Conforme já foi anunciado pelo Itabom/Bauru, o ala Daniel Zilmer, o Gaúcho, está de volta ao time. A contusão de Pilar, que só volta em janeiro, foi decisiva para o acerto.
O jogador, que chegou a negociar com São José, estava de malas prontas para a Liga Sorocabana quando recebeu o telefonema da diretoria bauruense.
Com a pontuação muito dependente do quarteto Larry, Fishcer, Douglas e Jeff, o técnico Guerrinha julgou importante contar com Gaúcho, que costuma guardar seus pontinhos – pois Gui e Nathan têm médias baixas. O acerto com Gaúcho, aliás, coloca a permanência de Nathan Thomas em xeque – lembrando que se o norte-americano sair, outro jogador da posição 3 poderá chegar para o segundo turno.
Gaúcho já reestreia na quinta, contra Franca, no ginásio da Luso (20h).
Jogador do Regatas de Campinas se destacou na Liga de Desenvolvimento Olímpico
Logo após a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, o técnico Guerrinha anunciou algumas mudanças na preparação para o início do Novo Basquete Brasil. O pivô Mosso foi liberado e o ala norte-americano Nathan Thomas confirmado até o fim do ano (se agradar, revona). Além disso, o ala Gaúcho pode deixar o time se receber uma proposta salarial melhor de outro clube.
Outra novidade, revelada pelo treinador com exclusividade ao Canhota 10, é a chegada do ala Weliton Bianchi (21 anos, 1,96m). O jogador, do Regatas de Campinas, compôs o elenco do Itabom/Bauru que venceu o grupo B da Liga de Desenvolvimento Olímpico (LDO) na última semana. É o primeiro fruto da parceria Bauru/Campinas.
“Conversamos com o Marcelo [Bandiera, treinador do Regatas] e vamos aproveitar o Weliton nesse NBB4. Outro jogador que gostamos foi o Bruno [Mazoni], mas temos dois jogadores na posição dele [armador], o Thyago e o Luquinha”, contou Guerrinha.
Weliton se destacou na LDO como principal ladrão de bolas de toda a fase de classificação – foram cinco bolas recuperadas por partida. Anotou em média 10,9 pontos, 4,9 rebotes e 2,43 assitências. No Paulista Série A-2, pelo Regatas, teve média de 13 pontos.
A chegada do jogador e a formalização do acordo é questão de tempo. “Com a nossa saída do Paulista, vamos iniciar os entendimentos nesses próximos dias, respeitando os compromissos deles nessa temporada”, afirmou o treinador.
Quanto a esperar, Guerrinha pode ficar tranquilo. O Regatas de Campinas está fora da Série A-2 do Paulista. O clube foi suspenso por dois anos de competições da federação. O clube, em jogo do dia 26/10 contra o Palmeiras, forçou a quinta falta de todos os seus atletas para abreviar a partida – contavam com apenas cinco jogadores exatamente por ter grande parte do elenco disputando a LDO por Bauru.
Atualizado (2/11): saiu hoje no Jornal da Cidade que o acerto não está concretizado, conforme escrevi nas linhas acima (“a formalização do acordo é uma questão de tempo”). A única coisa que fiz foi reproduzir o que Guerrinha declarou a mim. Ao jornal, ele só foi mais específico sobre a questão que sempre pega no Bauru Basket: aporte financeiro. Mas, repito: é uma questão de tempo. Por isso, a afirmação do título deste post segue inalterada.
Aproveitando: a proposta do Canhota 10 é trazer um olhar diferente, complementar o trabalho dos colegas de outros veículos, ser mais uma opção. Não tem essa pilha por furo de reportagem. O segredo está em sacar a pergunta que ninguém fez. Estava óbvio que essa parceria com Campinas renderia frutos. Menos para quem espera release chegar.
Meia jogou o último Brasileirão pelo Guarani e tem histórico no futebol português
O Noroeste divulgou na tarde desta sexta-feira mais uma contratação: o meia Victor Júnior, de 26 anos. Após iniciar sua carreira no futebol paranaense, passou cinco temporadas em Portugal até retornar ao Brasil, ano passado, para atuar no Guarani.
Não confunda com o meia Vitor Junior, ex-Grêmio, Santos e Sport Recife! Desse que agora vesta a camisa do Noroeste, pouco se sabe. Em resumo:
• Começou no Francisco Beltrão-PR e passou por Paraná Clube e Cianorte-PR antes de se mudar para Portugal.
