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Bauru vence o Palmeiras e fecha a série quartas do Paulista

Bauru está na semifinal do Paulista. Foi uma série difícil contra o Palmeiras (fechada por 3 a 1), mas valeu a superioridade do líder da primeira fase e, agora, o Dragão pode focar o grupo semifinal da Liga Sul-Americana. Apesar dos desfalques de Murilo Becker e Fabian Barrios, expulsos na partida da véspera (junto com os alviverdes Tyrone e Átila), os comandados de Guerrinha conseguiram evitar o quinto jogo, novamente com uma defesa forte e, pela primeira vez na série, ultrapassou a barreira dos 80 pontos. Placar final: 90 a 79 e primeiro time a garantir vaga entre os quatro primeiros.

O time mostrou maturidade, ao não contar com seu principal jogador, mas está numa fase em que, depois de Murilo, há vários talentos num patamar altíssimo. Ricardo Fischer vive fase impressionante (e Magnano deve estar de olho nele), Larry voltou a jogar bem no momento decisivo (mas nunca se escondeu do jogo, apesar de números tímidos), a bola de Gui está voltando a cair e Lucas Tischer é aquele sangue nos olhos que faltava em temporadas passadas. A comemorar, e muito, a volta do gatilho de Fernando Fischer, que compreendeu seu novo papel no time e tem contribuído bastante. O camisa 14 ainda lembrou, em entrevista pós-jogo, do retorno de Luquinha, que já preocupava pela demora e que ganhou confiança. Aliás, esse elenco inspira confiança e dá mesmo para acreditar que este ano vem o caneco. Faltam seis vitórias!

Atualizado: para conhecer o adversário das semi, Bauru tem que esperar. Se Franca passar por São José (série está 2 a 2), será Franca.  Mas pode ainda ser Liga Sorocabana (empatou a série, 2 a 2), Pinheiros ou Mogi (também tudo igual, 2 a 2). Só o Dragão matou em quatro jogos. Resumindo o que diz o regulamento: há um realinhamento entre os classificados, valendo a campanha da primeira fase para determinar as colocações.

O jogo
A partida começou como todas as outras da série: placar amarrado, muita disputa física. Mas com uma diferença crucial: dessa vez os donos da casa não puxaram o placar o tempo todo. O Dragão  venceu as duas parciais do primeiro tempo (18 a 17, 18 a 15) com Larry Taylor dominando a pontuação. No intervalo, Guerrinha pediu atenção no ataque, para valorizar cada bola e, de cesta em cesta, irem construindo a vitória, que na primeira metade do jogo foi de 38 a 32.

No terceiro quarto, depois de um cochilo inicial (o Palmeiras abriu 0 a 8), o Paschoalotto deslanchou. Bolas de fora, com Larry, Fernando e Ricardo, bolas lá dentro, com Tischer. Com excelente fração de 29 a 18, os bauruenses praticamente consolidaram o triunfo. O período final foi de administrar a vantagem. A torcida palmeirense com todo o fôlego tentanto empurrar seu time, enquanto o Dragão teve a frieza necessária para fechar calar a galera verde, com os irmãos Fischer impossíveis nas bolas de três. E quanto Gui cravou no minuto final, sacramentou a classificação. Vitória por 90 a 79 (parcial final de 26 a 28) e vaga na semifinal.

Abre aspas*
“Desde ontem, por tudo o que aconteceu, a gente já mudou dentro do vestiário. Jogamos com o coração pelo Murilo e pelo Fabian. Sem o grande nome do time, ganhamos e garantimos a classificação. Esse time tem coração e jogamos por todos”, disse o armador Ricardo Fischer.

“O equilíbrio dessa série. Nosso time está de parabéns por ter passado essa série difícil. E numa superação, pois tivemos dificuldades para jogar contra eles. Queremos o título. A mudança primeiro foi mental, depois física. Nós corremos bastante e conseguimos colocar o Fischer, nosso chutador. Nós brigamos entre nós, por nós e conseguimos o resultado”, comentou o ala Gui.

“Hoje conseguimos encaixar nosso contra-ataque, que é fatal. Eu estava precisando ter uma atuação legal para ajudar o time e estou muito satisfeito. E gostaria de enaltecer a entrada do Luquinha, eu sei o que ele passou, fez bolinhas importantes, ele é parte do nosso time, é nosso amigo, estou feliz por ele”, disse o ala Fernando Fischer.

