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Exclusivo: Guerrinha manda recado da China

Treinador do Itabom/Bauru está em período de amistosos com jovens atletas e falou com o CANHOTA 10

Há quase uma semana, o treinador do Itabom/Bauru Basket, Guerrinha, está na China comandando um combinado de atletas brasileiros que fará vários amistosos por lá. Com ele, foram os alas Pilar e Gui, o armador Thyago Aleo e o pivô Douglas Nunes, junto com outros jovens jogadores, como o ala Gaúcho (ex-Bauru) e alguns norte-americanos. Está, inclusive, de olho em reforços.

O Canhota 10 entrou em contato com Guerrinha via-email e reproduz, abaixo, a resposta do treinador, contando como tem sido a experiência até o momento. Manteremos contato!

“Obrigado pelo e-mail. Estou sem meu computador aqui e te respondo rápido de um computador de um amigo. Assim que estiver com o meu, passo mais notícias para todos aí. Gostaria que você enviasse a notícia a JC, Bom Dia e ao Rafael do Jornada… Será meu contato aí… rs

Fizemos um jogo até agora e hoje faremos o segundo contra a Croácia. No primeiro, foi Croácia 78 x Brasil 76, na última bola. A equipe da Croácia jogou ontem contra os Estados Unidos, que iremos jogar, e ganhou de 14 pontos…

O Douglas fez 18 pontos e 12 rebotes (muito bem no jogo); o Thyago, oito pontos e 6 assistências (foi muito bem no jogo); o Pilar, 12 rebotes (além de ter marcado o cestinha da Croácia) e 12 pontos; Gui: três rebotes e seis pontos. O Jason (armador), 15 pontos e dez assistências, muito bom… O Gaúcho completou a equipe que entrou de titular. Nesse próximo jogo vamos entrar com outros jogando e estamos fazendo um revezamento, pensando em dar tempo de quadra principalmente para nossos jogadores e para os americanos que estamos observando – sem pensar só no resultado do jogo.

Todos estão aproveitando bem a viagem, de ótima estrutura e de adversários bons, que vêm com suas equipes prontas de final de temporada. Nós estamos com vários jogadores, de várias equipes.

Estamos com várias opções de jogadores paras as duas posições (pivô 5 e ala 3). Depois, vai depender da diretoria, se conseguiu recursos…

Guerrinha”

Foto na homepage: Gilson Borba/F5 Fotoagência/NBB

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Os melhores do NBB 3

Recebi na quinta-feira (12/5) o convite para participar da votação dos melhores do Novo Basquete Brasil 3 e, de prima, enviei meus indicados.

O júri dos destaques do NBB 3, eleição promovida pela Liga Nacional de Basquete, é formado pelos técnicos e assistentes de todas as equipes, personalidades do basquete e membros da imprensa especializada (é aí que eu entro).

Agradeço o convite. Abaixo, os votos do Canhota 10, comentados:

Armador: LARRY TAYLOR (Itabom/Bauru)
O Alienígena não esteve na sua mais brilhante temporada, mas certamente na mais madura, em que se tornou mais solidário – até porque o time de Bauru, mais qualificado, passou a depender um pouco menos dele. E, como sempre, os amantes do basquete vibraram com suas jogadas mágicas. Larry protagonizou os dois lances mais bonitos do NBB 3: a rebodunk contra Franca e a enterrada-show no Jogo das Estrelas.

Ala: MARCELINHO (Flamengo)
Por mais marrento e intocável que seja, impossível deixar o camisa 4 rubro-negro de fora. Experiente, Marcelinho não se desconcentra da partida, não dá a mínima para provocações de torcedores e tem uma precisão impressionante em seus chutes. Mas espero que tenha consciência de sua importância para o basquete e deixe de protagonizar cenas lamentáveis – invariavelmente as confusões começam com chiliques dele.

Ala: SHAMELL (Pinheiros/Sky)
Outro norte-americano que oscila entre a eficiência e o estilo showman. Como Larry, às vezes peca em momentos decisivos, mas só erra quem tenta e eles não fogem de suas responsabilidades. “Brasileiríssimo”, o carismático ala também é admirado por outras torcidas e foi um dos grandes responsáveis pela grande campanha do Pinheiros.

Pivô: GIOVANNONI (Uniceub/BRB/Brasília)
O cara é completo. Bom reboteiros, exímio chutador e jogador que se impõe na quadra. Sua experência com a Seleção e no basquete europeu está evidente em seu comportamento durante uma partida. Quando torcedores sonham com um reforço de peso, é sempre um dos primeiros a ser lembrado.
Também votei em Giovannoni como MELHOR JOGADOR DA TEMPORADA

Pivô: DOUGLAS NUNES (Itabom/Bauru)
Tivesse menos de 21 anos, também mereceria o troféu de revelação – e confesso que não votei nele como ‘Jogador que mais evoluiu’ para não ser bauruense demais nos votos! Douglas personificou a alma guerreira do time e rapidamente passou de promessa a selecionável, como parte da crônica já requisita uma Amarelinha para ele. Seus chutes de três na hora certa foram fundamentais. Falta evoluir na defesa, como o próprio Guerrinha diagnosticou.