• Em solo lusitano, atuou primeiramente no time B do Marítimo. No time principal, atuou em 16 partidas (apenas duas como titular) na temporada 2008/2009, marcando dois gols (veja um gol de Victor Júnior logo abaixo). Na temporada 2009/2010, defendendo o Varzim, foram 21 partidas (dez como titular) e nenhum gol. Atualizado: Victor Júnior foi treinado por Lori Sandri na temporada 2008/2009, o que justifica sua chegada, por indicação.
• Em 2010, chegou ao Guarani para se recondicionar fisicamente e acabou assinando contrato para disputar o Brasileirão. Atuou em apenas trê jogos, nas rodadas 30 (contra o Corinthians), 31 (Atlético-GO) e 32 (Avaí, somente esse como titular) e não marcou gol.
Opinião do Canhota 10: não parece que vai acrescentar muito ao grupo. Uma grande incógnita. Tomara que surpreenda… Abaixo, um vídeo do último gol de sua carreira, há quase dois anos (abril de 2009), no empate em 1 a 1 do Marítimo com o Belenenses.
Confira os perfis de 11 dos 15 reforços do Noroeste
Não fosse a parada forçada do site, o torcedor noroestino já teria o mais completo perfil dos reforços do Alvirrubro. Mas, de qualquer forma, 11 de 15 já é um bom material. Quase um dossiê. Abaixo, para relembrar quem leu, e facilitar a vida de quem não leu, os links dos raios-X já publicados (basta clicar no nome do jogador):
Meia-atacante retorna para time em que teve melhor momento da carreira
Em 2007, quando era comentarista do programa Ritmo do Esporte, da 94FM, estava empolgado com minha estreia no rádio e dei uma de criador de termos. Trem-Bala, para o Noroeste, pegou aqui e ali e até causou rejeição em pronunciamento (à época) na Câmara Municipal – não me lembro o nome do vereador, o Bruno Mestrinelli deve saber. Também reproduzi apelido dado ao Vandinho pelo meu amigo José Rodrigo de Oliveira, o Zé: Vandinho Ferrari. Afinal, vestindo vermelho e naquela velocidade toda… Não pegou, mas as lembranças das arrancadas de Vandinho naquele Paulistão estão vivas. Quanto vigor! Parêntese: o Zé também chamava Fábio Ferreira de Fábio Beckenbauer. Exagero a parte, o hoje beque do Botafogo jogava muito no Norusca.
Voltando ao Vandinho – hoje com velocidade, talvez, de uma Williams, depois de recuar taticamente e mudar seu estilo de jogo – é bom reforço pela sua identificação com o clube, mas é uma incógnita, pois passou mais tempo no departamento médico, em 2010, e jogou pouco, muito pouco (64 minutos, pra ser exato). Que esteja com os músculos zerados para voltar a rasgar a grama do Alfredão e, quem sabe, voltar a ser Ferrari…
A seguir, um resumo da carreira de Vanderlei Bernardo de Oliveira, 30 anos (10 de julho de 1980, em Presidente Epitácio-SP), de 1,78m e 73kg:
Até 2002
Formado pelo Vasco, tem poucas chances no time principal. Jogo de elite nacional, apenas um: em 1999, contra o Ji-Paraná, na primeira fase da Copa do Brasil. É escalado por Antônio Lopes ao lado de Guilherme (ex-MAC, Galo e Timão). E só.
2003
Atua no União Bandeirante-PR como titular na campanha do título da seletiva paranaense para a Série C daquele ano. No torneio nacional, é desclassificado pelo Ituano, que se tornaria o campeão, na terceira fase. O goleiro do time de Itu é André Luis, hoje seu colega no Norusca.
2004
Transferido para o Mogi Mirim, destaca-se no Paulistão, fazendo três gols em um ataque comandado por Gilson Batata. Faz outros três na Série B antes de ser emprestado ao Paraná Clube – onde não ganha chance de atuar no Brasileirão.
2005
De volta ao Mogi, não atua em nenhuma partida do Paulistão. Vai para o Paulista, onde fica de maio a agosto, período em que o time de Jundiaí ganha a Copa do Brasil – mas ele não atua em nenhum jogo da campanha. Ainda tem tempo de se transferir para a Ponte Preta e atuar em quatro jogos do Campeonato Brasileiro.
