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Fala, Guerrinha! Finalmente, Cidadão Bauruense

Entrevista em séries com o treinador do Paschoalotto Bauru traz depoimento emocionado do novo filho de Bauru. Confira!

Segue mais uma fração da entrevista com Guerrinha — vem muito mais por aí! A declaração desta vez fala da relação do treinador com Bauru, já que nesta quinta ele recebe, finalmente, o título de Cidadão Bauruense (proposição do vereador Faria Neto). Honraria, aliás, aprovada faz tempo, mas finalmente encaixada na agenda da Câmara. Parabéns a Jorge Guerra, que merece por tudo o que já fez pelo esporte da cidade. Com a palavra, o novo conterrâneo dos filhos da Sem Limites:

“Trabalho com basquete profissional há 40 anos, entrei com 16, desde o início no adulto. Já ganhei bastante coisa, mas o prêmio que mais fica é o respeito e a gratidão. Medalha que ganho sempre dou para uma criança ou uma pessoa de idade. O que mais fica é o dia que eu estiver fora daqui e lembrarei o legado que eu deixei, que o Larry deixou. Isso não tem prateleira, está na mente e no coração das pessoas. Gente que fala que gosta de basquete por causa da minha geração, isso não tem preço. Mas nem sempre se traduz o trabalho em título. Um ano fantástico nosso foi aquela terceira colocação no NBB, com tanta dificuldade. Então, aos que acham que faço algo errado, faz parte. Mas será que, se eu não tivesse voltado aqui em 2007, haveria basquete em Bauru? Quem fez mais pelo basquete masculino em Bauru do que o Guerrinha? Minha formação como jogador é Franca. Como técnico, foi Bauru. A cidade foi fantástica comigo. Por isso, às vezes, é que tenho uma paciência a mais, uma consideração a mais. Qualquer um do nosso time, hoje, tem propostas para ganhar mais em outro lugar. Já abri mão de muita coisa, inclusive junto com o Larry. Nunca achei que fosse fazer independência financeira com basquete, mas te garanto: desde julho de 1975, eu nunca fiquei desempregado. Nunca pedi pra trabalhar, sempre tenho várias propostas. Por quê? Pela forma que eu trabalho. Eu não sou só profissional. Eu tenho emoção e amor. Eu choro junto com os jogadores e também enfrento, brigo, quando é preciso. O Alex, o mais experiente deles, poderia ser meu filho, eu o vi crescer. Se eu vou ser reconhecido ou criticado? O elogio é mais gostoso, mas o que manda é hora que vou dormir. E eu durmo bem. Eu estou muito feliz.”

 

Montagem sobre foto de Divulgação

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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