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Panela de Pressão só em março

Houve reunião nesta quinta-feira, entre representantes da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Bauru e diretoria do Itabom/Bauru, quando ficou decidido que a Panela de Pressão, reformada, só estará apta para o Bauru Basket na Liga das Américas (em 16 de março). Foi em comum acordo, o presidente Joaquim Figueiredo falou em bom senso (leia a posição da diretoria logo abaixo).

Isso confirma a desconfiança do Canhota 10, que publicou alerta sobre a dificuldade de ficar pronto a tempo do jogo contra o Flamengo (dia 9 de fevereiro) em coluna do jornal BOM DIA na semana passada. E, nesta semana, lançou pergunta intrigante a respeito.

De qualquer forma, é lamentável que uma data tão esperada não tenha sido concretizada – houve até discurso de agradecimento no ginásio da Luso, que ficou lotado para o adeus em jogo contra a Liga Sorocabana, que normalmente teria menos público. E não deixa de ser um desfecho justo para os equívocos da Semel, que gosta de um oba-oba, de aparições públicas, mas ignora avisos da imprensa, dos esportistas, dos torcedores. Tudo aparenta estar bem – da mesma forma que o secretário Batata prega tranquilidade no assunto pista de atletismo dos Jogos Abertos, enquanto os dias galopam.

A seguir, a posição oficial do Bauru Basket, bastante lúcida e conciliadora, pois o momento é esse mesmo. O texto foi enviado pelo presidente Joaquim Figueiredo ao Rafael Antônio, do Jornada Esportiva, que o leu durante a transmissão da partida contra Joinville. Gentilmente, enviou também para o Canhota 10:

Hoje, nos reunimos com o Batata e Roger, definindo a data da ida para a Panela de Pressão somente para a Liga das Américas. Alguns motivos nos motivaram para essa decisão.

1)  Dentro daquilo que foi possível para a Semel, confesso que usaram e estão usando do maior empenho possível para entregarem o ginásio para o jogo contra o Flamengo, jogo este de grande importância para nós na tabela de classificação, bem como, com status de reinauguração. Nossa preocupação é que receberíamos o ginásio em cima da hora, por volta do dia 7, 8 e isso nos traria problemas com treinamento e adaptação ao ginásio (ponto negativo para nós).

2) Outro problema seriam os testes necessários em todos os equipamentos. Elétrica, placar, etc, etc.

3) Não sendo legal recebermos o ginásio nessas condições, mesmo pensamento por parte da prefeitura, que passou a ter enorme carinho pelo espaço, decidimos por esperar a Liga das Américas, evento que está aí e tem todo o glamour para comemorar a entrega do ginásio para Bauru e para  nós, é lógico.

4) Inaugurar contra Araraquara e Limeira, respeitando essas equipes e o trabalho que seus diretores fazem a sua frente, não é a mesma coisa…

Demonstro aqui a minha frustração, mas fica o sentimento que as coisas mais difíceis realmente são mais valorizadas. Teremos um ginásio à altura do campeonato que estamos realizando e continuar na Luso, para nós, ainda é motivo de muita satisfação.

Para a torcida, deixo aqui o meu recado e pedido de apoio. Vamos nos unir ainda mais para o esporte da cidade, vamos apoiar e colaborar com os Jogos Abertos, que com muita coragem será realizado por aqui. Sou testemunha que o esforço que está sendo feito para o sucesso deste evento é o mesmo que temos dedicado a nossa equipe.

Joaquim Pedro de Figueiredo Neto

Guerrinha vai capacitar professores da rede pública em Bauru

O técnico do Itabom/Bauru, Guerrinha, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Educação para capacitar professores de educação física da rede pública em Bauru. O projeto pode se estender assim que a Panela de Pressão estiver reformada: criar uma escolinha para revelar talentos – e os jogadores do time profissional que estudam Educação Física ajudariam nas aulas. Uma iniciativa bacana. Para ver todos os detalhes, confira o comunicado de imprensa no site do Bauru Basket, clicando aqui.