2006
Pelo Vila Nova, faz uma boa Série B, apesar do rebaixamento do clube goiano, lanterna da competição. Termina como vice-artilheiro do time, com nove gols.
2007
Desembarca desconhecido ao Norusca, mas joga como titular desde a estreia. Com arrancadas impressionantes e assistências, chega a jogar até improvisado na ala-direita. Faz oito gols no Paulistão, um deles sobre o São Paulo, no Alfredão – Rogério Ceni nem se mexe…
Em evidência, transfere-se para o Paraná Clube: joga 30 partidas no Brasileirão e faz dois gols na campanha que rebaixou o time de Curitiba.
2008
Volta ao Norusca no início de fevereiro e, de cara, faz gol na reestreia: vitória sobre o Palmeiras por 1 a 0. Também marca o gol de empate com o São Paulo (2 a 2), no Morumbi, repetindo a dose sobre Rogério Ceni. E faz mais um contra a Ponte, na 18ª rodada (derrota por 3 a 2).
Segue para o São Caetano, ainda a tempo de disputar uma partida da Copa do Brasil (contra o Corinthians, pelas quartas de final). E disputa a Série B no segundo semestre.
2009
Bom ano jogando pelo Azulão, com dez gols na temporada: no Paulistão, quatro em nove partidas; na Série B, seis em 22. Estabelece-se como meia-atacante, o que diminui sua velocidade, mas aumenta sua visão de jogo – tanto que passa a marcar gols de falta. Em setembro, lesiona ligamento cruzado do joelho esquerdo e passa por cirurgia – só volta em maio do ano seguinte.
2010
Recuperado em março, prestes a voltar, escorrega na escada de casa e volta a sentir dores no joelho, o que o obriga a fazer uma artroscopia – e tira Vandinho definitivamente do Paulistão. Volta na Série B, na 11ª rodada (Portuguesa), sua única partida pelo São Caetano no ano.
Transfere-se para o Ceará, a pedido do técnico Mário Sérgio. Joga contra o Vasco, na 19ª rodada, e nas partidas seguintes não é escalado para melhorar o condicionamento físico. Só volta na rodada 30, contra o Palmeiras. Ambas a partidas partindo do banco de reservas. Com a saída de Mário Sérgio, perde espaço e passa a treinar em separado, até pedir a rescisão de contrato, no fim de novembro – àquela altura, já apalavrado com o Noroeste.
Vídeo com um pouco de Vandinho (muito longo, vale pelos momentos iniciais – Noroeste):
Atacante paraense de 25 anos fez oito gols na temporada 2010
De fazedor de vassouras a colega de quarto do Imperador: Aleilson chegou lá
A história de vida do atacante Aleilson, reforço noroestino, já foi contada aqui e ali, sobretudo pela curiosidade de ter sido revelado em um clube formado quase que exclusivamente por indígenas – o Gavião Kyikatejê, aliás, é profissional desde 2009 e disputa a segunda divisão do Pará. Mas sempre há um fio solto para arrumar e contar a história direitinho. Portanto, aí vai mais um perfil detalhado, agora de Aleilson Sousa Rabelo, 25 anos (3/12/1985), 1,74m, 74kg, natural de Marabá-PA:
Até 2007 Dividindo a vida entre trabalhar em uma fábrica de rodos e vassouras e participar de peladas e partidas amadoras pelo Gavião Kyikatejê (escudo ao lado) – como contou matéria do GloboEsporte.com -, Aleilson é descoberto em amistoso contra o Águia. O clube de Marabá o profissionaliza.
2008
Esclareça-se que Aleilson não é campeão paraense e, sim, de um dos turnos do Estadual – importantíssimo por valer vaga para a Série C do mesmo ano e a Copa do Brasil do ano seguinte. O Águia de Marabá perde a finalíssima para o Remo e fica com o vice. Destaque da campanha, o atacante marca seis gols.
No segundo semestre, faz 12 gols e por pouco não leva o time paraense à Série B nacional – fica em quinto na Série C.
2009
Ganha projeção ao fazer um gol e dar uma assistência na vitória do Águia sobre o Fluminense (2 a 1), em jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil, no Mangueirão. O treinador do Flamengo, Cuca, recruta jogadores que equipes de menor expressão que chamaram a atenção no torneio nacional e Aleilson é o único aprovado nos testes. Atua em uma partida do Brasileirão, na derrota rubro-negra por 5 a 0 para o Coritiba (sexta rodada), no Couto Pereira – entra aos 11 do segundo tempo. Estatisticamente, portanto, pode se considerar campeão brasileiro pelo Fla.