“Estou emocionado, feliz, acho que agora vai. Tenho muito a melhorar, agora vou engrenar para ajudar o time”, comemorou o armador Luquinha, que marcou seis pontos na partida.

“O time teve o prêmio de ganhar um final de semana no calendário. Essa vitória fortalece para a Sul-Americana, é daquelas de lavar a alma. E serviu para jogadores como o Fischer, que teve um papel fundamental hoje, crescer e nos ajudar bastante daqui em diante”, avaliou o técnico Guerrinha.

*Entrevistas ao repórter Arthur Sales (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

Números
Bauru ganhou o jogo no bom aproveitamento de chutes de fora (47%), pegou mais rebotes (32 a 29) e errou apenas três lances livres em 16. Os destaques individuais:
Larry Taylor: 19 pontos, 4 assistências
Ricardo Fischer: 18 pontos, 5 rebotes
Fernando Fischer: 16 pontos, 5 rebotes
Lucas Tischer: 12 pontos, 8 rebotes
Gui Deodato: 11 pontos

Jogadores e comissão técnica vibram: classificados! Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket
Jogadores e comissão técnica vibram: classificados! Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket
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Bauru perde o jogo e jogadores no terceiro confronto com o Palmeiras

Que a série não iria ser fácil, ninguém duvidava. Havia, claro, a possibilidade de varrer o Palmeiras (fazer 3 a 0), mas o clube da capital fez valer o mando de quadra, liderou o placar durante toda a partida e bateu o Paschoalotto Bauru por 68 a 63. O destaque negativo da partida — que repercute na partida desse domingo — foi a expulsão de quatro jogadores, após uma “desinteligência” nos instantes finais. Murilo Becker e Fabian Barrios, pelo lado bauruense, e Tyrone Curnell e Atila dos Santos, pelos alviverdes, estão fora do jogo 4, o que compromete a formação tática dos treinadores e, sobretudo, o espetáculo.

“A série que perde com tudo isso. As duas equipes perderam jogadores importantes e isso vai pesar para os dois lados. Acho que o sentimento que tem que ter para amanhã é de superação. É isso que vai definir o confronto deste domingo”, disse o técnico Guerrinha, via assessoria.

Com vantagem no confronto (2 a 1), Bauru tem mais uma chance de fechar o playoff nesse domingo (3/nov), às 18h no Palestra Itália.

O jogo
Mais um placar baixo, mais um confronto amarrado! É quase inimaginável uma partida desse nível terminar o primeiro tempo abaixo dos 40 pontos, mas isso aconteceu pela terceira vez! No quarto inicial, os alviverdes impuseram o ritmo e fecharam em 20 a 14. No seguinte, Bauru reagiu (11 a 14), mas não o suficiente para ir ao vestiário em vantagem (31 a 28) — só 28 pontos em 20 minutos! Na volta do intervalo, novamente o Palmeiras teve mais iniciativa ofensiva (fração de 18 a a 14), período que foi decisivo para a construção da vitória. Ao Dragão, restou perseguir, sem sucesso, os donos da casa, que fecharam cinco pontos na frente (68 a 63), mesmo perdendo o quarto (19 a 21).  A confusão do final não só ofuscou a bela festa das arquibancadas, como comprometeu a qualidade do jogo de domingo.

Abre aspas
“Estamos com vantagem ainda na série e temos que vencer amanhã para não deixar eles crescerem. Fizemos um jogo ruim hoje e perdemos jogadores importantes, mas a equipe é forte e tem muita qualidade para fechar essa série amanhã”, comentou Larry Taylor.