Por essa e outras, eu sempre digo que esse time é um barato. Enquanto isso, o projeto do Noroeste de criar escolinhas em 20 cidades da região – outra ótima ideia – ainda não saiu do papel.

Vera Casério (Secretária de Educação), Guerrinha, Elisabete de Oliveira (diretora do Depto. de Ensino Fundamental) e Simone Tereza (diretora da divisão de Ensino Fundamental)

Nota oficial do Bauru Basket em resposta a Rodrigo e Batata

Vamos direto ao ponto. Guerrinha tocou na ferida certa. Uma prefeitura que não consegue colocar no papel um projeto para receber verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), enquanto cidades vizinhas nadam nesse dinheiro, tem mesmo muitas dificuldades de realização. O treinador do Bauru Basket não falou nada demais.

E Batata foi muito infeliz ao questionar a representatividade do time para Bauru, falando de Regionais e Jogos Abertos, competições esvaziadas e sem espaço na mídia. Caramba, o Itabom/Bauru está no NBB, no Sportv, no GloboEsporte.com, no Esporte Espetacular… No Paulista, esteve na ESPN Brasil. Agora, Larry e Jeff estarão vestindo a camisa do time em TV aberta, representando Bauru no Jogo das Estrelas!

Chega de falar. Aspas para a nota oficial do Itabom/Bauru:

“Associação Bauru Basketball Team e seu presidente Pedro Poli revelam o sentimento de decepção com a atitude despropositada do prefeito Rodrigo Agostinho em matéria publicada no Jornal da Cidade de Bauru, desta quarta-feira (19/01). Explicam, também, que nem o técnico Guerrinha e nem o Bauru Basket “deram a luz hoje”, conforme declarou o prefeito de Bauru. Muito pelo contrário. Já faz dois anos que a Associação Bauru Basketball Team vem tentando uma aproximação e pleiteando atitudes do poder público, principalmente no que diz respeito a ginásio.

“Bauru não merece esse tipo de tratamento, muito menos o esporte, os profissionais e as empresas como Itabom, Nutrisaude, Unimed Bauru, Z Incorporações, Confiança Supermercados, Expresso de Prata, Claro entre muitas outras que, com muito esforço, apoiam e elevam o nome da cidade para patamares cada vez mais significativos”, declara o presidente do time, Pedro Poli.

O que com certeza contraria a opinião do secretário de esportes, sr. Batata, pois, conforme ele questiona em entrevista à rádio 94FM qual a representatividade do nosso projeto esportivo/social. Acreditamos que o mesmo deveria questionar os torcedores, que vão a todos os jogos, colaboram com o ingresso, torcem, vibram quando ganhamos e se desesperam quando perdemos; o sr. Batata também deveria questionar as crianças dos projetos sociais que a equipe frequenta e incentiva, levando sempre carinho, diversão e, acima de tudo, um pouco de cidadania e respeito; ele deveria ainda ler um pouco mais os jornais, ouvir mais as rádios, acessar mais sites e assistir mais televisão, pois a cidade de Bauru é comentada o ano inteiro, diga-se de passagem, comentários positivos e motivadores, tudo isso é o que significa representatividade e é isso que o nosso esporte faz e provavelmente o sr. secretário de esportes de Bauru não deva ter tal conhecimento.

O Itabom Bauru Basketball Team, assim como todas as empresas que continuam apoiando a equipe e o real significado da nossa representatividade, irão lutar até o último momento para que continuemos fazendo o nosso trabalho. Um trabalho que não se limita às quadras e sim à construção de caráter, de profissionais e acima de tudo de seres humanos, pois a cidade de Bauru merece.”

Guerrinha: “Solução da Panela tem que ser agora!”