Com a demissão de Cuca, perde espaço na Gávea e se transfere para o Olaria, a tempo de disputar a reta final da Segundona do Rio. Seus seis gols ajudam o time da rua Bariri a conquistar o vice-campeonato e o acesso à elite.
2010
Pelo Bahia na Copa do Nordeste: braçadeira de capitão
Tem início fulminante no Campeonato Carioca pelo Olaria, com quatro gols nas primeiras três rodadas – isolando-se na artilharia – mas para por aí. Soma 15 partidas como titular e ajuda seu time a ganhar a taça Moisés Mathias de Andrade (sistema de disputa semelhante ao Troféu do Interior paulista, envolvendo classificados subsequentes aos semifinalistas), relativa ao primeiro turno.
Contratado pelo Bahia para a disputa da Série B, não se torna titular – entra no decorrer de nove partidas, sem anotar gol, e ajuda o tricolor baiano a subir para a elite nacional. Em paralelo, é aproveitado com maior destaque na Copa do Nordeste, fazendo quatro gols.
Opinião do Canhota 10: vem de uma temporada significativa em relação a ritmo de jogo e, ao contrário de outros colegas que chegaram ao Alvirrubro, vem com um acesso na bagagem. É veloz e aparenta ter boa finalização. Parece mais ser opção de segundo tempo, para botar fumaça no jogo. Boa contratação. Tomara que emplaque.
Há um vídeo de dez minutos (!) de Aleilson no YouTube. Se tiver paciência, clique aqui. Selecionei este, de um minutinho, com algumas ciscadas do atacante:
Sem maldade, mas como registro, em das edições do Fantástico neste ano, quando se tornou o primeiro Bola Murcha Profissional do programa – quadro que não pegou bem e foi extinto de cara:
Fotos na home: Marcia Feitosa/Vipcomm e Diogo Carvalho/Noroeste
Meia canhoto pode se tornar o camisa 10 que o noroestino tanto sonha?
Treinando no Botafogo: não emplacou, mas pegou experiência
A cada reforço que foi chegando ao Noroeste, somados ao noticiário das contratações dos outros times do Interior, fica fácil constatar uma realidade: os pequenos vivem de refugos. Não tem jeito: é preciso pegar jogador sem contrato, que se adeque à realidade salarial – o Norusca paga em dia, mas não são vencimentos astronômicos.
Portanto, não é de se estranhar que o perfil dos reforços alvirrubros seja de atletas dispensados de seus clubes e com histórico de rebaixamento. Não quer dizer, entretanto, que o time será um fracasso. Todos querem mostrar serviço e, se “der liga”, o grupo se entrosar, o Noroeste pode, sim, fazer boa campanha e conquistar a vaga na Série D.
O meia Thiago Marin é mais um de carreira errante, com alguns picos de notoriedade. Canhoto, pode se tornar o sonhado camisa 10 da torcida. Por que não? A seguir, a trajetória desse paulistano de 26 anos (3/11/1984), de 1,70m e 68kg, nascido no bairro de Itaquera, mas crescido em Apucarana-PR:
Até 2005
Formado na base do Atlético Paranaense, disputa o Estadual júnior de 2004 pelo Roma de Apucarana. No ano seguinte, profissionaliza-se defendendo a Portuguesa Londrinense, na segunda divisão do Paraná.
2006
Contratado pelo Operário-MS, destaca-se em duas partidas da Copa do Brasil, contra o Botafogo do Rio. Após perder por 2 a 1 em casa, o time sul-matogrossense vai ao Maracanã e, apesar da derrota de 5 a 1, Thiago Marin guarda o gol de honra e chama a atenção do clube carioca, que o contrata. O meia atua em 13 partidas do Brasileirão daquele ano.
2007
Reserva no Campeonato Carioca, participa da vitoriosa campanha da Taça Rio (segundo turno), mas o Fogão perde a finalíssima para o Flamengo, nos pênaltis. No Brasileirão, atua em nove partidas.
No CFZ
2008
Emprestado ao Itumbiara, sagra-se campeão goiano, mas sem se firmar entre os titulares, à sombra de Wellington Saci e Caíco. Terminado o Estadual, é devolvido ao Botafogo, que o escala para uma excursão à Europa com o time B – o Glorioso fica em terceiro lugar num torneio na Suíça.