Números
Ricardo Fischer: 19 pontos
Murilo Becker: 15 pontos, 12 rebotes
Larry Taylor: 12 pontos

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Bauru bate o Palmeiras de novo e abre 2 a 0 no playoff

(Eu não sei que raio de mania eu tenho de justificar, deve ser porque tenho leitores bacanas que ficam esperando meu ponto de vista do jogo. É porque, nunca posso me esquecer disso, este espaço é um blog, uma espécie de jornalismo autoral, então esse tipo de parêntese cabe no texto. O dever me chamou, mas não desgrudei o ouvido do Jornada e deu para perceber que a partida foi muito mais divertida do que a de ontem… É sempre assim, sempre perco uns filés — também perdi Pinheiros no primeiro turno e Defensor-URU na Sul-Americana. Segue o jogo, semana que vem “é nois” de novo na Caverna do Dragão)

Enfim, o Paschoalotto Bauru abriu 2 a 0 com a vitória de 72 a 66 sobre o Palmeiras. Depois de controlar o placar durante a maior parte do tempo, viu o Verdão encostar justamente nos minutos finais. Aí, valeu confiar na “cabeza fría y corazón caliente” de Fabian Barrios, que meteu bola de três na hora certa e pegou rebote defensivo na jogada seguinte. Ele foi o cestinha alvilaranja ao lado de Murilo Becker, com 12 pontos.

Agora, é partir para São Paulo, contar com o retorno de Lucas Tischer, que obviamente vai aumentar o poder do time — e realmente precisará jogar mais em São Paulo, porque a pressão da torcida local faz diferença, tanto que eles venceram no NBB botando uma fumaça danada. Por isso, nem me atrevi a dizer que o Dragão está “de vassoura na mão”. Vai ser muito difícil varrer (3 a 0) o Palmeiras. Qualidade tem de sobra para isso e todos torcem para que a série acabe logo e todos se concentrem na Sul-Americana, que ficou mais difícil depois que os venezuelanos desistiram e vem aí um triangular duríssimo contra Boca Juniors e São José.

Abre aspas*
“Me sinto muito contente pela vitória, foi uma partida muito dura, mas o importante é ganhar”, comemorou o ala-pivô Barrios.

“Consegui ajudar a equipe, ganhar mais minutos, agora é ir para São Paulo e tentar o 3 a 0. Temos que melhorar nossa defesa, tivemos erros bobos. E no ataque, fizemos poucos pontos”, analisou o pivô Mathias.

“Com todo o respeito ao Palmeiras, nosso objetivo é fechar em 3 a 0 para descansar para a Sul-Americana. O time não jogou muito bem hoje, mas o importante em playoff é a vitória. O jogo contra o Palmeiras é truncado, muito físico, mas o importante é que conseguimos”, disse o armador Ricardo Fischer.

* depoimentos ao repórter Arthur Sales (Jornada Esportiva/Auri-Verde)

“A partida de hoje mostra o equilíbrio que é este Campeonato Paulista. Não há tanta diferença entre o primeiro colocado e o oitavo e poderíamos muito bem ter perdido a partida de hoje. Palmeiras fez um bom jogo, mas conseguimos nos superar e valer o fator casa para garantir essa vantagem na série”, comentou o técnico Guerrinha, via assessoria.

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Um dia de Fúria: Canhota vê Bauru vencer o Palmeiras no meio da galera

“Bauru, tu és minha vida
Muito mais que amor
É paixão incurável
Torcida Fúria chegou!
Ô ô ô ô ô ô…”

Para a abertura dos playoffs do Campeonato Paulista, resolvi ver o jogo de um outro ângulo, coisa que há tempos não fazia: na arquibancada, no meio da galera, para sofrer e vibrar pelo Paschoalotto Bauru. Não que eu não sofra e vibre lá na área de imprensa, mas concentrado no jogo, pescando informações e tirando fotos, o foco é diferente… Hoje, fui desencanado, para experimentar mesmo esse outro lado, lá no meio da Torcida Fúria. A acolhida, aliás, foi das melhores.

Lá dos degraus, vi Bauru abrir 1 a 0 sobre o Palmeiras na série de quartas, por 74 a 65. Sem ser ameaçado em nenhum momento no placar, o Dragão conduziu um jogo chato, de marcação forte e muitos erros, mas agora é playoff, mata-mata, o importante é ganhar! Começou a contagem regressiva e faltam oito vitórias para concretizar o sonho do título paulista. Mas, voltando à arquiba, vamos ao jogo, com o olhar do torcedor-jornalista!