Itabom/Bauru já está em contagem regressiva. Cidade pode realmente perder seu time de basquete pela segunda vez. Confira entrevista com Guerrinha.

Depois de gravar o Bom Dia na Arquibancada dessa terça (18/1), o colega Júlio Penariol me conta da entrevista do técnico Guerrinha, do Itabom/Bauru, à Unesp FM. Ao repórter Guilherme Azevedo, no programa Unesp Notícias 1ª edição, Guerrinha alertou mais uma vez sobre o imbróglio da Panela de Pressão – diante da iminência da desativação da Luso, atual casa do basquete bauruense. Criticou as autoridades e admitiu que o time pode deixar Bauru.

À noite, após o treino do Bauru Basket, entrevistei Guerrinha, que detalhou o que existe de concreto hoje com Campinas, principal cidade de olho no nosso basquete. Antes de ler a conversa abaixo, sugiro que leia a excelente matéria de Bruno Mestrinelli (clique aqui), com colaboração de Gustavo Longo, do Bom Dia Bauru. Bastante contextualizada, atualiza toda a situação da novela Panela de Pressão e traz uma fala preocupante do secretário de esportes, Batata: resolvido o problema do aluguel, começa outro, o da reforma.

Confira também, clicando aqui, os capítulos desta novela chata.

A seguir, Guerrinha:

Assunto Panela cochilando
“Há dois anos que se fala da necessidade da Panela, que aumentou definitivamente com a venda do Luso. É como o cronômetro do basquete: está regressivo. E não é em maio, tem que ser resolvido agora. Até o final de janeiro tem que ser resolvido, porque temos que inscrever as categorias de base na federação e, se não tiver ginásio aqui, temos que jogar em outra cidade – não dá pra fazer inscrição por aqui. Para participar da federação, o time tem que disputar pelo menos um campeonato em categoria menor.”

Fundação Toledo fora
“Palavras do diretor da Semel, Roger Barude: não existe mais esse caminho, via fundação da ITE. Agora, é direto com Prefeitura e Noroeste.”

Outras cidades
“O Praia Clube, de Uberlândia, nos procurou, querendo fazer uma parceria com as categorias de base, para disputar inclusive Regionais. Temos quatro jogadores para compor esse time com os atletas deles: o Gui, o Luquinhas, o Ferrugem e o Thyaguinho. Tem também a possibilidade de Campinas, que é a mais forte, agora. Se tiver ginásio em Bauru, eles vêm com os jogadores e jogam por Bauru, na cidade de Bauru. Eles têm atletas que precisam de um lugar para jogar. Campinas viu uma possibilidade. Eles têm um projeto para daqui três anos estarem na Liga [Nacional de Basquete, LNB], no adulto. Como estão vendo que Bauru está marcando, a princípio eles querem fazer uma parceria com sub-21 e juvenil, e se não tiver opção aqui, eles também querem fazer parceria com o adulto.”

Preferência por Bauru
“A diretoria teve reunião ontem e é consenso de todos, endossado pelo presidente (Pedro Poli), que nós queremos ficar aqui. Mas temos que ter lugar para jogar. Tecnicamente, tem que ser definido rápido, porque se o Campeonato Paulista vai começar em julho, não pode chegar em maio e dizer que não vai ter ginásio. Tem que ser agora!”

Possibilidade de mandar jogos em cidade vizinha
“Fazer em Marília? Pode. Mas, pense: não tem quadra aqui, vamos treinar em Marília, jogar em Marília e fazer o que aqui? Almoçar e dormir? Fica complicado cem quilômetros todos os dias… A logística fica complicada. Se tivéssemos uma quadra, como tem Araraquara [que está jogando em Matão]… Agora, tivéssemos onde treinar e só fizéssemos o jogo em Marília, seria uma opção. Mas sem o Luso não teremos quadra pra treinar.”

