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Cochilo no segundo quarto custou a derrota do Bauru para Uberlândia

Coleman encara marcação: 12 pontos do camisa 24. Foto: Divulgação

A cerca de 500km de distância de Uberlândia, só posso mesmo confiar no ótimo relato de Rafael Antonio (Jornada Esportiva/Auri-Verde) e na frieza dos números. E, muitas vezes, a matemática não mente mesmo. Na derrota para os mineiros por 94 a 83, o fraco desempenho no segundo quarto foi fundamental para o Bauru Basket conhecer sua sétima derrota e cair para a quinta colocação no NBB5 — no confronto direto, Franca assume o quarto posto.

Depois de um início arrasador, quando chegou a abrir 14, Bauru conseguiu finalizar um primeiro quarto primoroso, com 68% de aproveitamento dos pontos tentados e 23 a 30 na parcial. Entretanto, os donos da casa acordaram, forçaram a defesa e levaram o segundo período por 20 a 10 – e o Dragão teve pífio desempenho de 29% do que arriscou. Ok, perdeu os quartos seguintes (22 a 21 no terceiro e 29 a 22 no último), mas mesmo levando sete de diferença no período derradeiro (quando a iminência da derrota diminui mesmo o ímpeto), lutou com 57% de acerto – na volta do intervalo, 52%.

Aliado a isso, como o próprio Guerrinha diagnosticou em entrevista a Chico José, do Jornada, Bauru esteve mal nos rebotes, capturando apenas 20, contra 33 dos uberlandenses.

Derrota normal. O problema mesmo foi perder na ida, em Bauru. Assim como foi aquela derrota para Franca, também na Panela, que pode custar caro no fim da fase de classificação. Mas o cenário ainda é animador, na briga pelo G-4. O jogo contra os francanos, na quinta, será um divisor de águas das pretensões do time.

Gui preocupa?
O ala Gui machucou o tornozelo em um pisão involuntário em Jason. Guerrinha acha que não é nada. O fisioterapeuta Rogerinho, claro, preferiu esperar. “Pelo exame que fiz, aparentemente, foi uma torção leve. Chegando no hotel, já vamos começar o tratamento e ter uma panorama completo do quadro dele. Mas é prematuro dizer quando volta”, avaliou.

Aspas
“Imprimimos nosso ritmo no começo, mas depois eles encaixaram o jogo deles. Nosso pior defeito foi ter perdido em casa para Uberlândia. Aqui, só suando sangue… E não conseguimos”, comentou o ala Pilar.
“Uberlândia teve mais resposta de seus jogadores. Levamos o jogo equilibrado até certo ponto, depois eles mostraram força. O placar mostrou uma diferença real do que foi o jogo”, analisou o técnico Guerrinha.

Destaques
Jeff Agba marcou 22 pontos e pegou seis rebotes
Pilar: 17 pontos e cinco rebotes
Larry Taylor anotou 15 pontos e distribuiu seis assistências
Ricardo Fischer: 15 pontos, quatro assistências e três rebotes

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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