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Paschoalotto Bauru, novo elenco (7): armador reserva será da base

Depois de tentar Bruno Felipe, de Brasília, Bauru decide apostar em solução caseira

Até segunda ordem, contratar um armador está fora dos planos do Bauru Basket. Apesar de ter apenas Ricardo Fischer como homem de ofício na posição, a comissão técnica avalia que Larry (titular na função antes de o Ligeirinho chegar) e Alex Garcia podem colaborar na armação. E mesmo que a Seleção Brasileira afaste-os da equipe no início da temporada, a tendência é apostar as fichas no que tem em casa. “Não vamos contratar jogador para suprir uma ausência temporária de Seleção”, disse, taxativo, o diretor técnico Vitinho Jacob, quando questionado sobre o asunto na coletiva de apresentação de Alex Garcia.

A avaliação do diretor é que não vale a pena investir em um jogador rodado para a reserva — o rumor de uma proposta pelo palmeirense Stanic soou mais como cavada do argentino. Reforço, então, somente se fosse sub-22, que chegaria também para disputar a quarta edição da Liga de Desenvolvimento (LDB). A diretoria até tentou a única opção que julgava interessante: BRUNO FELIPE, de Brasília (foto acima, de Lucas Figueiredo/LNB).

O jogador, entretanto, preferiu ficar no Distrito Federal. “Era uma escolha bem difícil de ser feita. Resolvi com minha família ser conservador e dar continuidade no trabalho em Brasília, que me deu uma proposta de um time tão forte como Bauru”, disse o jovem armador ao Canhota 10. Pesou na decisão o espaço que deverá ganhar no time, com a saída de Nezinho. Bruno teve médias de 10,3 pontos, 4,4 rebotes e 3,9 assistências em 28min em quadra na LDB3.

Os outros bons nomes dessa idade para a posição, Arthur Pecos (Paulistano) e Henrique Coelho (Minas), têm vínculo extenso com suas equipes, onde já contam com bom espaço (12min e 22min por partida no NBB6, respectivamente).

Sendo assim, a aposta para armador reserva deve ser em Lucas Vezaro, do sub-19. Seu irmão mais velho, Felipe Vezaro, foi cogitado para a função, mas acreditam em seu potencial como ala.

E A SELEÇÃO?
Segue a expectativa se Ricardo Fischer e Larry Taylor serão convocados para a Seleção Brasileira — que tem Sul-Americano (24 a 28 de julho) e Mundial (30 de agosto a 14 de setembro) pela frente. Há várias possibilidades:
1) Ricardo para o Sul-Americano e Larry para o Mundial: o camisa 5 fica fora da pré-temporada do Dragão, mas volta a tempo de estrear no Paulista (que começa em 7 de agosto). Craque, pode chegar chegando e se inteirar das jogadas.
2) Ricardo e Larry no Mundial: o menino Lucas Vezaro ganha espaço na primeira fase do Paulista, tendo o suporte de Gui Deodato e Robert Day, que também podem levar a bola ao ataque. Até mesmo o habilidoso Fabian Barrios pode ajudar.
3) Somente Ricardo no Mundial: aí Larry volta aos tempos de armador principal de Bauru, tudo certo.

Como disse, até segunda ordem, o cenário é este.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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