Há proposta concreta pelo time adulto?
“Proposta, ainda não. Existe uma conversa para categorias de base. Campinas vendo que estamos sem lugar para ficar aqui, cresceu o olho. Há a possibilidade de na semana que vem, ou na outra, o presidente do clube de Campinas vir aqui, com um patrocinador, sentar-se com os nossos, para haver uma conversa, um entendimento. Lá tem o ginásio Taquaral, apoio da prefeitura de Campinas, toda uma logística que nós não temos hoje. Se tivermos estrutura em Bauru, fica só a parceria das categorias de base. Eles irão jogar com nosso nome, na nossa cidade, trazer alguns jogadores.”

Campinas de olho em vaga no NBB
“Hoje, para entrar na Liga, a vaga custa R$ 400 mil. Isso administrativamente. Para chegar na Liga, tem que disputar o Torneio Novo Milênio, depois o Estadual e garantir nele classificação para a Copa Brasil Sudeste, que vale vaga para disputar, com clubes de estados de todo o Brasil, a Copa Brasil. Aí, depois de todo esse trajeto, disputar um playout: os dois melhores da Copa Brasil têm que disputar duas vagas com os dois últimos do NBB para ver quem entra. E Bauru, se não tiver ginásio, poderá dar um time de graça para Campinas. Pois a vaga é da franquia e não vai ficar parada. Ou aqui ou em outro lugar.”

Acabou a novela Panela de Pressão!

Em 20 de janeiro, surgiram novos elementos na história, decisivos para a permanência do Bauru Basket na cidade. Foi o estopim para todos se mexerem e o final feliz se aproximar, com importante capítulo no dia 17 de fevereiro e o último ato em 15 de março. Agora, é correr para a reforma. Relembre o caso, atualizado.

12 de outubro
Em entrevista ao jornalista Samuel Ferro, no programa Enfoque Regional, da TV Preve, o treinador Guerrinha alerta que o time de basquete poderá mudar de cidade, caso não consiga maior apoio financeiro do empresariado local.

13 de outubro
Durante treinamento do Itabom/Bauru, técnico Guerrinha confidencia aos repórteres Thiago Navarro (Jornada Esportiva) e Wagner Teodoro (Jornal da Cidade) que sede da Luso será vendida – e lamenta situação “sem-teto” do time.

14 de outubro
Imprensa bauruense traz com destaque provável venda da sede da Luso. A reação dos amantes do basquete é imediata e o movimento Pró-Panela ganha força em manifestações nos veículos de imprensa da cidade. Vereadores simpáticos à causa (Fabiano Mariano, Fernando Mantovani e Giba) também se posicionam.

19 de outubro
O secretário de esportes, Batata, envia solicitação ao prefeito Rodrigo Agostinho de desapropriação da Panela de Pressão. A proposta é de liquidar a dívida do Noroeste (IPTU, anterior à era Damião), de cerca de R$ 1,5 milhão, e pagar a diferença. O pedido pega mal no Noroeste e também no Bauru/Basket, que em nenhum momento sugeriu essa medida.

20 de outubro
Guerrinha posta comentário no Canhota 10 enfatizando sua posição contrária à desapropriação, apenas a favor de uma solução a curto prazo para o Itabom/Bauru ter uma casa em 2011.

21 de outubro
Em reunião no Palácio das Cerejeiras, o prefeito Rodrigo Agostinho recebe representantes do Noroeste, do Bauru Basket e vereadores para discutir o tema. O secretário Batata não é convidado para o encontro e sua proposta de desapropriação é muito criticada. Ganha força a ideia de o time de basquete alugar a Panela diretamente do Noroeste, com verba repassada pela Prefeitura, que também bancaria a reforma – a questão é encontrar uma brecha jurídica para isso. No mesmo dia, é anunciada a venda da sede social da Luso para o grupo Vitórias Participações, por R$ 15,4 milhões. O clube deve desocupar a áre em junho de 2011.

22 de outubro
Em nota a imprensa, o Esporte Clube Noroeste se manifesta oficialmente sobre o assunto. Repudia o tema desapropriação, reconhece a dívida e deixa um recado animador, do direto de marketing Evaldo Armani: “O ginásio Panela de Pressão está muito próximo de se tornar a casa do esporte bauruense”.

26 de outubro
Reunião entre os departamentos jurídicos de Noroeste e Prefeitura promete procurar uma solução para o impasse. O resultado do encontro está cercado de bastante expectativa.

26 de outubro
Em nota oficial, o Noroeste avisa que novas reuniões deverão ocorrer, mas adianta que o encontro com o jurídico da Prefeitura foi proveitoso. “Muitas questões foram dirimidas, possibilitando uma abertura que nos levará à consolidação de interesses comuns”, diz o comunidado.

27 de outubro
O diretor de marketing do Noroeste, Evaldo Armani, reafirmou a vontade do Noroeste em abrir as portas da Panela e disse que o assunto deverá ter uma solução, no máximo, daqui duas semanas.

28 e 29 de outubro
O editor Júlio Penariol, do Bom Dia, investiga as reais condições do ginásio. Impedido de entrar, mostra a precariedade dos arredores – que certamente se repete lá dentro. Ouve do secretário de esportes, Batata, que a reforma custará cerca de R$ 230 mil. “O piso é o maior problema. Precisa ser trocado inteiro. Além disso, precisaríamos refazer a parte de instalação elétrica, arrumar o teto… São muitas goteiras”, disse.

7 de novembro
Bauru é escolhida sede dos Jogos Abertos do Interior em 2012 e, dias depois, Batata apresenta uma maquete virtual de um complexo esportivo onde hoje está o estádio distrital Edmundo Coube. Nada, entretanto, que resolva a curto prazo o problema do Bauru Basket. E, diga-se, o projeto não está nem no papel ainda, é apenas uma parca animação estilo autocad.

10 de novembro
Em entrevista ao repórter Ricado Santana, do Jornal da Cidade, Batata revela que o secretário de negócios jurídicos, Maurício Porto, está próximo da solução. Aguardemos.

19 de novembro
Matéria do Jornal da Cidade, do repórter Ricardo Santana, revela que a Fundação Toledo (Fundato), ligada à ITE (Instituição Toledo de Ensino) está disposta a fazer convênio com a Prefeitura para alugar e gerir a Panela de Pressão. É a melhor notícia até o momento em relação a esse imbróglio.

18 de janeiro
Guerrinha revela que Semel passou a ele informação que a possibilidade a ITE foi descartada. E volta a se manifestar sobre a demora da solução do assunto.

19 de janeiro
Repercussão das entrevistas de Guerrinha é muito forte, motivando declarações (infelizes) de Rodrigo Agostinho e Batata: Prefeito diz que não vai correr porque Guerrinha “deu a luz” e secretário questiona a representatividade do Itabom/Bauru para a cidade, além de sugerir que o time negocie direto com o Noroeste – possibilidade descartada pelo Pedro Poli. Falas são repudiadas pelo Bauru Basket em nota oficial.

20 de janeiro
Ainda bem que Guerrinha bota a boca no mundo, pois o assunto reacende. Noroeste compromete-se a ceder espaço da Panela de graça – para início das reformas – enquanto se resolvem brechas jurídicas. E Batata PROMETE, em entrevista ao Jornal da Cidade, que assunto será resolvido até fevereiro. Literalmente, pra cobrarmos depois: “Estou assumindo que até fevereiro a gente assina o contrato de aluguel”. E completou: “Se for por causa de ginásio, o Itabom/Bauru não tem porque sair da cidade de Bauru. Ponto”. Anotado, secretário. Ponto.
Ainda em 20 de janeiro, o ex-vereador Faria Neto, atualmente cronista esportivo da TV Preve, prontificou-se a ser mediador das partes para encontrar uma solução pacífica e definitiva para o caso.

17 de fevereiro
Matéria de Gustavo Longo, do Bom Dia Bauru, revela que, finalmente, o jurídico da Prefeitura dá parecer favorável ao aluguel (detalhes aqui). Batata promete assinar logo o contrato para dar o próximo passo, a licitação. Ufa!

15 de março
Finalmente o contrato de locação é assinado por Noroeste e Prefeitura! Por R$ 18 mil mensais – que não irão para o bolso do clube e, sim, abater sua dívida de IPTU e custear reforma, a Panela de Pressão é do povo de Bauru pelos próximos cinco anos. Deverá ser o palco principal dos Jogos Abertos do Interior de 2012 e, principalmente, voltar a abrigar as partidas do basquete profissional de Bauru.

Valeram demais os protestos da apaixonada torcida Fúria. Foto de Cristiano Zanardi/Agência Bom Dia

Foto da homepage: Reprodução/Wilson Alcaras

Panela de Pressão: solução adiada

(veja atualização no final do texto)

O assunto dominou a última semana. Muitas pessoas se manifestaram em diversos veículos de imprensa, todas as partes envolvidas se posicionaram e é hora de fazer um apanhado da situação, até mesmo para compreender o tema e não distorcer os fatos, pois alguns mal-entendidos ocorreram no meio do caminho.

12 de outubro
Em entrevista ao jornalista Samuel Ferro, no programa Enfoque Regional, da TV Preve, o treinador Guerrinha alerta que o time de basquete poderá mudar de cidade, caso não consiga maior apoio financeiro do empresariado local.

13 de outubro
Durante treinamento do Itabom/Bauru, técnico Guerrinha confidencia aos repórteres Thiago Navarro (Jornada Esportiva) e Wagner Teodoro (Jornal da Cidade) que sede da Luso será vendida – e lamenta situação “sem-teto” do time.

14 de outubro
Imprensa bauruense traz com destaque provável venda da sede da Luso. A reação dos amantes do basquete é imediata e o movimento Pró-Panela ganha força em manifestações nos veículos de imprensa da cidade. Vereadores simpáticos à causa (Fabiano Mariano, Fernando Mantovani e Giba) também se posicionam.

19 de outubro
O secretário de esportes, Batata, envia solicitação ao prefeito Rodrigo Agostinho de desapropriação da Panela de Pressão. A proposta é de liquidar a dívida do Noroeste (IPTU, anterior à era Damião), de cerca de R$ 1,5 milhão, e pagar a diferença. O pedido pega mal no Noroeste e também no Bauru/Basket, que em nenhum momento sugeriu essa medida.

20 de outubro
Guerrinha posta comentário no Canhota 10 enfatizando sua posição contrária à desapropriação, apenas a favor de uma solução a curto prazo para o Itabom/Bauru ter uma casa em 2011.

21 de outubro
Em reunião no Palácio das Cerejeiras, o prefeito Rodrigo Agostinho recebe representantes do Noroeste, do Bauru Basket e vereadores para discutir o tema. O secretário Batata não é convidado para o encontro e sua proposta de desapropriação é muito criticada. Ganha força a ideia de o time de basquete alugar a Panela diretamente do Noroeste, com verba repassada pela Prefeitura, que também bancaria a reforma – a questão é encontrar uma brecha jurídica para isso. No mesmo dia, é anunciada a venda da sede social da Luso para o grupo Vitórias Participações, por R$ 15,4 milhões. O clube deve desocupar a áre em junho de 2011.

22 de outubro
Em nota a imprensa, o Esporte Clube Noroeste se manifesta oficialmente sobre o assunto. Repudia o tema desapropriação, reconhece a dívida e deixa um recado animador, do direto de marketing Evaldo Armani: “O ginásio Panela de Pressão está muito próximo de se tornar a casa do esporte bauruense”.

