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Na raça, Paschoalotto Bauru vence Mogi e segue vice-líder

Bauru supera problemas físicos e bate Mogi na Panela. Confira crônica e bastidores

(Direto da Panela) Apesar de não ser um talento das lentes, gosto de fazer também o registro da imagem. Mas, como não consegui nenhuma foto boa de Thiago Mathias, o personagem do jogo, esta acima é do Henrique Costa, assessor do Bauru Basket. O cincão bauruense não treinou durante toda a semana, com problemas na virilha esquerda (músculo adutor), e nem ele imaginava que iria para o jogo. Mas foi para o sacrifício e fez uma partidaça. Evitou alguns movimentos, excedeu-se em outros e sabe-se lá como estará para o próximo jogo… O armador Ricardo Fischer, com dores na coxa após uma pancada, também foi poupado para ter condições de atuar nesta vitória suada contra Mogi, por 76 a 72. Seu reserva, Carioca, também não estava cem por cento… Até por isso, o comissão técnica avaliou a condição física dos atletas durante o duelo, como você lerá mais abaixo. O Paschoalotto Bauru, vice-líder do grupo A, volta à quadra sábado (30/ago), às 18h, contra Limeira, fora de casa.

O JOGO
Logo de cara ficou nítida a vantagem física dos mogianos, sobretudo com Gerson e Tyrone no garrafão. Os guerreiros, entretanto, não se entregaram. Quem não soubesse da contusão duvidaria que Mathias estava com a virilha zoada. Cada vez mais mito, o Balothias. Ele brigou muito embaixo, cravou umas bolas e até deu um passe espetacular, como se fosse uma levantada de vôlei. Mas dava para perceber que poupava os saltos. Só pulava nas certeiras. Sendo assim, Jefferson acabou sobrecarregado na zona pintada. E o placar de 15 a 20 a favor dos visitantes acabou ficando barato.

No segundo quarto, Bauru esquentou junto com o jogo, que teve disputas ríspidas, com alguns petelecos. Caíram bolas de fora de Jefferson – que já havia dado até airball –, Mathias seguiu lutando, Day fez uma linda bandeja. Do outro lado, Mogi errava e errava (apenas 40% nas bolas de dois no primeiro tempo), porque forçava chutes diante da boa marcação bauruense. Uma excelente parcial de 24 a 11 (a única vencida pelos anfitriões) foi o que decidiu a partida, levando 39 a 31 para o intervalo.

Na retomada, a temperatura seguiu alta. Nenhuma bola ficou sem dono. Carioca e Gabriel ajudaram bastante e o fôlego de Gui Deodato foi fundamental. Mas Shamell, até então zerado, começou a jogar, fez oito pontos no período e conduziu Mogi à melhor fração de 15 a 16 (54 a 47).

Com uma vantagem pouco confortável, os alvilaranjas não puderam se poupar. Aquele barulho oco de grandalhão caindo na quadra seguiu ecoando. Sabe-se lá como Mathias e Ricardo davam piques, esticavam-se em bolas perdidas… A perseguição de Mogi era abafada pelos chutes certeiros do perímetro: Carioca, Gui e Day não negaram o fogo do Dragão. Aliás, como joga Robert Day. Apertou, ele decide. Assim como Ricardo, com seus jumpezinhos em movimento, a média distância, na hora H. Mas quem selou a vitória, merecidamente, foi Mathias, finalizando contra-ataque com uma cravada de implodir a Panela, abrindo quatro pontos faltando poucos segundos. Depois, dois pontinhos para cada lado e pronto, veio a vitória na raça.

NUMERALHA
Jefferson William: 17 pontos, 10 rebotes, 5 assistências (sexto duplo-duplo em sete jogos!)
Gui Deodato: 15 pontos, 6 rebotes, 3 assistências (bom Paulista até aqui)
Ricardo Fischer: 12 pontos, 4 rebotes, 4 assistências (poupou-se da condução da bola em vários momentos)
Thiago Mathias: 12 pontos, 7 rebotes, 1 toco (merecia um duplo-duplo…)
Robert Day: 11 pontos, 6 rebotes, 7 assistências (sete!)

ABRE ASPAS
“Eu fiz um trabalho intenso durante a semana, depois de sentir a virilha no jogo contra o Palmeiras. Nem treinei para poder jogar hoje. Foi um baita jogo, foi uma vitória muito importante. Para Limeira, vamos tratar o mais rápido possível para poder jogar. Depois que aquecer…”, comentou o pivô Mathias, que celebra o espaço que vem conquistando como substituto de Murilo. “Estou tentando aproveitar ao máximo. A falta do Murilo é muito grande, na rotação, e estou tentando suprir”, concluiu.

“A gente sabia que seria um jogo difícil, contra um concorrente direto. Esta semana, seguramos o Mathias, o Ricardo e o Mathias. Não conseguimos fazer cinco contra cinco. Adequamos o treino com nossas necessidades. A equipe se garantiu na superação, mesmo desfalcado e tentando revezar para poupar os jogadores. Os meninos entraram bem, prevaleceu a raça, a ajuda da torcida. Deu certo e estou bastante feliz com essa vitória”, comemorou o técnico interino Hudson Previdelo.

TESTES FÍSICOS
Antes da partida contra Mogi, no intervalo e depois dela, os jogadores o Dragão foram submetidos a testes físicos e sanguíneos para medir o desgaste dos jogadores e prepará-los para a semana seguinte. “Pela circustância do pouco revezamento, temos que avaliar como está o desgaste dos atletas durante os jogos. A análise sanguínea dá um parâmetro de como foi o desgaste. E os testes de salto mostram o quanto perder na parte muscular. Isso ajuda a ajustar carga de treinamento da semana”, detalhou o preparador físico Bruno Camargo, que tem trabalhado o time para chegar inteiro aos playoffs. “Nesse momento, eu deixo de ser preparador físico e viro recuperador físico. Nossa preocupação é chegar nos playoffs bem. Mas precisamos nos classificar e acabamos sacrificando alguns atletas. A pergunta que faço pra comissão é sempre ‘Preservar e perder ou sacrificar e ganhar?’ Então, temos pensando e discutido muito, atentos às sessões de treino”, explicou.

Robert Day realiza teste de salto. Foto: Henrique Costa/Bauru Basket
Robert Day realiza teste de salto. Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

AGOSTO AZUL
O Rotaract Club Bauru Norte e a Torcida Fúria promoveram ação no ginásio estimulando o Agosto Azul, para sensibilizar os homens a cuidarem de sua saúde. O divertido bigode azul foi o adereço para as fotos com jogadores, comissão técnica e demais entusiastas da campanha.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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