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Bauru 0, Uberlândia 2: um noite para lembrar

Sim, lembrar. Certamente comissão técnica e jogadores irão assistir ao VT e discutir cada erro — além de rever os acertos de Uberlândia e estudar como neutralizá-los. E ir ao limite do que lhes resta de energia para ter um melhor desempenho no jogo 3 dessa série semifinal. Na noite desta quinta, Uberlândia passeou na quadra do Sabiazinho, diante de 8 mil torcedores (!), vencendo por 93 a 65.

Os mineiros repetiram alto nível de aproveitamento nos pontos tentados (55%, foram 60% no jogo 1), enquanto Bauru caiu muito no rendimentos dos chutes de três (apenas 28%, contra 39% na fase de classificação). Nos rebotes, a vantagem dos donos da casa também fez a diferença: 39 a 25. O ala Audrei novamente foi impressionante nos arremessos de fora (4/5), a ponto de permitir que Robert Day jogasse apenas 18min. Do lado bauruense, Larry Taylor anotou 16 pontos e quatro assistências, enquanto Jeff Agba fez 15 e pegou oito rebotes.

No próximo sábado, o Dragão tem que vencer no Triângulo Mineiro. Do contrário, termina sua participação no NBB5.

Pedido de tempo tenso
Já no final da partida, depois de sucessivos erros de arremessos, Guerrinha resolver instigar os jogadores com suas habituais metáforas. Cutucou o trio Larry, Ricardo e Gui, com contrato até 2016, pedindo mais foco em quadra. Também disse que não era hora de querer resolver sozinho para “salvar contrato”. Foi aí que entrou a voz de Mosso: o áudio ainda captou o camisa 25 dizendo que não estava tentando salvar contrato. Ao microfone de Rafael Antonio, do Jornada Esportiva, o treinador comentou o fato.

“Vai batendo o cansaço, todo mundo querendo resolver individualmente. O Jeff tentando de três, o Mosso forçando chute… Minha função era alertar. O Mosso se exaltou falando que não estava faltando vontade. Eu não disse que estava faltando vontade dele. A gente entende que quer acertar, ajudar. E vai chegando no final, ele fica ansioso em resolver a permanência dele. Sempre dei liberdade para o Mosso chutar e ele nos ajuda muito também fora da quadra, com a experiência. Mas tem hora que tem que jogar simples. Estamos unidos, vamos fazer uma partida melhor no sábado. Eu cobro no tempo porque tenho que defender o time. Se eu ficasse quieto no banco, iam questionar que tipo de técnico é esse”, explicou Guerrinha.

Em outras ocasiões, o treinador já foi mais incisivo em criticar desempenhos individuais ou questionar a postura de seus jogadores. Desta vez, minimizou o acontecido e deu a impressão de que tudo se passou pelo calor do jogo. E concordo com o Rafa, que ponderou na transmissão que o momento não é de procurar polêmica onde não há — até porque, se houver, virá à tona.

Superação
O técnico ainda falou sobre o momento de limite físico e emocional que o Bauru Basket atravessa. “Os jogadores são humanos, não são super-heróis. Fizemos um esforço sobrenatural para passar por Franca. E a equipe de Uberlândia não erra! Estamos aí com mérito e falei para os jogadores no vestiário para fazermos o que fizemos até agora: superação. Vamos convesar, treinar arremesso. Não pode buscar o jogo individual, um tem que apoiar o outro para terminarmos dignamente, independentemente do resultado”, finalizou.

Coleman
Em entrevista ao repórter Chico José, do Jornada, o diretor Vitinho Jacob disse que a situação da noiva do pivô DeAndre Coleman ainda é preocupante. Diante disso, é praticamente impossível a presença do jogador no próximo sábado. Compreensivelmente, seu foco está em ficar do lado dela.

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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