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Paschoalotto Bauru vence Liga Sorocana em noite de recorde do Alienígena

Alienígena chega ao rebote mil no passeio de Bauru sobre a LSB

Foi daqueles jogos para soltar o braço, ganhar uma folga de cronômetro tenso e decisão na última bola. Com placar dilatado e desnecessária tensão fora da quadra, o certo é que os poucos mais de 600 torcedores que foram à Panela — poderia ser mais, hein… — saíram satisfeitos. O Paschoalotto Bauru jogou e deixou jogar e, tranquilamente, marcou 110 a 93 sobre a Liga Sorocabana, partida que marcou o milésimo rebote de Larry Taylor, único jogador da história do NBB a alcançar quatro dígitos em três fundamentos. Foi a oitava vitória em 18 jogos, que coloca o time na posição 11 da tabela, superando Franca no confronto direto. Agora, a brincadeira acabou, que venha o rival Paulistano, aquele mesmo que sucumbiu aos guerreiros na final do Paulista. Jogo duro. Tomara que seja com casa cheia.

O jogo
A exemplo do Minas na partida de terça, a Liga Sorocabana começou a partida agressiva no ataque, liderando o placar. Nada, entretanto, que assustasse os guerreiros, que logo assumiram a dianteira, apoiados nas bolas de Murilo. Aliás, não só o camisa 21. Oito jogadores pontuaram no primeiro quarto! Nesse lá e cá, Bauru saiu na frente: 29 a 24.

No segundo período, o Dragão seguiu revezando e pontuando forte, ultrapassando os  50 pontos ainda a 2min do intervalo. Com Ayarza em outra noite boa na posição quatro, a tranquilidade reinou no vestiário: 57 a 42 (parcial de 28 a 18). Se a defesa aparentemente afrouxou, o ataque deitou.

Na volta, Gui Deodato estava impossível. Primeiro, cravada na lata do pivô sorocabano. Depois, jogada de quatro pontos: o chute de fora caiu e ainda veio a bonificação! Num quarto aparentemente tranquilo, o tempo esquentou a ponto de De Bem ser excluído e ir para o chuveiro mais cedo. Com a bola em jogo, Bauru relaxou um pouco, foi outra fração de pontuação alta — e vencida pelo adversário (23 a 24).

No período decisivo, improessionante como as bolas do gringo Smith caíam de todo jeito. A partida ficou frouxa de vez (fração de 30 a 27), mas tudo bem. A galera se divertiu, gritou olé e o time produziu ofensivamente, a ponto de Fabian Barrios tirar o peso dos ombros, fazer sua bela bandejinha e guardar bolas três — o carismático argentino foi muito aplaudido pela galera, ainda mais quando o cronômetro zerou com um toco dele. Com muitos reservas em quadra nos minutos finais, o menino Vezaro fez sua estreia. Passeio de 110 a 93 pra ganhar moral e encarar o marrento Paulistano no sábado.

Números
Murilo Becker: 21 pontos, 8 rebotes
Larry Taylor: 17 pontos, 3 rebotes
Ricardo Fischer: 15 pontos, 7 assistências (cada vez mais garçom, o Ligeirinho)
Gui Deodato: 12 pontos
Fabian Barrios: 10 pontos, 3 rebotes, 4 assistências
Josimar Ayarza: 10 pontos

Larry, o recordista
“Para mim é uma marca muito especial, porque poucos jogadores vão conseguir atingir. Isso mostra o jeito que eu jogo, tentando fazer um pouco de tudo, com vontade, energia e coração”, comemorou o Alienígena, que está na expectativa de ser escolhido para o Jogo das Estrelas. “Eu nunca fico pensando nisso, deixo acontecer. Se sim, fico feliz, se não, dá um incentivo para mostrar que ainda estou jogando bem. Meu pensamento agora é nosso time melhorar”.

Bronca nos Fischer
Quando Ayarza demorou a dar um passe para Ricardo, livre, o Ligeirinho bateu a bola com força no chão, em gesto de reprovação. Seu irmão, Fernando, reforçou a crítica, o que rendeu uma bronca igualmente pública do técnico Guerrinha. “Todos temos nossas limitações. O Ayarza ainda não está adapatado, veio para jogar de 3 e está agora na 4. O Fernando não teve paciência e o Ricardo refletiu. Pedi tempo para mostrar que não se pode ter uma atitude dessa com o companheiro. A atitude dos dois não foi certa. Se eles tivessem feito no vestiário, eu chamaria a atenção no vestiário. Mas, como fizeram para todo mundo ver… O Ricardo pediu desculpas e abraçou o Ayarza. O Fernando tem que entender que todos têm defeitos e um ter paciência com o outro. O Ayarza vai ser importante pra gente nessa ausência do Lucas Tischer. No intervalo, eu dei liberdade para falarem o que quisessem e não falaram nada, aí vão falar na quadra?”, relatou o treinador.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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