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Larry Taylor vai para Mogi; Bauru Basket tentou convencê-lo a ficar

Alienígena quer novos ares para praticar suas magias e pediu para sair. Confira detalhes

A notícia caiu como uma bomba no meio do feriadão. A revelação do colega João Paulo Benini, do Papo com o Papa, de que o armador Larry Taylor está de saída do Paschoalotto Bauru. A comoção entre torcedores foi imediata, lamentando e questionando critérios, imaginando ter sido uma iniciativa de diretoria e comissão técnica. Mas não foi, conforme a própria Associação já divulgou.

O craque, o mito, o incomparável Larry Taylor, maior ídolo da história do basquete bauruense pediu pra sair. Rodrigo Paschoalotto, Vitinho Jacob e Guerrinha se empenharam pessoalmente em fazê-lo mudar de ideia, em vão.

Foram dezenas de torpedos de whatsapp e encontro pessoal para convencer o Alienígena a ficar. Foi, inclusive, oferecida uma extensão de contrato ao jogador — o vínculo terminaria no meio de 2016. Mas ele preferiu buscar novos ares, pois não ficou satisfeito com sua performance na última temporada. Vai jogar ao lado do amigo Shamell no Mogi das Cruzes.

Considerando o volume de jogadores de alto nível que chegaram à equipe para dividir espaço com ele, até que os minutos do gringo-brasuca não caíram tanto. No NBB6 foram 31min, no NBB7, 27min — foi o quinto que mais entrou em quadra. As médias caíram (de 12 para nove pontos; eficiência de 15 para 12), mas ele seguiu importante e decisivo em muitos momentos. Vai fazer falta por aqui, mas a diretoria bauruense não colocou empecilhos no rompimento, afinal, ter o grande ídolo infeliz por aqui seria contraproducente.

Diante de tudo isso, só resta dizer muito obrigado, Larry. Você deixa uma bela cicatriz no coração bauruense.

Para repor essa importante saída, o Paschoalotto Bauru vai ao mercado. Nas próximas semanas, dois atletas de nível de Seleção devem chegar.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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