No retorno, é novamente emprestado: disputa a Segundona do Rio de Janeiro pelo CFZ. Thiago é titular na campanha do sexto lugar do clube de Zico.
2009
Inicia o ano mais obscuro de sua carreira no Anápolis, disputando o Campeonato Goiano. Não consegue evitar o rebaixamento do time, penúltimo colocado. Em julho, transfere-se para o Londrina para disputar a Série D. Os paranaeneses são eliminados em setembro e ficam sem atividades até o fim do ano. Especula-se que Thiago Marin tenha passado o restante da temporada atuando no futebol amador de Apucarana, para manter a forma.
Gol pelo Uberaba no Mineirão
2010
É contratado pelo Uberaba em fevereiro para disputar o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil. Pelo torneio nacional, atua em três partidas. No Estadual, apesar de atuar em apenas sete jogos, tem ótimo aproveitamento: quatro gols. O principal deles, de falta, na partida de ida das quartas de final, sobre o Cruzeiro. O suficiente para chamar a atenção do Náutico.
No time pernambucano, não se firma. São apenas quatro partidas na Série B (pelas rodadas 8, 13, 21 e 32), todas saindo da reserva – ainda fica no banco, sem entrar, em outras nove oportunidades. É aproveitado no elenco da Liga do Nordeste.
Thiago pede dispensa do Náutico no início de novembro, após um polêmico churrasco, depois de derrota para o Guaratinguetá, em que comemorava seu aniversário – a festa foi mal interpretada por torcedores. O jogador solicita a rescisão alegando não ter mais clima para continuar nos Aflitos.
Opinião do Canhota 10: não se firmou no Botafogo, a grande chance de sua vida. Nem sempre foi titular nos clubes por onde passou. Aos 26 anos, ainda dá tempo de estourar? Que a canhotinha de Thiago Marin supere todas as desconfianças, pois o Noroeste precisa de um meia de ligação com suas características. Ciscador, ainda pode atuar como segundo atacante, caindo pelo lado esquerdo. Poderá dividir a responsa da bola parada com Ricardinho.
Abaixo, o golaço de falta de Marin sobre o Cruzeiro, este ano (é o primeiro do jogo):
Mais lances de Thiago Marin, aqui atuando pelo Botafogo:
Zagueirão de 29 anos é canhoto e disputou os últimos quatro Paulistões
Nos últimos dias, a CBF tirou do ar, de seu site oficial, a informação acumulada de contratos individuais de jogadores. A consulta do BID, agora, apenas por movimentação diária. O que isso tem a ver com o zagueiro Da Silva, reforço noroestino para a zaga? Comprometeu minha pesquisa para dar um exato panorama de sua carreira. Ok, isso não vai mudar o preço do dólar, mas deixa o raio-X do Canhota 10, habitualmente tão detalhado, impreciso.
Enfim, vamos ao canhoto defensor Jedson da Silva Macedo, paulistano de 29 anos (nascido em 16/2/1981) que mede 1,88m e pesa 86kg.
Até 2000
Formado na base do Corinthians, ganha alguns torneios sub-17 e sub-20.
2001
Disputa a Taça SP de Juniores, sua última antes de se profissionalizar, pelo São Paulo.
2002 e 2003
Emprestado pelo São Paulo, passa pelo futebol goiano. Pesquisando aqui e ali, o destino parece ter sido o Vila Nova, apesar de seu procurador afirmar que Da Silva jogou no Anápolis em 2003 e foi campeão goiano – na verdade, o Goiás venceu o Estadual daquele ano.
2004 Ainda atleta do Tricolor paulista, vai para o São Paulo Liaoning – uma espécie de filial do clube do Morumbi -, para disputar a terceira divisão da China. O elenco, treinado por Nei Pandolfo (ex-zagueiro do Brangatino nos anos 1990), conta somente com Da Silva e o atacante Ethie provenientes do clube; os demais são garimpados em peneiras.
2005
Passa pelo Internacional de Santa Maria, que disputa a segunda divisão do Campeonato Gaúcho.
2006
Novamente no Vila Nova. O clube goiano chega à semifinal do Estadual e escapa do rebaixamento para a Série C nacional, ficando em 15º lugar na Segundona.
2007 a 2009
Começa um período longevo defendendo Bragantino. De cara, em 2007, chega às semifinais do Paulistão e conquista a Série C do Brasileiro.
