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Itabom/Bauru perde para Franca e Guerrinha perde a paciência

Helinho encara Jeff Agba: francanos tiveram mais fôlego

“Jogador chinelinho não joga no meu time”, cravou o técnico Guerrinha, em entrevista ao repórter João Paulo Benini, do Jornada Esportiva, logo após a derrota por 87 a 80 para Franca, no ginásio Pedrocão. Enquanto tiveram fôlego, pois houve pouco revezamento, os guerreiros mantiveram o placar sobre controle, mas os francanos conseguiram abrir vantagem no último quarto.

Larry mais uma vez se desdobrou, com 28 pontos e 7 assitências, igualmente Jeff Agba (duplo-duplo: 14 pontos, 12 rebotes) e Andrezão (segundo duplo-duplo seguido do jovem pivô: 10 pontos, 10 rebotes). Com 18 pontos, Fischer também ganhou elogios do treinador. Por outro lado, Guerrinha afirmou que há jogadores sem comprometimento com o time. Sem ser específico sobre quem é o “chinelinho”, lamentou que Douglas Nunes, apesar de clinicamente recuperado, ainda reclama de dores; discutiu com Gaúcho durante a partida; e é sabido que Mosso não tem contado com sua confiança. Mas foi enfático ao dizer que Pilar tem se esforçado muito para entrar em forma.

Guerrinha revelou ainda que haverá mais um jogador do Bauru Basket no Jogo das Estrelas, no próximo sábado, mas tinha que guardar segredo. Confirmou, apenas, que já estava confirmado para o evento em Franca. Isto é, ou Fischer (que disputará três pontos) ou Gui (enterradas). “Quem mais nesse time teria condições de disputar o Jogo das Estrelas?”, questionou o treinador ao repórter. “Em condições físicas, o Douglas”, respondeu JP. “Só se a mãe e o pai dele convocassem”, finalizou.

Há duas verdades nessas declarações: Guerrinha é o melhor entrevistado de todo o NBB, sempre rende aspas que fogem do lugar-comum; e esse clima ruim que começa a se formar entre ele e alguns jogadores lança certa apreensão sobre como será o rendimento do time na reta final da temporada…

A torcida Fúria informa que ainda há vagas para a excursão para o Jogo das Estrelas. O valor é R$ 35 e a saída é no sábado bem cedinho. Interessado? Entre em contato com:
Bruno Outeiro (14) 9696 6753
Felipe Coelho Lopes (14) 8801 6872
ou Luan Rodrigues (14) 9710 7767

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Itabom/Bauru x Araraquara: show de imagens

A seguir, alguns cliques de um momento histórico: o último jogo do Bauru Basket (agora é pra valer…) no ginásio da Luso. Que espaço único, uma chapa quente mesmo! Minhas maiores frequências cardíacas foram registradas nesse lugar!

Colhi bons depoimentos de Alex Passilongo, Guerrinha e Fischer, que logo postarei. Aproveito para avisar que a torcida Fúria vai de ônibus para o Jogo das Estrelas, em Franca. Faltam poucas vagas e quem se interessar deve entrar em contato através do Facebook da torcida. O preço dever ser R$ 35 – a confirmar.

Andrezão, o nome do jogo: pivô fez seu primeiro duplo-duplo
Fischer manteve sua boa média de pontos
Alex no rebote: quase 18 minutos em quadra, 9 pontos e 5 rebotes
Luquinha também ganhou oportunidade: 7 pontos e 4 rebotes (nenhuma assistência...)
Apesar da fragilidade do adversário, Bauru não cochilou na defesa - observe o empenho de Gui

 

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Com triplo-duplo de Larry, Itabom/Bauru vence Limeira

Conduzindo bem a diferença no placar e atento nos rebotes – mais que o dobro dos adversários, o Bauru Basket venceu Limeira por 99 a 79, no ginásio da Luso. A vitória era importantíssima (e obrigatória) na caminhada do time neste NBB, mas não prometia ser fácil – principalmente pelos desfalques de Pilar e Douglas Nunes. Mas, com noite inspirada de Larry Taylor (mais uma…), a vitória foi folgada.

O Alienígena anotou TRIPLO-DUPLO – o terceiro dele no NBB (segundo nesta temporada), com 24 pontos, 10 rebotes e 10 assistências. Mais tarde volto com aspas do jogo. Curta as fotos no post abaixo.

Atualizado: a torcida FÚRIA está promovendo uma rifa para levantar grana para viajar até Franca e marcar presença no Jogo das Estrelas. Vale a pena dar uma força. Uma camisa autografada por todos os jogadores – e pelo Guerrinha – está entre os prêmios. Se quiser participar, basta procurar o FELIPE COELHO LOPES (o moço da foto aí do lado!) no jogo de sábado. Ah! E a torcida mandou muito bem ao gritar ‘FICA, ITABOM!’ durante o jogo. Deve ter sensibilizado Pedro Poli… Vontade a ele não falta, apaixonado que é pelo basquete bauruense. Estamos todos na torcida. Esse time carrega o nome de Bauru Brasil afora, não pode parar.

