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Análise tática: como joga o Noroeste

Entrada do volante Juninho aproximou o meio-campo do ataque. Confira a variação tática nos dois jogos deste semestre.

O técnico Marcos Roberto sofreu para escalar o Noroeste na estreia da Copa Paulista, contra o Linense, pela escassez de meias em condições de jogo. Assim, optou por dois volantes essencialmente marcadores, para que Willian, Adilson e Rafael Aidar tivessem liberdade para se movimentar no setor ofensivo. O problema é que Adilson não conseguia fazer o jogo fluir e, muitas vezes, fazia Willian e Aidar correrem em vão pelos lados. Paulo Roberto, lá na frente, não viu a cor da bola. O esquema aproximava-se do famoso 4-2-3-1, que Mano Menezes adotará na Seleção Brasileira – mas sem nenhuma dinâmica, pouca movimentação.

Quando Juninho e Leleco entraram no segundo tempo, tudo dumou. O volante praticamente jogou de meia-direita, com Willian do lado esquerdo. Aidar e Leleco abriram nas pontas, com Paulo Roberto na área. O jogo fluiu um pouco mais.

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Titulares contra o Linense: volantes plantados e centroavante isolado

Contra o Estoril, as entradas de Juninho, Cleverson e Almir Dias entre os titulares modificaram um pouco a disposição em campo. Juninho mais adiantado do que Negretti, mas sem descuidar da marcação. Aidar trocou a esquerda pela direita e teve sempre a companhia de Cleverson. Do outro lado, mais isolado, Almir Dias contava com poucas descidas do tímido Roque. Paulo Roberto ainda segue recebendo poucas bolas, mas já conseguiu fazer o trabalho de pivô algumas vezes, inclusive no lance do gol noroestino.

O esquema variou muito pouco, mas ficou mais próximo do 4-4-2, pois Almir não era tão incisivo pelo lado do campo. Fica a expectativa da formação titular contra o Marília, sábado (31/7), pois Giovanni tem condições de jogo e talvez Marcus Vinícius tome a posição de Paulo Roberto – o atacante goiano tem mais mobilidade, certamente sairá mais da área.

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Contra o Estoril: Juninho, Cleverson e Aidar formando lado direito forte

Certeza mesmo é que os laterais noroestino pouco apoiam, têm deixado a desejar. Será a hora de lançar Mizael? Confiar em Giovanni? Ou mesmo colocá-lo na meia, no lugar do criticado Almir Dias, e apostar em Pedro com a camisa 6.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

1 resposta em “Análise tática: como joga o Noroeste”

O Noroeste precisa dar chances aos jogadores da sua própria base. Ficou nítido que o Juninho melhorou bastante a saída de bola. O Lello rendeu mais ao lado dele. O Leleco também está na hora de ter chances de verdade, assim como o Giovanni. Essa Copa Paulista é pra essa molecada estourar de vez

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