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Fora da temporada, Luquinha fala da motivação para se recuperar

Depois de inciar a temporada 2012/2013 de forma apagada, o armador Luquinha vinha recuperando espaço  no Bauru Basket. Desde que Guerrinha adotou esquema com dois armadores (Ricardo Fischer e Larry Taylor), ele se tornou peça importante no revezamento para descansar os colegas. Além disso, era jogador fundamental no time sub-22 que disputa a Liga de Desenvolvimento do Basquete. E foi exatamete em partida da LDB que o camisa 10 rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito, na partida contra o Minas. Resultado: cirurgia pela frente e pelo menos seis meses de recuperação, voltando apenas no Campeonato Paulista. Apoiado pela equipe e recebendo força de torcedores, amigos e familiares, Lucas Avelino falou com o Canhota 10 sobre o desafio que lhe foi imposto.

Expectativa e apreensão
“Quando eu terminei de fazer a ressonância, já logo perguntei para o Rogerinho, fisioterapeuta do time, se ele tinha conseguido ver alguma coisa. Não dava pra ter certeza por causa do inchaço, mas não me passou nenhuma segurança. A partir daí, comecei a ficar preocupado! E por ser a primeira vez, isso também me deixou um pouco tenso!”

Lesão confirmada
“O próprio Guerrinha que me deu a notícia. A comissão técnica me chamou no quarto e disseram que a lesão foi grave e ia ter que fazer cirurgia. A partir  disso, o Guerrinha tomou a frente e me passou total segurança e tranquilidade em relação à recuperação, que eles vão se responsabilizar por tudo.”

Continuidade na equipe, garantida por Guerrinha
“Isso me motiva mais ainda, vou me dedicar ao máximo nessa recuperação para voltar nas melhores condições possíveis.”

Torcer de fora
“No último jogo da LDB fiquei de fora, muito mais nervoso do que quando estou em quadra… A gente acaba enxergando o jogo de uma outra forma e tenta passar algumas coisas para o time, apoiar. Daqui pra frente, por enquanto, esse vai ser meu papel.”

Apoio dos colegas
“Estão todos me apoiando muito. O Fernando Fischer me ligou ontem e disse que vai estar junto comigo nessa. Por estar na mesma situação, até brincou que provavelmente vamos voltar juntos.”

Desafio
Tento pensar positivo, já começo a me visualizar me recuperando e voltando às quadras. Sempre tento ver o lado bom. Espero que na próxima temporada o Lucas possa voltar e ser melhor do que era. Tenho recebido muitas mensagens de força dos meus amigos, da torcida, de companheiros de time e principalmente da minha família, minha maior motivação.”

Foto: Newton Nogueira/Divulgação

GUERRINHA COMENTA A AUSÊNCIA
O técnico Jorge Guerra está apreensivo, pois conta com um elenco reduzido depois das contusões de Fernando Fischer e Luquinha. “Nosso elenco está muito limitado para finalizar a temporada. Teremos problemas na  hora do treinamento, rotação da equipe e na hora do jogo, tanto na parte tática como na estrutura. Temos mais 90 dias para finalizar a temporada e pelo regulamento não podemos inscrever nenhum jogador. Imagine daqui pra frente… Temos nove jogadores, além do Nandão e do Kesley, sem nenhuma experiência nesse nível de competição… Não podemos ter mais nenhuma baixa, contusão, expulsão…”, avisa o treinador.

Sobre ter pedido à diretoria para renovar o vínculo de Luquinha para que faça o tratamento com tranquilidade, questionei sobre esse voto de confiança, depois de experiências ruins com Alex e Renato (ambos hoje no Paulistano), que se recuperaram em Bauru e depois saíram. “Acredito no ser humano, mesmo tendo respostas negativas às nossas expectativas, como os casos do Alex e do Renato, que ainda tinham um agravante: os dois tinham mais um ano de contrato e não cumpriram. Tínhamos dado toda assistência médica e pessoal e os mesmos não cumpriram nem como pessoas e nem como profissionais. Mas sabemos que existem pessoas diferentes e temos que sempre fazer o que é o certo”, finalizou Guerrinha.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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