Em 2008, ajuda o Braga na 13ª posição do Estadual e na boa sétima colocação na Série B.
Em 2009, atua 23 vezes pelo Massa Bruta (cinco no Paulistão e 18 na Série B), marca dois gols e termina a temporada com 13 cartões amarelos e duas expulsões.
2010
Algumas estatísticas o confundem com zagueiro homônimo (ex-Juventude-RS), que vai para o Anapolina-GO no início do ano. Nosso Da Silva segue firme e forte na estreia do Bragantino no Paulistão – atua dez vezes, faz um gol no Rio Branco (sexta rodada) e lesiona o tornozelo na 12ª rodada. Volta a atuar na Série B e, duas partidas depois, é emprestado ao Sport Recife em julho.
Sua permanência no Leão da Ilha é meteórica. Atua apenas quatro vezes (três amarelos, uma expulsão), não agrada a exigente torcida e tem seu contrato rescindido no início de setembro.
Opinião do Canhota 10: não me lembro de vê-lo jogar. O currículo não ajuda muito. Entretanto, por ter sido aproveitado pelo treinador Marcelo Veiga – notório armador de retranca, isto é, entende de zaga – por tanto tempo no Bragantino, merece um olhar apurado. Mas, no fundo, dá aquela sensação de que será o jogador que causará arrepios na torcida. Oremos.
Abaixo, vídeo com lances selecionados do zagueirão canhoto:
Confira a trajetória do terceiro zagueiro contratado pelo Noroeste, que nasceu em Bauru
Marcando o colorado Nilmar, em ação pela Lusa, no Brasileirão 2008
O Noroeste anunciou na quinta-feira (9/12) mais um reforço na posição mais carente, a zaga. Halisson chega com a credencial do vice-campeonato estadual de 2010, pelo Santo André – mas também o recente rebaixamento para a Série C. Agora, o Norusca conta com três zagueiros (além dele, Cris e Matheus) e a situação de Bonfim segue indefinida. Conheça a trajetória de Halisson Bruno Melo dos Santos, 1,82m, 92kg, de 25 anos (nascido em 28 de junho de 1985, aqui na Cidade Sem Limites).
Até 2004
Formado na base do Santos (junto com Matheus), coleciona títulos, como o Paulista sub-17 (2001). Pelo time B do profissional, conquista a Copa Federação Paulista de 2004. Apesar de contabilizar o Brasileirão de 2004 em seu currículo, não atua em nenhuma partida na campanha do título santista – embora, certamente, tenha treinado no elenco.
No Peixe em 2005 (é o primeiro, em pé, a partir da esquerda): colega de Zé Elias, Giovanni e Deivid.
2005
Atua bastante pelo time de cima do Santos, no Paulistão, na Libertadores e no Brasileirão. Somente pelo campeonato nacional, são 22 jogos. Em alguns deles, atua ao lado de Matheus, agora seu colega de Noroeste.
2006
Defende o Ipatinga, time emergente à época, que chega à final do Mineiro, às semifinais da Copa do Brasil e conquista o acesso para a Série B do Brasileiro.
2007 e 2008
Contratado pela Portuguesa, coleciona dois acessos em 2007: campeão da Série A2 do Paulista e terceiro colocado na Série B.
Em 2008, atua em 20 jogos da Lusa no Brasileirão (17 como titular) e faz um gol (sobre o Ipatinga, na 13ª rodada). Termina o ano com duas expulsões.
2009
Participa de cinco jogos da milagrosa campanha do Mogi Mirim, que se livra do rebaixamento no Paulista na última rodada, vencendo o Noroeste no Alfredão por 5 a 2 – marca um dos gols. Também deixa sua marca na penúltima rodada, no empate de 2 a 2 com o Bragantino.
Terminado o Paulistão, retorna à Portuguesa, que rescinde seu contato em julho. Halisson passa o segundo semestre fora do país, sem, contudo, encontrar um time para jogar.
2010
Pelo Santo André, sagra-se vice-campeão paulista participando de 12 jogos – titular nas duas partidas finais contra o Santos. Na Série B, são 14 participações na fracassada campanha que culminou com rebaixamento. Finaliza a temporada com oito cartões amarelos e dois vermelhos.
