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Noroeste reencontra raça e empata com o Criciúma, pela Copa do Brasil

Muita gente saiu feliz do Alfredão nessa quarta. Voltou a ver o Noroeste jogar com raça. Outros tantos, como eu, ficaram irritados. Tivesse jogado com a mesma pegada contra o Capivariano, poderia ter empatado e se salvado na Série A-2. De uma hora para outra, havia jogador tomando bolada, dando pique de quarenta metros… Tudo pela visibilidade da Copa do Brasil? E daí? Longe não vai chegar, é ilusão. O jogo da vida foi no domingo… Isso só prova como esse time tinha condições de se salvar. Há algo estranho mesmo nessas dez rodadas.

Não que o Norusca tenha mostrado um primor de futebol. Mas atuou com a garra que o fez candidato ao G-8 da Segundona paulista nas primeiras rodadas. Ao mesmo tempo em que o Criciúma, de freio de mão puxado, não foi agressivo. Um lá e cá entre intermediárias, sustos esporádicos e o placar de 0 a 0 ficou de ótimo tamanho para o combalido Alvirrubro.

De quebra, os heróis da torcida brilharam nos minutos finais, quando os catarinenses, finalmente, chegaram. Primeiro, Bonfim tirou uma bola em cima da linha. Depois, Yuri fez defesa fantástica ao ficar cara a cara com o atacante adversário, aos 46 do segundo tempo!

Como terá que jogar em Santa Catarina no próximo dia 17, o clube terá despesas. A principal delas, a manutenção do elenco — porque um desmanche deverá ser medida inevitável quando chegar a desclassificação. Viagem e hospedagem no Sul deverão morder boa fatia da cota de R$ 120 mil enviada pela CBF pela participação na primeira fase (avançando, entram outros R$ 120 mil).

O Noroeste empatou jogando com Yuri; Bonfim, Cazão e Neto; Mizael, Pedro (Marcel), Ruan, Nathan (Bruno) e Adílson; Romarinho e Diego (Nilo).

Detalhes de frente e verso do novo uniforme noroestino
Detalhes de frente e verso do novo uniforme noroestino

Reunião
Antes do jogo da volta, expectativa total sobre a reunião do Conselho Deliberativo, na próxima sexta-feira. O vice-presidente Filipe Rino, demissionário, promete estar presente e apresentar documentos. Anis Buzalaf também terá seus argumentos. E o futuro estará nas mãos dos conselheiros.

Manto novo
O Noroeste estreou camisa no confronto contra o Criciúma — e montou banca para vendê-la durante a partida. Com frisos brancos no topo e na barra, está sem a propaganda institucional do torcedor fidelidade e traz uma nova marca na manga, de uma empresa de suplementos alimentares.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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