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Paschoalotto Bauru 0, Flamengo 1: que noite…

Flamengo engata noite perfeita, chega a abrir mais de 30 pontos e sai na frente na final do NBB; Bauru terá que reagir no jogo 2 em Marília

NBB-finalFoi um soco no queixo. O Flamengo dominou com sobras na HSBC Arena e derrotou o Paschoalotto Bauru por incríveis 91 a 69. A defesa bauruense não funcionou, tampouco o ataque — a bola encontrou o aro 67 vezes em 110 chutes. Nenhuma formação se encaixava contra o quinteto flamenguista. Mas foi só o primeiro round. O Dragão não perdeu duas partidas seguidas até aqui. Tem que amanhecer em Marília e enjoar daquela quadra, fixar referências. E voltar a ser aquele time avassalador do meio da temporada. Ninguém se esqueceu como se faz. Arriba, moçada.

BOLA QUICANDO
A partida começa em ritmo forte, com duelos no garrafão. O Flamengo erra menos, força erros do Bauru e faz a diferença em dois chutes de fora, de Marquinhos e Benite. A 5min27 do fim do primeiro quarto, o Urubu abre perigosos 16 a 6. Enquanto Ricardo é muito pressionado, Marquinhos costura a defesa bauruense. Larry entra para ajudar o Ligeirinho. Num contra-ataque tramado pela dupla, o MC encontra o camisa 5 livre para converter o primeiro triplo e tirar os dois dígitos da diferença. É a bola para acordar a reação. Mas seguem os desperdícios (aproveitamento de 41% dos pontos tentados) e Olivinha responde bem do outro lado. No zerar do cronômetro, Hett guarda para diminuir o prejuízo.
1ºQ: 18 x 28 • Destaque do período: Murilo, 5 pontos, 3 rebotes.

O Flamengo começa errando, mas o Dragão desperdiça três bolas no trabalho dos pivôs. Alex tenta desafogar com sua infiltração, acerta uma, erra outra. A 6min49 do término do segundo período, Guerrinha para o jogo: pede atenção, mão firme, o fim dos erros bobos. Sem espaço para chutar do perímetro, o Paschoalotto tenta embaixo. Se falhasse menos ofensivamente — inclusive nos rebotes, perdendo a segunda chance —, poderia encostar. Aí, vem outra bola de três (Hermann). Com descuido também na defesa, os guerreiros assistem a um rebote fácil de Marquinhos, que abre enorme diferença.
28 x 472ºQ: 10 x 19 • Destaque do período: faltas recebidas (e lances livres) evitaram uma parcial ainda pior.

Nada muda na volta do intervalo. Flamengo melhor, Bauru sofrível… Um desavisado duvidaria que esse time chegou à decisão com apenas seis derrotas em 40 jogos — e batido o Urubu duas vezes. Para piorar, Murilo Becker torce o tornozelo esquerdo e preocupa para o jogo 2. Guerrinha pede energia — “não desistam do jogo” — diante de guerreiros cabisbaixos, batalha perdida.
43 x 70 • 3ºQ: 15 x 23 • Destaque do período: Gui Deodato, 6 pontos (6 tentados)

No último período, os bauruenses esquecem o placar e procuram melhorar seu jogo. Pela primeira vez na partida, jogam de igual para igual. Alex entra no jogo, mas o tempo passa mais rápido. Com uma melhor fração, o Dragão evita uma derrota por diferença acima de 30 pontos.
69 x 91 • 4ºQ: 26 x 21 • Destaque do período: Alex Garcia, 10 pontos

ABRE ASPAS
Depoimentos colhidos pelos repórteres Luiz Lanzoni e Arthur Sales (Auri Verde/Jornada Esportiva)

“Temos que ver nossos erros e ir forte para os próximos jogos. Quem ganhar dois leva, não interessa a diferença. O outro jogo é zero a zero”, comentou o pivô Rafael Hettsheimeir.

“Já demos uma moral grande para eles no começo da partida e ficou complicado. Nós lutamos a temporada inteira para jogar a final em casa. Sabemos do nosso potencial, temos que conversar, botar a cabeça no lugar. Não é essa derrota que vai nos abalar. O tornozelo não vai me tirar do jogo”, avisou Murilo Becker.

“Temos que ver o que fizemos de errado, não é pra esquecer. Fomos defensivamente mal, ofensivamente, faltou a bola cair. Fizemos por merecer os jogos finais em casa e vamos. Com um a zero nas costas, o jogo poderia ser até na pracinha, não importa se é em Marília”, disse Gui Deodato.

“A gente já teve experiências assim contra Franca e Mogi e reagimos bem. Sabemos o que erramos. Não foi a defesa do Flamengo que funcionou, foram erros infantis nossos. E acabamos cometendo erros no ataque também. Vamos conversar bastante e treinar no ginásio novo para chegar bem para o jogo dois”, avaliou Alex Garcia.

“Tentamos várias opções. O time ainda teve a dignidade de continuar o jogo brigando, pensando no próximo”, resumiu Guerrinha.

“Claro que ficamos devendo: intensidade e capricho. Erramos umas bolinhas embaixo da cesta e isso frustra. E não podemos deixar eles correrem mais do que a gente nos contra-ataques. Com mais intensidade, defendendo melhor e acertando no ataque, certamente vamos melhorar”, diagnosticou Ricardo Fischer.

NUMERALHA
Ricardo: 20 pontos, 4 rebotes, 8 assistências, 3 roubos de bola
Alex: 16 pontos, 5 rebotes
Hettsheimeir: 14 pontos, 4 rebotes
Murilo: 9 pontos, 5 rebotes
Gui: 6 pontos, 2 rebotes
Larry: 2 pontos, 4 rebotes, 5 assistências
Mathias: 1 ponto, 2 rebotes
Day: 1 ponto, 2 rebotes

 

Foto: Henrique Costa/Bauru Basket

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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