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Lori Sandri é o novo técnico do Noroeste

Acabou a procura: treinador de 62 já assume o time no sábado, contra o Mogi Mirim

O Noroeste tentou Comelli, Toninho Cecílio, mas recuou diante do alto salário pedido. Por fim, ficou com o experiente treinador Lori Sandri, 62 anos, inativo há um ano, quando deixou o comando do Santa Cruz-PE. Assim que soube da demissão de Luciano Dias, Lori enviou um representante para falar com a diretoria noroestina. Uma coisa é certa: o homem está com vontade de trabalhar.

Volante nos tempos de jogador, fez carreira no futebol paranaense – atuou, entre outros, no Atlético e no Pinheiros (atual Paraná Clube). E foi no Pinheiros que iniciou sua carreira como treinador, em 1976.

Lori Sandri coleciona títulos importantes, mas vale aqui uma ressalva. O título de Taça de Prata de 1983 (e não 1982) que contabiliza no currículo (de acordo com a nota da assessoria de imprensa do Noroeste) é, na verdade, a vitória do Botafogo-SP no Grupo J daquela competição. O triunfo, na verdade, é que vencer essa etapa significava disputar o Brasileirão Série A no mesmo ano. O campeão da segunda divisão do Brasileiro em 1983 foi o Juventus-SP.

Enfim, há boas conquistas no currículo de Lori. Naquele mesmo ano de 1983, assumiu o Atlético Paranaense com elenco desfigurado – com o terceiro lugar no Brasileirão, as estrelas foram negociadas, como o goleiro Roberto Costa e o casal 20 Washington e Assis – e conseguiu ganhar o Estadual, batendo o rival Coritiba nas finais.

Comandando zebras, destaque para o Campeonato Gaúcho de 1998 pelo Juventude e o vice estadual de 2001 pelo Botafogo. Há ainda bons momentos no mundo árabe e um vice-campeonato da Série B de 1995, com o Coritiba – que valeu acesso à Série A, numa época em que só dois subiam. Seu último título de expressão foi o Gauchão de 2004, com o Internacional, mas durou pouco no cargo depois disso, com a queda do Colorado na Copa do Brasil.

Opinião do Canhota 10: é o famoso “professor”. Tem currículo e é calejado o suficiente para dominar o ambiente no vestiário. E, fuçando aqui e ali, encontram-se muitas notícias de frases polêmicas, processos e discussões via imprensa com jogadores, o que significa que, pacífico, Lori Sandri não é. Que chacoalhe o elenco noroestino.

Lori Sandri nos tempos de jogador, atuando pelo Atlético Paranaense. Foto reproduzida no Flickr oficial do treinador