Atualizado 2: seguem os papos com Larry Taylor, o craque do jogo (do campeonato, do ano, de sempre) e Guerrinha.

 

LARRY TAYLOR, O CARA

É seu terceiro triplo-duplo na história do NBB, recorde nesse quesito. Por isso você sai tão suado da quadra… e melhor: contra um adversário forte.
Eu corri muito, a bola vinha na minha mão e no jogo anterior ela não estava caindo. Dei cento e dez por cento no jogo, que era muito importante pra gente. Fiz meu máximo. E cada jogador tinha que fazer um pouco mais, pois sentimos muito a falta do Douglas e do Pilar.

A Liga das Américas está chegando e com ela a volta da Panela. Você já deve ter ouvido falar da energia daquele lugar…
Todos falam que é um lugar muito bom. Estou ansioso para esse momento, mas também vou sentir muita falta da Luso.

(Para quem não é de Bauru, vale relembrar: Larry é entrevistado em PORTUGUÊS, perguntas e respostas. Tomara que vá para Londres defender o Brasil!)

 

GUERRINHA

Como está programada a adaptação dos jogadores à Panela de Pressão? [pergunta do colega João Paulo Benini, do Jornada Esportiva]
Vamos treinar lá na segunda [dia 5], terça, quarta vamos para Franca. Quem vai ficar para o All-Star Game fica até sábado treinando lá, quem não for treinará aqui com o Hudson na quinta e na sexta. Nessa semana já estaremos em casa.

Pilar e Douglas estarão prontos para a Liga das Américas? [ainda o JP, sempre mandando bem]
A expectativa é contar com eles a partir da semana que vem. Mas contusão é igual dívida: só pode contar com o dinheiro hora que ele cai. Enquanto eles não entrarem e jogarem, não podemos contar com eles. Esse período sem eles foi até bom para desenvolver o time de outro jeito. Que pena que perdemos jogos importantes… Se fosse como hoje, que quem entrou foi bem, haveria um ganho, pois mostra a força do elenco. Temos um jogo muito importante sábado, contra Araraquara. Ganhando, definitivamente não seremos oitavo. E começamos a brigar para ficar entre sexto e sétimo, possivelmente um quinto lugar, que vai depender de Uberlândia, que caiu muito no campeonato.

[Agora eu] Guerrinha, te confesso que vim preocupado para esse jogo, pela fase, pelos desfalques. Mas o time se desdobrou e até construiu um placar folgado.
Eu tive o mesmo sentimento que você… Mesmo estando aqui no dia a dia, a gente tinha certeza de que era um jogo importantíssimo, um divisor de águas para voltar a ter energia positiva. As coisas estava ruins pra gente e, felizmente, o jogo de hoje resgatou tudo isso. Temos que pegar esse embalo e seguir adiante.

O ginásio não estava cheio, mas quem estava aqui gritou, apoiou, vaiou o adversário, fez o papel de sempre e ainda foi brindado pelo triplo-duplo do Larry.
A gente sabe que tem uma parte da torcida que vem em função das vitórias. E uns vêm sempre, para apoiar. Com todo time é assim. Quando ganha empolga mais, jogos importantes, playoffs… É normal. Mas quem veio, fez como o time, se desdobrou. Torceu por dois e sentimos um calor muito grande, como se estivesse lotado.

E o Larry jogou por três…
Como sempre!

O Andrezão respondeu bem à responsabilidade como titular, certo?
Sim! Ele, o Gaúcho, o Gui contribuiu muito… A bola do Fischer voltou a cair, o Jeff, enquanto pôde jogar – em função da estatura deles – jogou bem.

Há algo de diferente nos treinos às vésperas da Liga das Américas? Está estudando adversários? Como você está preparando o time para esse grande momento da história do projeto Bauru Basket?
Nesse nosso momento, não há como pensar nos outros. Estou me desdobrando dentro e fora da quadra, como técnico, dirigente, só está faltando jogar. Nossa diretoria está muito reduzida e estou ajudando muito o Joaquim e o Vitinho fora da quadra, na organização da Liga das Américas. Sei das características dos times, dos jogadores, mas até o All-Star Game estamos focados no time, principalmente nos jogos de sábado e contra Franca. Aí passaremos a focar a Liga. Mas tudo isso que estamos passando está sendo útil para fortalecer o time.

Você foi escolhido para comandar o time do NBB Brasil no Jogo das Estrelas. Com um peso grande do voto dos seus colegas treinadores, um reconhecimento, além de capitães e imprensa. Comente esse privilégio.
Fiquei muito feliz, mesmo. Nas últimos três edições perdi batendo na trave! Fiquei feliz por ser escolhido por pessoas que jogam contra mim, isto é, o adversário sente que eu tenho valor. Fui muito bem votado e, com certeza, para minha carreira é como se eu estivesse representando a Seleção Brasileira. Fiquei muito orgulhoso por ter sido escolhido pelos colegas.

