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Observado pelo novo técnico, Noroeste perde para a Francana

Norusca perde mais uma e novo treinador, Nei Silva, assume o time na segunda-feira

Se o próprio gerente Luciano Sato já havia avisado que o treinador Luciano Sato correria sério risco em caso de resultado ruim contra a Francana, a diretoria foi vidente e agiu antes. O novo técnico do Noroeste, Ney Silva, trazido em ação direta do presidente Emilio Brumati, assistiu da tribuna a mais uma derrota do Alvirrubro – a Veterana marcou 2 a 1. Isto é, enquanto assistia, não era ainda…

Assim que terminou o jogo, fui falar com Ney (apelido de Marco Antonio Silva). Ele adiantou-se em dizer que ainda não havia assinado, que faltavam detalhes. Uma rápida reunião entre Nei, o presidente Emilio, o vice Rafael Padilha, o gestor de futebol Toninho Gimenez e o presidente do Conselho Deliberativo, Toninho Rodrigues, selou o acordo. Na pauta, garantia de reforços.

Sato, ex-treinador e gerente de futebol, não participou, estava no vestiário. E falou com o Canhota“Antes de o campeonato começar, a gente já ia trazer um treinador. Por questões financeiras, não pôde trazer esse profissional e nem jogadores do nível dessa divisão. Entramos com um time muito jovem, média de 21 anos, precisar trazer mais experientes. Agora é a diretoria trabalhar com o treinador que está chegando, reforçar o elenco e o Noroeste sair desta situação”. Sato disse ainda que segue como gerente, mas deve conversar com a diretoria na segunda-feira para saber se é vontade deles sua permanência. Especula-se que ele tem proposta para retornar ao Novorizontino, onde atuou como gestor.

O novo treinador, ao lado do presidente Emilio Brumati
O novo treinador, ao lado do presidente Emilio Brumati

Quem é Ney Silva
O novo treinador do Noroeste estava preparando o elenco do Inter de Bebedouro para a estreia na Série B paulista. Ano passado, ele levou esse mesmo time à terceira fase da quarta divisão. Nei começou a carreira no Comercial de Ribeirão Preto e tem bastante quilometragem no interior: passou por São Carlos, Oswaldo Cruz, Santacruzense e Flamengo de Guarulhos. Em 2010, era treinador do XV de Piracicaba, demitiu-se após mau início e seu auxiliar, Moisés Egert (conhecido dos noroestinos), assumiu o comando e levou o time ao acesso.

Ney revelou na breve conversa que esteve no Noroeste antes, para dirigir o time na Série A-2, ano passado. Só não assinou na ocasião porque não trariam jogadores indicados por ele, deixando claro que, desta vez, vai querer contar com reforços. O novo treinador será apresentado na segunda-feira, quando começa a trabalhar.

O jogo
O mais preocupante do que sei viu na tarde cinzenta no Alfredão, é que a empolgação das duas primeiras partidas foi enganosa. Perder para um time fraco como o da Francana é preocupante. Em muitos momentos, o Norusca deu pinta de que iria vencer, teve volume ofensivo, mas basta tomar um gol para perder a cabeça e a bola pesar uma tonelada. Depois de desperdiçar chances logo no início, a Francana abriu o placar com Wesley, aos 10, e o Alvirrubro correu desordenamente em busca do empate, o que só aconteceu aos 46, em chute forte de Bira.

O meia Gilson: atuação discreta
O meia Gilson: atuação discreta

Voltando mais tranquilo do vestiário, o Noroeste não conseguia criar chances. Nos lampejos, desperdiçava contra-ataques errando o último passe ou finalizava carimbando a zaga. O esforço e a correria de Lauro César e Aguiar entre os zagueiros não surtia efeito. Zé Roni, escalado para atuar aberto na direita, voltava para buscar jogo, pois Gilson não foi eficiente na armação — tampouco Davi, que entrou depois. O castigo veio aos 35, quando Evandro, livre, pegou rebote de uma rebatida bisonha de Rodolfo Romando. Cabisbaixo e desordenado, o Norusca tentou empatar, mas nem passou perto do gol francano.

O Noroeste perdeu jogando com Rodolfo Romano; Bira, Alex Bacci, Raphael e Rafinha; Ruan, Lelê e Gilson (Davi); Zé Roni (Felipe), Aguiar e Lauro César (Nei Bala)

A torcida, apoiando como sempre, tem sofrido...
A torcida, apoiando como sempre, tem sofrido…

Por Fernando Beagá

Mineiro de Ituiutaba, bauruense de coração. Formado em Jornalismo e mestrando em Comunicação Midiática pela Unesp, atuou por 16 anos na Editora Alto Astral, onde foi editor-chefe e responsável pela implantação e edição das revistas esportivas. É produtor de conteúdo freelancer pelo coletivo Estúdio Teca. Resenhou 49 partidas da Copa do Mundo de 2018 para Placar/Veja. Criou o CANHOTA 10 em 2010, a princípio para cobrir o esporte local (ganhador do prêmio Top Blog 2013), e agora lança olhar sobre o futebol nacional e internacional.

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