Sexto homem: BENITE (Vivo/Franca)
Revelação (sub-21): BENITE (Vivo/Franca)
Jogador que mais evoluiu: BENITE (Vivo/Franca)
O menino de Franca correspondeu às expectativas lançadas sobre ele antes do início do NBB 3. Rápido e habilidoso, fez 24 pontos na partida que eliminou o Flamengo nas semifinais. Até o final dessa fase, tinha boa média de 14,8 pontos por partida e aproveitamento de 53,4% em seus arremessos. Vai longe.

Melhor defensor: OLIVINHA (Pinheiros/Sky)
Nada mais justo do que o melhor reboteiro (8,61 por jogo). De quebra, é o segundo jogador mais eficiente do NBB 3 (dados até o fim das semifinais).

Técnico da temporada: GUERRINHA (Itabom/Bauru)
Parece um voto caseiro, mas não é. Aqui pedi ajuda ao meu amigo Oswaldo Thompson, expert no assunto, para encontrar o melhor critério. “Pegue um time inferior no papel que chegou longe”. Isto é, um treinador que explorou bastante o potencial de cada jogador. Aí, ficou fácil. O 12º elenco em orçamento terminou o campeonato em quinto.

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Carta aos guerreiros

Veja a carta enviada pela torcida ao Bauru Basket, lida por Guerrinha na preleção

A comunidade do Bauru Basket no orkut é muito forte. Os comentários fervilham por lá diariamente e não é incomum jogadores e dirigentes passarem por lá e deixarem recado. Lá está publicada a carta redigida pelos irmãos Felipe e Gustavo, da torcida Fúria, dando apoio aos jogadores antes do jogo 4 do playoff das quartas do NBB.

Mas reproduzo aqui, pois recebi uma cópia da mesma em um gentil e-mail do Felipe, juntamente com a foto acima, do Jornal da Cidade (ele não especificou o fotógrafo).

A carta foi lida, na íntegra, pelo técnico Guerrinha na preleção. Parabéns aos gêmeos pela iniciativa.

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Bauru 1, arrogância 3

Cheguei em casa após a partida de sexta-feira às 23h30, mala para fazer e estrada na manhã seguinte, para São Paulo. Apesar de os dedos estarem coçando, não fiz a matéria sobre o jogo… A partir daí, decidi resumir tudo o que vi na minha coluna de segunda-feira, no BOM DIA. ela se chama ‘Papo de FUTEBOL’, mas permite essa louvável exceção que é o Bauru Basket. O editor-chefe Thiago Roque, exímio armador na juventude, defendendo sua Descalvado em Jogos Regionais, topou na hora. É minha singela homenagem a esse time de guerreiros que arrebatou meu coração rubro-negro. Espero que gostem.

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Texto publicado na edição de 2 de maio de 2011 no jornal Bom Dia Bauru

O time de Bauru

Em janeiro de 2001, a revista Placar, maior publicação futebolística no país, trouxe Gustavo Kuerten em sua capa, com a chamada “O que esse cara está fazendo na nossa capa?” A quebra de protocolo tinha enorme justificativa: no mês anterior, Guga havia fechado o ano como primeiro do mundo, algo antes improvável para um tenista brasileiro. Lembrei-me desse precedente para transferir este papo do futebol para o basquete e, assim, desfazer o nó que está na minha garganta desde a última sexta-feira.

Foi quando o time de guerreiros se despediu do Novo Basquete Brasil sob calorosos aplausos. Normalmente, o derrotado deixa o campo de batalha sob vaias ou indiferença. Não o Itabom/Bauru Basket. A equipe nunca se entregou. O gigante Flamengo não conseguiu calar o ginásio da Luso. Sua comemoração do bonde sem freio, ao final da partida, foi constrangedora. Os rubro-negros tinham todo o direito, como vencedores, mas deveriam aplaudir o público bauruense, muito mais apaixonado pelo basquete – a arena da Barra, no Rio, esteve às moscas nos jogos 2 e 3 do playoff.
A postura arrogante do Flamengo durante essas quartas de final constrangeu a mim, flamenguista desde sempre (no gramado), que sabe que o Manto Sagrado é muito maior do que a marra de Marcelinho. Maior ainda do que o estafe carioca, que na retaguarda do banco de reservas não soube levar na esportiva vaias e provocações naturais de uma disputa tensa.

Durante o jogo, eu olhava para aquele escudo em peitos tão indignos e tentava borrá-lo em minha mente. Por ser impossível tarefa, foquei-me no sorriso do boleirão Larry – que transforma uma aparente displicência em eficiência –, na raça de Pilar, na entrega de Fischer. Mal sabia, àquela altura da partida, que as lágrimas de Douglas Nunes lavariam a alma de todos. O camisa 13 lamentou o erro na última bola. As palmas que o afagaram não eram de perdão, não havia o que desculpar. O torcedor agradecia a dedicação.