Opinião do Canhota 10: Bom zagueiro que, entretanto, ainda não se firmou no futebol. Tem boa presença de área e pode ter bom entrosamento com Matheus, por terem sido formados juntos no Santos. Preocupa a informação do repórter Bruno Mestrinelli, do Bom Dia, que publicou em seu twitter uma possível cirugia no joelho, que dará condições físicas para Halisson treinar só daqui a 30 dias. “Ele teria até acertado com o Linense, mas não passou nos exames físicos. Se começar a treinar em 30, só joga em 45, 3ª ou 4ª rodada do Paulista”, afirmou o jornalista em seu twitter.
Abaixo, um ‘pout-porri’ do zagueiro, postado no YouTube:
Conheça um pouco mais da carreira do novo volante noroestino
Nome de maior peso anunciado até o momento pelo Noroeste, por sua bagagem com a camisa do Palmeiras, o volante Francis vem de um ano relativamente produtivo pelo Bragantino. Apresentado nessa segunda (6/12), está animado com mais um Paulistão em sua carreira e dá a fórmula. “O Noroeste precisa aproveitar o começo da competição para obter uma boa classificação no final. É muito importante a dedicação e a aplicação de todos”, ensina, via assessoria.
Conheça a trajetória de Francis José da Silva, 1,80m, 75kg, 28 anos (nascido em 30/4/1982 em São Vicente de Minas-MG):
Até 2002
Formado no Palmeiras, ganha em 2002 o Paulista sub-20 e a Taça BH de futebol júnior. Pelo profissional, disputa a Série A3 do Paulista pelo time B.
2003
Durante o purgatório da Série B do Brasileiro, ganha chance no time principal, atuando em três partidas na campanha do título, que recoloca o Verdão na elite nacional.
2004
Em ano discreto, não atua pelo time principal do Palmeiras no Paulistão e faz apenas duas partidas pelo Brasileirão.
2005
Faz apenas duas partidas pelo Palestra no Paulistão, contra Ponte Preta (17ª rodada) e Guarani (19ª).
No segundo semestre, após três jogos no Brasileirão, é emprestado ao Ituano, para a disputa da Série B – o clube do interior fica em décimo lugar.
2006
Em seu melhor ano com a camisa alviverde, firma-se como titular e faz 30 partidas no Brasileirão. Em uma delas, contra o Fluminense (19ª rodada), faz um golaço (assista abaixo) que se torna seu cartão de visitas.
2007
Não repete o ano anterior, mas atua em 19 partidas (dez pelo Paulistão, duas pela Copa do Brasil e sete pelo Brasileirão). Faz um gol na rodada 25 do Nacional, sobre o Goiás (veja abaixo também).
2008
Na campanha do título paulista do Palmeiras, contribui com duas aparições, ambas entrando no decorrer das partidas: contra Noroeste (sexta rodada) e Guarani (oitava).
Pouco aproveitado por Vanderlei Luxemburgo, transfere-se para o Atlético Mineiro. Pelo Galo, disputa apenas cinco partidas no Brasileiro.
2009
Após transferência frustrada para o Náutico, fecha como Marília. Faz 11 jogos no Paulistão (oito como titular) e recebe dois cartões amarelos na campanha do rebaixamento do Tigre. No segundo semestre, segundo a asssessoria de imprensa do Noroeste, passa pelo Vegalta Sendai, do Japão.
2010
Contratado pelo Bragantino, se contunde na terceira rodada e desfalca o time por um tempo. Mesmo assim, joga 11 partidas no Paulistão, todas como titular (substituído em quatro delas) – faz dupla de volantes com Paulinho, hoje no Corinthians.
Na Série B, atua em apenas nove jogos (titular em oito) e é solicita rescisão de contrato em agosto. Na apresentação ao Norusca, conta que os salários estavam atrasados em Bragança. Soma nove atuações na Segundona nacional e finaliza o ano com sete cartões amarelos e um vermelho.
Opinião do Canhota 10: bom nome, com certa experiência e qualidade na saída de bola. A princípio, deve ser o parceiro de Júlio César na meia cancha, mas a sombra do experiente Hernani estará logo ali.
Golaço contra o Flu, em 2006 (ver a partir de 1min08)
Gol sobre o Goiás, em 2007 (primeiro lance do vídeo)
• Jornalista formado pela Unesp
• Editor de esportes na Editora Alto Astral
• Colunista do jornal Bom Dia Bauru
• Correspondente do site Basketeria
• Atuou nas rádios bauruenses 94FM e Bandeirantes, como comentarista, e assinou conteúdo no jornal Mais Notícia, de Ituiutaba-MG