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Contra o Tijuca, Bauru vence a primeira na Panela no NBB 5

Duelo de treinadores: Guerrinha levou a melhor sobre Miguel Angelo da Luz

Não houve show, nem firula. Apesar do fraco adversário, o Bauru Basket segue tentando reencontrar seu melhor jogo. Nessa caminhada, conquistou sua primeira vitória em casa na quinta edição do NBB, batendo o Tijuca por 81 a 68.

Se a atuação não foi empolgante tecnicamente, há uma grande conquista a comemorar. Viu-se em quadra um time muito vibrante e muito unido. Até Guerrinha, habitualmente mais discreto, comemorava efusivamente pontos cruciais. E a torcida, apesar de ainda diminuta, comemorou a plenos pulmões a recuperação do time.

Os guerreiros conduziram com segurança os dois primeiros quartos, mas sem abrir boa vantagem. (38 a 33). Com Fischer poupado na primeira metade do jogo, coube a Gui Deodato converter as bolas de três. O estreante da noite, Jason Detrick, esteve discreto, mas meteu sua bolinha, num jump seguro. Já o pivô Sidão não se encontrou no jogo, perdendo bolas bobas e vacilando nos rebotes (nenhum em mais de 9 minutos em quadra).

No terceiro quarto, nada de o placar deslanchar, tanto que os cariocas venceram a parcial (25 a 26). O veterano César segue com chute calibrado e, lá no garrafão, o Dragão vacilou nos rebotes defensivos. No último quarto, Guerrinha confiou ao quinteto Larry, Fernando Fischer, Gui, Pilar e Jeff a definição do jogo. Deu certo. O capitão guardou suas bolas, Jeff começou a se dar melhor lá embaixo (terminou com 14 rebotes!) e a torcida ainda foi brindada por uma maravilhosa rebodunk de Gui (cestinha bauruense ao lado de Pilar com 16 pontos).

A torcida engatou um “Olé!” no final do jogo, só que pela festa. Não era para tanto, mas deixemos a galera voltar a saborear a vitória. Tanto que Gilmar Barros, o locutor oficial, soltou um “Sai, zica!”, no fim da partida.

Que o ginásio fique cheio no sábado e a motivação, depois do bom resultado (e as pazes com a vitória em casa!), seja ainda maior para encarar o poderoso Flamengo.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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