jogar mal, perder… O adversário sempre vai jogar com a gente tranquilo, relaxado, pois perder aqui é normal. Veja como é contraditório: temos uma derrota e não podemos perder. Tem aquela responsabilidade. Independentemente de jogar bem ou mal, ganhar ou perder, isso vai agregando valores, temos que tirar proveito, não é só mil maravilhas. Se ganhar todos os jogos assim e for campeão no final, está bom. A gente sabe que nossa realidade é bem melhor do que a de Rio Claro, não era para ser um jogo assim, mas o campeonato é difícil.”

Sem zona de conforto
“A equipe não é o dream team, eu não sou o melhor técnico, ninguém é o melhor jogador. É um bom conjunto, uma boa equipe que está jogando bem. Nós não estamos em zona de conforto. Claro que não pensamos em perder para o Rio Claro, mas em basquete isso pode acontecer. Jogo com essa dificuldade foi até mais gostoso para a torcida, que participou junto… Veja a vibração do Murilo na hora que meteu uma bola. Ele está treinando, hoje veio cedo tentar vários chutes, pois ele tem que pôr arremesso no jogo dele, como o André colocou.”

Fernando BH/Canhota 10A má fase de Gui
“Falei bastante com o Gui, que não está conseguindo jogar e ficando apático. Não pode. Tem que continuar. As coisas não acontecem como quer, vai fazer birra? O Gui não está sendo mal educado, mas está deixando o jogo. Falei pra ele: tem rebote, tem batida pra dentro, tem bola recuperada, tem defesa, toco… Ele marcou bem, mas pode ajudar mais no ataque também.”

Lição
“Jogador é igual filho, eu tenho três. Você fala, fala, mas ele tem que errar para aprender.”

Sequência do returno
“O ideal, pra gente, é ganhar do Paulistano e do São José para jogá-los para baixo. Teoricamente, se continuarmos ganhando, de Franca, XV, Jacareí, serão vitórias importantes. Agora, esses quatro jogos fora, o ideal é ganhar todos, temos equipe para isso, mas eles também e temos possibilidade de perder. Nosso time está bem, crescendo. Infelizmente, perdemos o Ricardo nesse momento, pois teríamos outro tipo de revezamento e usaríamos o Larry de 2, que descansaria mais. Espero que para os playoffs ele volte no ritmo.”

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *