Nena, o herói improvável, salva o Noroeste contra o Red Bull

Quando Adriano, em péssima forma física, deu a vitória ao Corinthians sobre o Atlético Mineiro em jogo-chave do Brasileirão do ano passado, fez valer seu histórico de Imperador.

Já o centroavante Nena, que tem fraco histórico de gols apesar de seu ofício (conforme o Canhota 10 publicou), tornou-se nesta noite um herói improvável. Coisas do futebol. O placar se arrastava em 1 a 0 a favor do Red Bull até que o atacante, que entrou no segundo tempo, completou de canela um cruzamento e fez o resultado que o Noroeste precisava fora de casa.

A última vez que Nena havia balançado as redes havia sido exatamente como jogador do Red Bull, na Copa Paulista do ano passado. Deve estar habituado com o gramado do Moisés Lucarelli…

Importantíssimo resultado nessa caminhada rumo à elite. Assim, a estratégia do técnico Amauri Knevitz, de grão em grão, vai dando certo. Contra a Penapolense, fora de casa, mais um empate já será bem-vindo — para definir a classificação, depois, em dois jogos no Alfredão.

O Noroeste empatou em 1 a 1 com o Red Bull com Nicolas; Bira, Thiago Junio, Oliveira e Marcelinho; Betinho, França, Juninho e Velicka (Kasado); Leandro Oliveira (Diego) e Boka (Nena).

Foto Nena: Thiago Navarro/ECN

Leandro Love avança, marcado por Bira e observado por Juninho (foto de divulgação do Red Bull)

Contra o Red Bull, seja rubro, Norusca!

Contra o Monte Azul, na última quarta, o Noroeste jogou todo de vermelho debaixo uma lua só – partida às 15h. E o adversário estava de azul, poderia ter jogado de branco. Então, aqui no Alfredão, sua casa, às 19h, sem horário de verão, sol indo embora, tem que jogar de rubro. A não ser que… a transmissão pela TV (Rede Vida) influencie a escolha do uniforme, pensando na maior visibilidade das marcas. A conferir.

Outra expectativa para o jogo é a possível entrada de Velicka no meio, empurrando Leandro Oliveira para o ataque – sai Romarinho. Estou curioso para ver o meia canhoto em sua posição de origem. O zagueiro Oliveira poderá estrear na vaga do capitão Marcelinho, suspenso. A leitora Kelly Janiro me perguntou se acho que dá para o Alvirrubro ganhar do líder. Claro! Primeiro porque está em casa, tem camisa e o time tem potencial. Também porque é o momento-chave para mostrar que tem força para lutar pelo acesso – pois serão apenas jogos desse nível na segunda fase, não haverá baba. E o Red Bull vem de duas derrotas em casa, não é bicho-papão.

Noroeste acerta com Nena, atacante de histórico recente de poucos gols

O Noroeste encerrou suas contratações para esta Série A-2, já que as inscrições terminam nesta sexta (2/3). Além do zagueiro Oliveira, ex-Comercial de Ribeirão Preto, chegou o centroavante Nena, de 30 anos. Rodado, o atacante é mais uma tentativa de minimizar o momento de gols perdidos por Boka e Roberto. Diego, que voltou a jogar na última partida, já guardou o dele. E tomara que não volte a se contundir, pois, pelo currículo recente, Nena não parece ser a solução…

Tomara que eu erre, mas os números não mentem. Ok, Nena foi artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série C pelo ASA de Arapiraca, em 2009, com oito gols. A partir daí, somente os cinco gols pelo Red Bull na última Copa Paulista justificam o termo goleador. O conjunto recente da obra é desanimador. Veja os números do novo jogador noroestino nos últimos anos:

Em 2009
• Além da artilharia da Terceirona nacional, ainda tem tempo de defender o Vila Nova, de Goiás: dois gols em 12 jogos na Série B.

2010
• Faz dois gols pelo São Bernardo, na Série A-2
• Apenas um golzinho em dez jogos pelo ASA, de Arapiraca, na Série B

2011
• Marca, de pênalti, um gol pelo São Bernardo no Paulistão
• Após rescindir com o Bernô, defende o São José na A-2 – faz só um gol
• Anota cinco vezes na campanha do Red Bull na Copa Paulista

2012
• Não marca nenhuma vez pelo Metropolitano no Campeonato Catarinense

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Análise do GP da Alemanha de F1

Sem essa de título antecipado

Por Renato Diniz

O equilíbrio na disputa pela vitória em Nürburgring me faz bater novamente na tecla que venho pressionando há algum tempo: Vettel não é campeão antecipado. Estamos na metade do campeonato e (desculpem o clichê) muita coisa pode acontecer.
Além de Hamilton, o primeiro a cruzar a linha de chegada na Alemanha, Mark Webber e Fernando Alonso tiveram plenas condições de vencer. Mostra de que o trabalho das equipes no meio da temporada pode ser tão ou mais importante do que aquele do começo de ano.

Vettel teve problemas no seu carro e isso pode acontecer quantas vezes os deuses da Fórmula 1 quiserem. Ele tem como fortes adversários um bicampeão Alonso lutando pela sua honra diante dos espanhóis e ferraristas, um estabanado Hamilton tentando fugir da pecha de campeão decadente e um racional Button tentando provar que não venceu uma temporada só porque tinha o melhor carro.