O jogo
Cheguei em cima da hora, a torcida já estava a postos, no seu lugar habitual, ajeitando o bandeirão. Cacei o meu canto, o jogo começou e logo a turma se deu conta de que esqueceram de puxar o coro dos nomes dos titulares. Ansiedade de playoff… Bola quicando e torcida mode on: cantos enquanto Bauru ataca, vaias quando os alviverdes estavam com a bola. E descobri que a vaia fica mais sonora com outra vogal: comecei com o som de “uuu…” e destoei da galera, que faz um “ôôô…” grave. Os assovios, para quem está ali no meio, fazem um zumbido lá no tímpano. Enquanto eu ia me acostumando com o ritmo de palmas e rimas, Bauru abriu 10 a 0, parecia que ia correr tudo bem, mas o Palmeiras reagiu e o quarto terminou em 19 a 14.

Segundo período correndo e, entre um ataque e outro, dá tempo de puxar um papo, lamentar uma jogada, fazer algum comentário. A Natália fez as honras da casa, troquei muita ideia com ela. Estávamos de olho no placar de São José e Franca (vitória da Águia) e ainda bem que smartphone é o que não falta ao redor! Outro detalhe que não passa batido enquanto se torce: o calor. Se quietinho na cadeira já escorre uma gota, imagine batendo palma no meio daquele calor humano! Atrás da tabela, aqueles degraus são curtinhos, um aperto só. As palmas do colega de trás tiraram fino, como se minha orelha fosse um pernilongo. Na quadra, o placar se arrastava. 26 a 20 faltando 2min!!! Ainda bem que o time deu uma leve deslanchada e fechou o primeiro tempo em 36 a 23…

Intervalo, vou buscar um refri para molhar a garganta, pois trabalhou bastante quando reagi às provocações do Tyrone e reclamei da arbitragem (reportagem de sentir na pele é assim… sem palavrão não teria graça…). E é hora de bater um papo, de o Luan, o presidente, zoar os amigos que passam — o Edvaldo, que agora é integrante da Associação; o Renatão, outro ex-Fúria que está com a agenda puxada; o Porco é um capítulo a parte, figuraça. Senti falta dos gêmeos…

O terceiro quarto foi de certa apreensão, com o Palmeiras um pouco melhor. Ainda bem que as bolinhas do Fischer caíram e que o Murilo, pra variar, estava impossível no garrafão. Quando a diferença diminuiu, era hora de fazer mais barulho. E o Altair (Boi) gesticulava para o resto do ginásio, conclamando o grito de todos. Vez ou outra o público acompanha, sincroniza as palmas, entra no clima. Mas não resiste a um “uhhhh!” quando se erra um lance ou a uma vibração quando se pega um rebote decisivo — enquanto a torcida faz a já falada transição apoio-vaia (ataque-defesa). Foi bom para entender a dura tarefa de cantar durante um jogo inteiro, o que a Fúria tem feito ininterruptamente nos últimos jogos, depois de um “ajuste” que os próprios membros reconhecem ter havido. Parcial perdida (18 a 21), mas dianteira sob controle (54 a 44) para administrar no período final.

A essa altura da partida, bate uma canseira. A garganta seca e o time precisando desse último fôlego. Quando o Guerrinha pede tempo, a gente dá um tempo para as pernas e senta pra recuperar a energia. Nem todos. Tem a turma perto da grade, encarregada de emitir palavras doces e educadas para o juiz, para o adversário. O armador Neto, ex-Bauru, divertiu-se quando foi provocado, olhando enquanto ouvia poucas e boas. Se o cara tem a cabeça no lugar, até se diverte com a situação. Mas bater lance livre com uma sonora vaia não deve ser fácil e os palmeirenses erraram três (de 12) na hora certa. De novo o Verdão levou a melhor na fração (20 a 21), mas nada suficiente para evitar a primeira vitória bauruense no confronto: 74 a 65.

Pausa para pernas e garganta, devidamente fardado com a nova camiseta: furioso por um dia. Foto: Sergio Domingues/HDR Photo
Pausa para pernas e garganta, devidamente fardado com a nova camiseta: furioso por um dia. Foto: Sergio Domingues/HDR Photo

Valeu!
Amanhã tem mais, eu volto a empunhar a câmera e dedilhar o notebook. Mas foi um prazer. Acho que se o jogo fosse mais dramático, a experiência seria ainda melhor. Mas, para o meu “estudo do meio”, já foi suficiente para valorizar o que essa molecada faz. Haja garganta, haja perna, haja ouvido. Valeu, galera furiosa!

Números
Murilo Becker: 18 pontos, 14 rebotes
Ricardo Fischer: 13 pontos, 10 assistências, 4 rebotes
Gui Deodato: 11 pontos
Fischer: 11 pontos
Fabian Barrios: 10 pontos
Larry Taylor (discreto): 6 pontos, 5 rebotes, 4 assistências

Aspas
Na tarde desta quinta, publico o papo com Fernando Fischer, Murilo e Guerrinha.

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Apesar da má fase, Gui Deodato segue evoluindo

Ele é, incontestavelmente, o grande talento revelado pelo Bauru Basket desde a retomada da modalidade na cidade, no final de 2007. Com o acréscimo de ser bauruense de nascimento. Em resumo, o xodó. Guilherme Deodato, o Gui, acumula prêmios individuais na liga nacional, é campeão brasileiro sub-22 e já vestiu a camisa da Seleção. Por tudo isso, a cobrança é proporcional ao entusiasmo que se criou ao seu redor.

Apesar de ter apenas 22 anos, o ala atuou em todas as edições do Novo Basquete Brasil, portanto, já não é nenhum “juvena”. Ainda mais depois de ter conquistado a titularidade com Guerrinha a partir da última edição do NBB, quando foi bastante badalado com o bicampeonato do torneio de enterradas. O salário também deu um salto significativo, num belo e estável contrato de três anos. Tudo isso numa cabeça de, repito, 22 anos. Talvez por isso ele não tenha reagido bem às cobranças, a ponto de ter um destempero em pleno jogo na Panela, quando foi para cima do colega (e amigo) Ricardo Fischer. Aceitou e assimilou a bronca, nunca deixou de reconhecer que precisa voltar a ser o Gui de antes, tudo certo. Ele está devendo, mas segue evoluindo. Os números comprovam. E é com eles que o camisa 9 pode se animar a arrebentar nos playoffs do Paulista. Confira o quadro:

 

Médias por jogo Paulista 2012 NBB5 Paulista 2013
Pontos 9,4 11,1 12
Aprov. % 3PT 40% 40% 34%
Aprov. % 2PT 71% 60% 61%
Assistências 1,1 1,5 3
Rebotes 1,7 2,4 2,9
Roubadas de bola 0,8 1,1 1,6
Minutos 21 30 32

 

Gui cabisbaixo: cena comum nos últimos jogos deve dar lugar ao sorrisão habitual
Gui cabisbaixo: cena comum nos últimos jogos deve dar lugar ao sorrisão habitual

Resumindo: Gui fica mais tempo em quadra, pontua mais, dá mais assistências, pega mais rebotes e rouba mais bolas. A única regressão é que tem chutado mais para marcar, pois o percentual de acerto diminuiu — se fechar os números nos últimos cinco jogos do Paulista, cairiam ainda mais. Portanto, é uma questão de confiança, de mentalizar o acerto, treinar ainda mais pesado os chutes. Taticamente, o Batman tem cumprido seu papel. Conta com o carinho e o apoio do time e da torcida para avançar com aqueles olhos esbugalhados, com fome de cesta, pra cima dos adversários. Muitos acreditam em você, Gui! Fogo neles!

Abre aspas
“O que a gente mais faz é apoiar o Gui. Hoje, ele é um dos maiores fisicamente, tem um arremesso bom. Ele pode não estar bem no ataque, mas ajuda na defesa. É só uma fase, todos os jogadores passam por isso. Mas ele tem uma cabeça boa, vai voltar bem pra caramba nos playoffs e ajudar nosso time”, disse Ricardo Fischer.

“O Gui não está pensando só nele. Está evoluindo e daqui a pouco vai voltar aquela confiança e ele não vai perder essa mentalidade. O Gui é um jogador em formação. Tem hora que vai bem, hora que cai. O próximo passo é a maturidade e, com essa humildade que ele está tendo, ele vai se ajeitar para ter o volume de jogo certo. Ele está contribuindo com o time”. comentou o técnico Guerrinha.