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Bauru Basket larga vencendo na LDB: D de desenvolvimento

Partidas iniciais do Bauru Basket na LDB mostram para que serve o campeonato

Começou a defesa do título do Bauru Basket, atual campeão da Liga de Desenvolvimento de Basquete, nessa terceira edição. Com a molecada que disputa o Paulista sub-19 reforçada com Scaglia, Radamés e Kesley – e sem Ricardo Fischer (treinando com o principal) e Gui (na Seleção Brasileira de novos). Por enquanto, duas vitórias: 69 a 55 sobre Goiânia, ontem, e 52 a 43, hoje, sobre o Vitória. Bom começo, pois “é melhor vencer jogando mal do que perder jogando bem”, como ponderou o técnico Hudson Previdelo à assessoria da Liga.

O treinador bauruense, aliás, enfatizou em suas entrevistas que o time está jogando aquém do que deveria, em tom de cobrança, até. Daqui de Bauru, acho que está tudo dentro do que propõe o nome do campeonato: desenvolvimento. É ótimo ver meninos sub-19 se desdobrando numa categoria superior. E já era esperada a falta de entrosamento dos “adultos” que completam o elenco: Scaglia só se soltou no segundo jogo (dez pontos) e Radamés, ao menos numericamente, ainda não apareceu. Já Kesley, que já treinava com os garotos desde o ano passado, arrepiou com 15 rebotes (foram dez na estreia). Na ausência de um cincão de ofício no elenco, ele é quem está fazendo o serviço sujo lá embaixo.

Penso que Bauru já deixou seu recado ganhando a edição dois da LDB, a ambição agora pode ser, de fato, desenvolvimento: Cadu com scout mais consistente, Matheus brigando no garrafão, Biloca como grato destaque. E, claro, é preciso ter paciência com as oscilações: espera-se muito de Rafael, que foi bem ontem e mal hoje. Normal.

É evidente que, se chegar nas cabeças de novo, não pode mesmo abrir mão de Ricardo e Gui. Afinal de contas, troféu na estante é sempre bom. Mas o melhor de tudo é fortalecer a base do Dragão, que agora tem diretor, alojamento e até uniforme próprio! (antes, era a “sobra” do adulto; e aqui vale lembrar que este uniforme está à disposição de empresas que queiram patrocinar o time de revelações).

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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