Guerrinha, Cidadão Bauruense: a homenagem de Rogerinho

Foi uma noite muito bacana na Câmara Municipal. Afinal, havia dois pesos pesados numa cerimônia só: além de Guerrinha, finalmente recebendo o merecido título de Cidadão Bauruense, o comunicador, empresário e filantropo (e meu presidente, um bom patrão) João Carlos de Almeida, o JoãoBidu, ganhou a medalha Custos Vigilat, maior honraria do município. Dois personagens muito carismáticos, que divertiram e principalmente emocionaram os presentes. Vale lembrar, neste espaço de esporte, que o João foi um excelente locutor esportivo e é um noroestino fanático.

Quando chegou a vez de Guerrinha, coube ao vereador Artemio Caetano discursar em nome do colega Faria Neto (o propositor da homenagem, ausente por motivo de saúde). E o legislador foi muito feliz ao incluir em sua fala um depoimento que ele solicitou ao fisioterapeuta do Bauru Basket, Rogério Lourenço. Um dos “filhos” de Jorge Guerra, Rogerinho descreveu o treinador com muita transparência e carinho, no texto que você confere abaixo:

Foto: Vinicius Fernandes/Social Bauru
Foto: Vinicius Fernandes/Social Bauru

“Durão dentro das quadras, como se deve ser, o Guerrinha dos bastidores e longe das quatro linhas é outra pessoa. Animado, brincalhão e com bom coração, Jorge Guerra gosta muito de conversar e de ajudar os mais novos, menos experientes, independentemente da área em que este atua. Como um ‘paizão’, ele não dá o peixe e sim o ensina a pescar.

Ao contrário do que muitos do esporte pensam, ele se identifica sim com cada um, de formas diferentes, mas não menos especial. E, sim, pega amor pela pessoa, causa ou trabalho abraçado. Se emociona, cobra e muitas vezes como um ‘bruxo’ dá sermões duros, já olhando o futuro. Na hora não entendemos, ficamos chateados e muitas vezes furiosos, mas então, pouco tempo depois, acontece o premeditado e lá está ele do seu lado para te lembrar do caminho a ser seguido. Só aí, depois de termos xingado o ‘coach’, é que conseguimos olhar por diante de tudo e entender a preocupação dele por nós. Ele nos faz erguer a cabeça, seguir adiante e então tudo vira zoeira, entre risos e tapas (com força) nas costas, literalmente nos empurrando pra frente.

Ainda assim, ele não gosta de demonstrar ao público suas tristezas, cultiva certas crenças, como por exemplo ‘se elogiar a pessoa, ou o jogador, aquele se acomoda’. Já nos bastidores, ele só rasga elogios.

Jorge Guerra, Guerrinha, conhecedor e apreciador de um bom vinho, pacato como nossa cidade, com um coração enorme e uma mente aberta, tanto que às vezes nos confunde, levando-nos a interpretações equivocadas. Nosso paizão fora das quadras, nosso sargento dentro dela, mas acima de tudo humano, e agora Cidadão Bauruense.”

Rogério Lourenço

 

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