26 de outubro
Reunião entre os departamentos jurídicos de Noroeste e Prefeitura promete procurar uma solução para o impasse. O resultado do encontro está cercado de bastante expectativa.

Resumindo: falar em desapropriação foi precipitado e desastroso. Tanto que torcedores do Noroeste logo se manifestaram em defesa do patrimônio do clube. Fosse levada adiante, a proposta resultaria em briga na Justiça, o que inviabilizaria a reforma do ginásio a curto prazo. Felizmente, o assunto caminha para uma solução conciliadora, pois todas as partes estão dispostas a isso. O Noroeste sai ganhando, com dívida negociada e seu patrimônio reformado. O Bauru Basket ganha fôlego para continuar em ação, até surgir o sonhado ginásio municipal.

O único receio está na Câmara Municipal, pois alguns vereadores poderão discordar do repasse de verbas da Prefeitura para o Bauru Basket. Só nos resta cruzar os dedos.

Atualizado em 26 de outubro
Em nota oficial, o Noroeste avisa que novas reuniões deverão ocorrer, mas adianta que o encontro com o jurídico da Prefeitura foi proveitoso. “Muitas questões foram dirimidas, possibilitando uma abertura que nos levará à consolidação de interesses comuns”, diz o comunidado.

Atualizado em 27 de outubro
O diretor de marketing do Noroeste, Evaldo Armani, reafirmou a vontade do Noroeste em abrir as portas da Panela e disse que o assunto deverá ter uma solução, no máximo, daqui duas semanas.

Foto da homepage: Reprodução/Wilson Alcaras

Guerrinha fala sobre a Panela

Treinador do Itabom/Bauru expõe seu ponto de vista sobre o tema polêmico e revela possibilidade de arena na Nações Norte

O treinador do Itabom/Bauru, Guerrinha, postou comentário na noite de ontem sobre o assunto Panela de Pressão. É ótimo que o tema esteja estimulando discussões. Muito melhor do que a polêmica gratuita é abrir espaço para a argumentação e a reflexão – o que o Canhota 10 tem tentado fazer ao abrir este espaço.

Guerrinha foi enfático ao afirmar que, em momento algum, defendeu a desapropriação da Panela. “De forma alguma eu estou pedindo para desapropriar a Panela de Pressão, o bem do Noroeste, e sim termos esse espaço para todos os esportes, enquanto Bauru não tem um ginásio multiuso que a cidade e comunidade merece”. Esse espaço, aliás, segue sendo discutido nos bastidores, como ele relatou mais adiante em seu comentário: uma arena olímpica na Nações Norte. “Através do prefeito estamos buscando com o governo Federal e, agora, através do deputado Pedro Tobias, a nível Estadual”, revelou.

Enquanto isso não acontece, a grande questão é a curto prazo. A Panela seria o paliativo. “Seria por um tempo a utilização do ginásio, para poder resolver um problema da comunidade de Bauru, que gosta de esporte e, no caso o basketball, que representa a cidade de Bauru em campeonato de alto nível, Brasileiro e Paulista, levando uma boa imagem da cidade”.

Guerrinha também falou sobre a ociosidade da Panela. “Seria bom para todos reformar um ginásio que está abandonado”, disse, completando que seria devolvido ao clube melhorado. Ele ainda rechaçou ter postura egoísta. “De forma alguma, eu tenho lugar para trabalhar a hora que eu quiser, em qualquer cidade. Penso que egoísta é a pessoa que pensa no Noroeste (…) e não em Bauru como um todo”.

Os noroestinos e amantes do basquete têm se manifestado, o Bauru Basket, na pessoa de Guerrinha, também. Está nas mãos do poder público, sem politicagem, sem melindres, encontrar o melhor caminho para todas as partes envolvidas.

Movimento Pró-Panela: deixe seu recado!