 


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Bauru Basket x Limeira: show de imagens

Seguem cliques da partida desta noite de quinta, na importante vitória dos guerreiros em seu penúltimo jogo no ginásio da Luso.

Do lado de fora: o suspenso Demétrius na arquibancada; Pilar e Douglas (de tatuagem nova) de olho nos companheiros
Duelo de gringos: Larry e Jeff cercam o grandalhão Toyloy
Cris Simão e Rafael Antônio, do Jornada Esportiva
Vários espaços vagos na arquibancada: momento do time se refletiu na presença do público
Panorâmica do jogo: Bauru conduziu o placar durante todo o tempo

 


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Coluna da semana: mexe-se em time que não ganha

O final de semana foi offline pra mim – envolvido com o aniversário da minha filha, portanto, não há nada mais importante – e o blog ficou desatualizado de análises do empate noroestino e da derrota do Itabom/Bauru. A coluna, entretanto, não pode faltar e tento nela entender e discutir o atual momento dos dois times. A seguir, texto publicado na edição de 27 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Hora de mudar o time

Era uma vez o aproveitamento máximo do Noroeste jogando em casa. E logo depois de sofrer uma goleada fora de casa (para o Audax).Crise? Ainda não. Mas as primeiras vaias no Alfredão são o sintoma de que a escalação ideal já não é aquela que iniciou a disputa da Série A-2. Não se mexe em time que esta ganhando, certo? Pois o Noroeste não vence há dois jogos.

A tabela da primeira fase já ultrapassou a metade e o talentoso meia Velicka segue subaproveitado na lateral. Se ao menos o Norusca atuasse com um esquema com alas e ele pudesse apoiar mais, vá lá. Mas limitado a marcar e a trocar passes na intermediária é um desperdício.

Se nem Bruno, nem Rafael Silva deram conta do recado na vaga de Romarinho, que começa a sofrer desgaste físico, por que não adiantar Leandro Oliveira para essa vaga de segundo atacante, abrindo espaço para Velicka na armação? Pois comentei, semana passada, que está difícil tirar a titularidade do quarteto Garroni, França, Juninho e Leandro.

Vai outra humilde sugestão para Amauri Knevitz: Garroni mais fixo perto dos zagueiros – esquema que ele já treinou – com Juninho na ala direita! Sim, pode dar certo, pois ele tem velocidade e seu chute forte descendo em diagonal (ao melhor estilo Josimar) pode ser um diferencial da equipe. Pela esquerda, Alexandre faz as vezes até a volta de Giovanni, que está próxima. E completam o meio França na direita, Velicka na esquerda e Leandro na ligação. Quando Diego voltar, forma dupla com Roberto.

Essas são apenas algumas possibilidades. O que não pode é insistir com a formação atual e continuar perdendo pontos preciosos. O campeonato chegou em seu momento decisivo.

Tiro longo
Apesar de já se encaminhar para a reta final da A-2, não concordo com o lugar-comum que diz que é uma competição de tiro curto. Dezenove partidas para uma fase de classificação é até demais. É meio Brasileirão e estamos falando de um estadual de segunda divisão. Apenas é espremido no calendário, com partidas às quartas e domingos. O tempo é curto, não a tabela.

Seja Rubro, Norusca!
Anteontem, o Noroeste voltou a atuar de camisa branca… O mesmo fez o Palmeiras ontem em Presidente Prudente, no clássico contra o São Paulo, também fugindo do calor. No Parque Antarctica ou no Pacaembu, não faria. Mesmo com torcida, Prudente não é a casa alviverde. Já pensou se a moda pega? O Flamengo não joga mais com seu manto rubro-nego no Rio, o Barcelona não vai de azul-grená no Camp Nou, a Seleção Brasileira disputa uma final de Copa do Mundo de azul no Maracanã… Afinal de contas, Esporte Clube Noroeste, você quer se identificar ou não com seu torcedor?

Papo de basquete
Providencial a série de reportagens (do jornalista moleque Gustavo Longo) que o BOM DIA trouxe na semana passada sobre a situação financeira do Itabom/Bauru. O jornal fez o que se espera de um veículo regional: prestou serviço à comunidade. Nós precisamos do basquete em Bauru, a modalidade que dá mais retorno de mídia, hoje, ao nome da cidade. Disputa torneios de primeira linha, como a “Libertadores do basquete”, que é a Liga das América. Se Larry Taylor defender o Brasil na próxima Olimpíada, dará ainda mais visibilidade para a cidade – já havia sido assunto quando foi convocado e treinou com a Seleção de Rubén Magnano por alguns dias.

Uma pena esse time precisar, ano a ano, sensibilizar o empresariado. Será que o mercado bauruense não tem cacife para a empreitada do basquete? Porque apoiadores há bastante, mas com cotas tímidas – será o limite de sua capacidade de investimento? E onde estão as universidades desse polo estudantil que é Bauru? Brasília e Uberlândia têm seus patrocinadores máster ligados à educação. Vale essa cartada. Ou que se corra logo atrás de uma marca forte, de abrangência nacional, já que o time vai além das fronteiras paulistas.