Reconhecimentos ilustres
A jornalista Vanessa Riche, do Sportv, veio a Bauru e disse, em  conversa com a coluna, ter ficado impressionada com o caldeirão que é o ginásio da Luso. “Se fosse jogadora, não conseguiria atuar aqui. Que energia!”, confessou. Já o gerente técnico da Liga Nacional de Basquete, Lula Ferreira, elogiou o trabalho da diretoria bauruense. “O Bauru Basket se cercou de pessoas competentes, descobriu talentos. Muitos desses jogadores, que ainda buscam uma posição de destaque, já chegaram muito longe. E o principal é que não foi formado simplesmente um time de basquete, mas um time da cidade”. O time de Bauru.

Visibilidade e grana
A diretoria teve uma boa sacada para o confronto decisivo, com TV. Encomendou uniformes novos, agora com a marca Itabom nas costas, sobre os números. Maior visibilidade para a empresa que fez essa equipe acontecer – e que precisa de mais apoio financeiro. Os diretores Vitor Jacob e Joaquim Figueiredo demonstraram otimismo em fechar com mais um patrocinador master. Há conversas em andamento. Somente com mais grana o time conseguirá manter o pivô Jeff e trazer um brasileiro de renome.

Cordialidade
O ala Pilar, símbolo da raça do Bauru Basket, foi conversar com o ala Marcelinho assim que o cronômetro zerou. “Foi uma série muito tensa, de muita animosidade, muita marcação entre mim e ele. O Marcelinho é um cara que põe um desafio na quadra como o último da vida dele. Joga de forma agressiva, eu também. Houve discussão no Rio. Mas, no final, somos todos jogadores e a quadra é só uma fantasia da vida. Ele é guerreiro como a gente. Eu disse que o respeito e desejei boa sorte”, revelou à coluna. Eu tenho ou não que torcer para um time desses? Com muito orgulho.

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Bauru 1, Flamengo 2

Marcelinho é marcado por Renato na Arena HSBC novamente vazia... Foto de Leandra Benjamin/Fla Imagem/NBB (inclusive home)

Com desfalque de Jeff, guerreiros novamente dificultam vitória do Flamengo em casa

Com Jeff Agba suspenso e Douglas Nunes jogando no sacrifício, o Itabom/Bauru se superou. Teve atuação melhor do que a do jogo 2 e, faltando menos de um minuto para o final da partida, estava no páreo. Mas, novamente deu Flamengo (79 a 73). Agora, os bauruenses precisam ganhar em casa na sexta (29/4, 20h30) para forçar o quinto jogo, domingo, no Rio de Janeiro.

Ao contrário de ontem, quando foi citado por Guerrinha como um dos que não renderam (ao lado de Alex, novamente discreto), o ala Fischer foi o cestinha da partida, com 24 pontos. Destaque, entretanto, foi novamente o raçudo Pilar, com 14 pontos, sete rebotes e recorde de bolas roubadas na história dos playoffs do NBB (seis).

Menção mais do que honrosa para Douglas Nunes, que atuou no sacrifício, com dores. Ele foi importante, na ausência de Jeff, nos rebotes (pegou nove). “Ainda estou com dores. não estou cem por cento, mas acho que ajudei um pouco a equipe. Em Bauru, não tem pressão para o nosso lado, a pressão é deles, pois nós já ganhamos lá”, falou o camisa 13 ao repórter Thiago Navarro, do Jornada Esportiva.

Transcrevi outras declarações ao Jornada (outro grande trabalho dos colegas!). Confira:

Fischer
“Foi uma bela partida, digna de playoff. O time deles tem muita qualidade, o Hélio fez uma bela partida, foi o diferencial. Fosse em Bauru, teríamos vencido. Não tem jeito, temos que ganhar uma no Rio. Mas não está nada acabado, vamos focar na sexta.”

Hélio, armador do Flamengo
“Fomos mal nos três minutos finais, ontem foi no quarto inteiro. A tendência é reduzir esse mal momento no jogo, que sempre acontece. A torcida lá em Bauru pressiona, é um dos poucos lugares em que não temos torcida. Mas estamos focados e temos chances de vencer lá.”

Larry Taylor
“Erramos muitas bolas que normalmente fazemos. Agora é nossa vez, vencer sexta para voltar para o quinto jogo.”

Guerrinha
“Hoje foi um jogo mais equilibrado, do começo ao fim. A equipe fez uma partida de superação incrivel, com a falta do Jeff e o Douglas no sacrifício. A arbitragem foi ótima hoje, só errou uma bola, normal.T emos que fazer o fator casa sobre uma equipe fortíssima. Vamos fazer a festa em Bauru e voltar ao Rio, se Deus quiser. Em casa, somos mais fortes, a equipe vai jogar melhor. Se nossa bola de três cai hoje, teríamos vencido o jogo.”