O Canhota 10 está ao lado da campanha pela manutenção do basquete em Bauru. Torcendo para que o melhor seja feito: o melhor para o Noroeste, para a Prefeitura, para o Itabom/Bauru e, sobretudo, para a cidade.

Mas todas as correntes podem se manifestar. A favor ou contra a reativação da Panela de Pressão. Sugestões, então, são mais do que bem-vindas.

Fique à vontade, leitor!

Construir, reformar, estruturar e apoiar

Por Rafael Pavan

No ano de 2009, o esporte bauruense passou por diversos problemas de ordem estrutural. Havia praças esportivas depredadas, campos de futebol em terra batida ou parcialmente gramados (com buracos), ginásios esportivos com goteiras, sujos e, em casos mais críticos, animais defecavam sobre a quadra.

Após diversos questionamentos e cobranças por parte da população e da mídia local, algumas medidas foram tomadas por parte da prefeitura. Os campos que estavam deficientes em suas estruturas tiveram suas “maquiagens” feitas. Isso mesmo, pequena melhorias foram realizadas, como a troca de alambrado e cal demarcando mais claramente os campos. As quadras de esporte tiveram retocadas as pinturas e lâmpadas foram trocadas. Mas, infelizmente, tais medidas não foram de encontro ao verdadeiro problema.

É necessário que atitudes mais drásticas sejam tomadas, caso contrário teremos nossas praças esportivas sucateadas. A administração pública deve atuar no núcleo do problema, ou seja, adequar os espaços para a prática esportiva por parte da população, não se restringindo a torneios oficiais.

A Semel (Secretaria Municipal de Esportes e Lazer) deve sanar problemas e não adiá-los. É fato que a simples manutenção não resolve e não resolverá a situação deficiente na qual encontramos o esporte bauruense. O atleta e os cidadãos necessitam que praças esportivas passem por reformas para que crianças – como as que moram nas mediações do ginásio Raduan Trabulsi Filho e que participam de treinamentos de basquete – não tenham que se sujeitar a dividir o espaço com os pombos e a conhecida sujeira que produzem.

Não se pode deixar de sinalizar que também são necessárias medidas para o futebol amador. Jogadores atuam em campos esburacados, sujeitos a contusões. Os vestiários, sem higiene nem lâmpadas. Fora outros atletas que não têm espaço na mídia e muito menos locais para a prática esportiva com qualidade, como é o caso do atletismo – por falta de espaço e estrutura, sujeitam-se ao perigo das ruas ou treinam em pistas de areia.

Ocorre que terminamos o ano de 2009 com promessas e suposições e hoje algumas melhorias podem ser vistas e aplaudidas – com moderação.

O atual secretário de esportes, Batata, prometeu e cumpriu – em relação ao distrital Edmundo Coube,  que teve campo, arquibancadas, muros, banheiros e vestiários reformados. Acrescento apenas uma ressalva, pois o secretário de esportes  prometeu uma pista de corrida emborrachada e a que foi construída foi de asfalto mesmo. Mas é de se parabenizar a iniciativa e a conquista.

Mas, de todas as promessas e possibilidades, a que mais deve orgulhar os bauruenses é a construção da praça paradesportiva, onde deficientes físicos poderão praticar esporte. Reconheça-se que tal obra veio graças a um vereador bauruense que conseguiu levantar os recursos. Trata-se de Fábio Manfrinato, que em pouco tempo de cargo (suplente durante a licença-maternidade de Chiara Ranieri) conseguiu tal feito.

Enfim, são ações visando à melhoria das estruturas bauruenses, mas necessitamos de mais reformas, fornecer material para a prática esportiva, apoiar os atletas de representam nossa cidade país afora. Apoiar e dar estrutura para o lazer são, sim, deveres da prefeitura.

Rafael Pavan é estudante de Jornalismo da Universidade do Sagrado Coração e integrante da equipe do Jornada Esportiva

Foto da homepage, do distrital Edmundo Coube, reproduzida do site da prefeitura de Bauru