Por falar nisso, Jenson é quem mais poderia ajudar Sebastian com algumas dicas. Em 2009, ano em que o inglês reinou na primeira metade da temporada com seu Brawn GP, foi preciso segurar as pontas com o crescimento visível da Red Bull sob comando de um alemãozinho atrevido, para chegar ao fim do ano com mais pontos.

Além dos três citados, Vettel também precisa conter dois pilotos sem aquela áurea de campeões, mas com muita vontade de se superar: Massa e Webber. O brasileiro deu trabalho no fim da corrida germânica e o australiano pode até chutar o balde, deixar pra lá a renovação de contrato com a equipe dos energéticos e pelo menos lutar por alguma coisa mais honrosa do que a função de escudeiro.

Enfim. Não digo que Vettel não será campeão. Mas ele vai precisar encarar todos esses adversários e, se vencer, virará um jovem bicampeão e um piloto completo.

*****
A Ferrari errou na última parada de Massa sim, mas não é perseguição.O prejudicado não foi o piloto brasileiro, mas Alonso, que lucraria mais alguns pontinhos de recuperação no campeonato caso Vettel permanecesse na quinta colocação. E, diga-se de passagem, nada garante que naquela volta final o atual campeão não fosse passar Felipe.

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Está cada vez mais interessante a disputa entre as equipes medianas. A pontuação mostra Mercedes e Lotus Renault na quarta e quinta posições do Mundial de Construtores com folga (78 e 66 pontos, respectivamente), mas Sauber (35) e Force India (20) têm dado trabalho às duas escuderias nos treinos e na pista.

Na briga, a Mercedes leva vantagem pelo trabalho de sua dupla. Mesmo que Schumacher ande atrás de Rosberg , sempre luta por pontos. Já as outras três têm contado com o bom trabalho de apenas um de seus pilotos: Petrov (Lotus), Kobayashi (Sauber) e Sutil (Force India).

@RenatoDiniz_ é estudante do quarto ano de Jornalismo da Unesp Bauru e atua na rádio Jovem Auri-Verde. Conheça seu blog

De novo, Vettel

Muito bom quando mais de um universitário ilustra a home do Canhota 10. O espaço está aberto, escancarado. O Renato já é um colaborador fixo, com a excelência de suas análises da Fórmula 1. Ao texto:

Pra boi dormir

Por Renato Diniz*

Corrida fraca no GP da Espanha 2, maliciosamente conhecido como GP da Europa. A pista permitiu poucas ultrapassagens – exceção feita a uma linda manobra de Alonso sobre Webber. Fosse o traçado valenciano um pouco mais estreito e teria punido algumas saídas de pistas de Webber e Vettel com uma raspada no muro. Não foi o caso e a corrida seguiu.

Apesar da vitória do incontestável Sebastian Vettel, não dá mais para desprezar a evolução da Ferrari, comandada por Fernando Alonso. Seu segundo lugar, com boa distância para Webber, mostra que aquela ideia de que a equipe dos touros vermelhos pode tirar uma soneca e ainda assim será campeã é historinha para boi dormir.

Felipe Massa vem sendo um bom largador e nada mais. As trapalhadas da Ferrari nos boxes não “aniquilaram” a corrida do brasileiro. Foram falhas sim, mas nada que tenha comprometido a já discreta corrida de Massa, que só não foi o último do G6 (duplas da McLaren, Ferraria e Red Bull) porque Button teve problemas no KERS.

Rubinho…
As estratégias um pouco mais ousadas de paradas para Jaime Alguersuari (Toro Rosso – duas paradas) e Sérgio Perez (Sauber – uma parada) deixaram Rubens Barrichello de fora da zona de pontuação. O mexicano, aliás, deixou para trás seu colega de equipe Kamui Kobayashi, a sensação da temporada.

Completo
Todo os carros completaram a corrida. Talvez tenha sido algo que contribui para deixar a corrida um pouco mais chata. Com tantos carros na pista, era mais fácil pegar tráfego de retardatários.

Vale mudar?
O que a Benetton de 1995, Ferrari de 2002 a 2004, Brawn GP de 2009 e a Red Bull atual têm em comum? Além da supremacia na pista, essas equipes tiveram  (e tem, no caso da RBR) que lidar com as mudanças de regras que a organização da Fórmula 1 impõe durante a temporada. É algo como “trocar pneu com o carro andando”, se bem que os pit stops da escuderia dos energéticos estão tão rápidos este ano que a frase já nem parece exagero mais.

Agora, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu alterar o regulamento dos motores e dos escapamentos, inibindo dois detalhes que supostamente favorecem a Red Bull. Não vai fazer efeito. É uma tentativa de impedir o mais justo: o melhor carro, guiado pelo melhor piloto lideram o campeonato e, ao que tudo indica, vencerão o mundial.

A Fórmula 1 está exagerando na dose. Sua organização foi extremamente feliz nas novas regras, que facilitam as ultrapassagens: já trouxeram a emoção de volta para as corridas. Agora quer a todo custo “impor” a emoção no campeonato, tentando nivelar as escuderias artificialmente. Já tivemos em temporadas anteriores corridas fracas e campeonatos emocionantes, decididos na última prova. Qual o problema se acontecer o inverso?

* Renato Diniz é estudante do quarto ano de Jornalismo da Unesp Bauru, atua na rádio Jovem Auri-Verde. Conheça seu blog